Especial Copa do Mundo

Que país é esse?

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Futebol cinco estrelas Brasil busca o hexacampeonato para ficar com o dobro de títulos dos adversários

Ricardo Corrêa
Repórter
abril/2006

Nosso país consegue reunir, em seu território, a riqueza e a pobreza. Os números grandiosos da agricultura, o PIB que está entre os quinze maiores do mundo, constrastam com a má distribuição de renda e a situação de extrema pobreza nas periferias das grandes cidades e em regiões extensas, como no sertão nordestino. Por isso nosso PIB per capta não chega aos oito mil dólares anuais.

Mas não há dúvidas de que somos uma nação grandiosa. Com mais de 180 milhões de habitantes. Somos hoje um povo jovem, com 27 anos em média, e podemos viver, até pouco mais de 71 anos. A expectativa de vida é crescente e as taxas de natalidade estão caindo. O nome oficial de nosso país é República Federativa do Brasil e, na Copa do Mundo, seremos representadas pelas já famosas letras "BRA".

Nossa capital é Brasilia e outras cidades importantes do país, conhecidas mundialmente são as capitais estaduais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Recife, Curitiba, Porto Alegre, Belém e Manaus. Cidades turísticas como Nova Iguaçu também possuem bastante importância no cenário internacional. Desde 1994 usamos como moeda o real. Nosso idioma oficial é o português e em nossa bandeira está escrito o lema da pátria: "Ordem e Progresso". Muitos brasileiros estão conectados na internet como você neste exato momento. Embora em 2002 o número de usuários era calculado em cerca de 14 milhões, usando o domínio ".br", o brasileiro é um dos povos que fica mais tempo na internet. Em vários meses dos últimos anos o país ficou em primeiro no ranking do tempo de permanência na rede. O site da CBF é o http://www.cbfnews.com.br

Em campo:

Falar sobre o favoritismo e o passado glorioso do Brasil em Copas do Mundo é chover no molhado. Poucos são os que não conhecem nossas conquistas, nossas vitórias e nossa fama internacional por saber jogar futebol como ninguém. Não é à toa que, se vencer esse ano, o Brasil chegará a incrível marca de seis títulos mundiais. Ficaria, assim, com o dobro de títulos dos dois países que mais possuem títulos depois dele: a Itália e a Alemanha, que são tricampeãs.

Além dos cinco orgulhos das conquistas da Copa do Mundo, o Brasil faturou vários outros títulos importantes. Está, no entanto, bem atrás da Argentina no número de Copas América consquistadas. O Brasil venceu sete, nos anos de 1919, 1922, 1949, 1989, 1993, 1997, 1999. Nos Jogos Pan-americanos foram mais quatro: em 1963, 1975 (junto com o México), 1979, 1987.

O futebol começou a ser jogado no Brasil ainda no século passado, mas o país só se filiou à Fifa em 1923. Sete anos depois, participaou da primeira Copa do Mundo, no Uruguai. Seria só a primeira de 17 participações até então. O Brasil é o único país que participou de todas as Copas do Mundo. Além dos cinco títulos, foram dois vice-campeonatos e dois terceiros lugares na história. Se em 30 e em 34 o Brasil passou sem ser notado, em 1938 foi bem e chegou em terceiro. Mas com a paralisação das disputas mundiais por conta da guerra, o país precisou esperar até 1950 para mostrar que não era apenas um fogo de palha no futebol.

E foi em casa, quando mostrou, em campo, que poderia ser considerada a melhor seleção do mundo. Mas como futebol se ganha no gramado e a cada jogo, o Brasil acabou perdendo a final para os raçudos uruguaios, que calaram 205 mil vozes no Maracanã, estádio construído especialmente para a disputa daquela Copa do Mundo. Foram necessários mais oito anos até que o país finalmente chegasse ao topo do mundo, vencendo a Copa da Suécia com um time que tinha Pelé e Garrincha jogando junto.

Na Copa seguinte, em 1962, mais um show. Agora no Chile e o bicampeonato no currículo. As coisas não foram bem em 1966, ano em que Pelé se machucou e o time foi eliminado precocemente. Mas quatro anos depois, no México, a glória: o Brasil se tornava o maior vencedor da história das Copas do Mundo, ao conquistar o tricampeonato com um show de Pelé, que voltava para fechar com chave de ouro sua brilhante passagem pela Seleção Canarinho. Com isso o Brasil faturou definitivamente a Taça Jules Rimet, que depois foi roubada e derretida.

A partir daí o país sonhou com o tetra durante 24 anos. No meio do caminho, fez times fortes, o principal deles em 1982. A seleção que jogava bonito, no entanto, não resistiu e perdeu nas fases finais. Depois de frustrações em 86 e 90, o Brasil recuperou sua força em 1994. Se não levou a Copa do Mundo jogando bonito, jogou um futebol consistente e de resultados nos Estados Unidos e levou o título após dramática vitória sobre a Itália nos pênaltis. O Brasil voltava a ser o maior vencedor de Copas do Mundo, agora com quatro títulos, contra três de italianos e alemães. O comando da equipe era do mesmo Carlos Alberto Parreira, que comanda o time hoje.

Em 1998 o pentacampeonato já era dado como certo. Jogando bem e depois de eliminar o bom time da Holanda em uma partida incrível, o Brasil foi chegando à final contra a França, dona da casa, como o grande favorito. Mas a incontestável derrota por 3 a 0 acabou determinando que o sonho do penta ficaria para daqui há quatro anos.

E foi o que aconteceu. Com um time de craques, com o trio de "R" formado por Rivaldo, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho, o time se classificou com facilidade na primeira fase, eliminou adversários medianos, derrubou a forte Inglaterra na partida mais difícil da Copa e depois passeou no segundo tempo contra a Alemanha na final, garantindo a vitória por 2 a 0, com dois gols de Ronaldo, artilheiro da Copa. Rivaldo foi o vice-artilheiro e teve participação importante nos dois gols brasileiros que deram o pentacampeonato.

Esse ano o país chega à Copa ainda mais favorito do que nos anos anteriores. Além dos bons resultados nas últimas competições que disputou, o país tem ainda mais estrelas do que nos anos anteriores. Na Copa América, com um time reserva, venceu a Argentina nos pênaltis e levou o título. Nas Eliminatórias fez uma campanha tranqüila. O momento mais triste foi quando perdeu para a Argentina por 3 a 1 em Buenos Aires, levando o troco da vitória pelo mesmo placar em São Paulo, no primeiro turno.

Mas a prova de que o Brasil era muito forte sim veio depois, na final da Copa das Confederações. Contra os mesmos argentinos, o Brasil passeou, cansou de perder gols mas mesmo assim goleou por 4 a 1. De quebra o time ainda se recuperou no final das Eliminatórias e levou o primeiro lugar da competição, aplicando goleadas, como as contra o Paraguai e o Chile. Brasil marcou 35 gols e sofreu menos da metade disso: 17. Ainda teve o artilheiro das Eliminatórias: Ronaldo, com 10 gols.

O Fenômeno começou esse ano mal, mas começou a se recuperar na medida em que a Copa do Mundo está se aproximando. Volta a ser a grande esperança de gols da equipe, mas definitivamente não está sozinho. O craque, de quem todos esperam a melhor Copa do Mundo, é Ronaldinho Gaúcho. Eleito pela segunda vez o melhor do mundo, já começa a ser comparado pelos mais exaltados com Pelé e, para muitos, já superou Maradona. Questão de opinião, mas que atualmente ele vem ganhando todos os prêmios de melhor jogador, isso é indiscutível. Formando o que passaram a chamar de quadrado mágico ou quarteto fantástico, ainda estão no time Kaká, craque do Milan, e Adriano, da rival Inter de Milão.

Seria uma comissão de frente indiscutível, não tivesse surgido, nos últimos anos, mais uma jóia do futebol brasileiro. Robinho, que surgiu comparado a Pelé no santos e hoje é o camisa 10 do maior time do mundo, o Real Madrid, enche de esperança os torcedores que querem ver dribles e arrancadas na Copa do Mundo. Mas Parreira já avisou, dos cinco, jogam no máximo quatro.

Certamente o Brasil terá muita gente boa no banco. Caso de Juninho Pernambucano, um dos principais jogadores dos últimos Campeonatos Franceses. Mas em campo o Brasil ainda tem jogadores que têm como principal trunfo a experiência. Roberto Carlos, Cafu e Dida são exemplos. Os dois laterais, no entanto, já enfrentam sérias ameaças dos jovens Gustavo Nery, e principalmente Cicinho, recém contratado pelo Real Madrid.

A defesa é a grande preocupação. Embora Lúcio seja considerado um dos principais jogadores da Alemanha, ele não oferece segurança a muitos torcedores. Ao seu lado, Roque Júnior ou Juan sofrem do mesmo mal. Pelo menos no comando está Carlos Alberto Parreira, especialista na arte de jogar um futebol de resultado, com defesa sólida e eficiente, como foi em 1994. Seu time, depois da Copa das Confederações, passou a ser chamado de "Cascavel", por tocar a bola de um lado para o outro serpentear e dar o bote mortal na hora certa.

Os adversários desta equipe, na 1ª fase da Copa 2006

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