Especial Copa do Mundo

Que país é esse?

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Outro milagre? Em casa, Coréia do Sul foi às semifinais. Agora quer repetir o feito na Europa

Ricardo Corrêa
Repórter
abril/2006

A Coréia do Sul existe oficialmente desde 1948. Foi quando foi promulgada a constituição que confirmava a divisão do país em dois, exatamente as duas zonas de influência determinadas pelas superpotências após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Depois de fundadas, as duas Coréias enfrentaram períodos turbulentos, incluindo aí a Guerra da Coréia, que durou de 1950 a 1953, e que tinha, de um lado o Sul, apoiado pelos Estados Unidos, e do outro o Norte, apoiado pela extinta União Soviética. Essa divisão e polarização provocou diferenças drásticas no modo de vida dos dois países e que se refletem fortemente ainda hoje. No caso do Sul, uma ditatura só foi substituída na década de 80.

Hoje, interessada em uma reaproximação com a Coréia do Norte, para que haja a reunificação, a Coréia do Sul é um país de política e economia sólidas. Nos últimos 30 anos, o crescimento econômico coreano foi espantoso e chegou ao ponto de ser 18 vezes maior do que o dos norte-coreanos. A capital da Coréia do Sul é Seoul, que foi sede das Olimpíadas de 1988 e da Copa do Mundo de 2002. No país que tem o nome oficial de Taehan-min'guk moram cerca de 48,3 milhões de pessoas. Outras cidades importantes, além de Seoul, a maior, são: Pusan, Taegu, Inch'on, Kwangju, Taejon, Ulsan, Chonju. A moeda oficial da Coréia é o Won e o idioma oficial do país é o coreano. Como o país tem um território muito pequeno (na verdade é uma ilha dividida ao meio), os coreanos vivem apertados a uma densidade demográfica de mais de 490 habitantes por quilômetros quadrados. Nesse espaço eles vivem cerca de 75 anos. Hoje, a população tem uma idade média de 33,2 anos, aproximadamente. Em 2002 já eram mais de 25 milhões os coreanos conectados à grande rede. O domínio oficial do país é o ".kr". O site da federação coreana de futebol é o http://www.kfa.or.kr/

Em campo:

A Coréia do Sul não possui, necessariamente, uma grande tradição em Copas do Mundo. Mas se comparada aos seus vizinhos asiáticos, ninguém se orgulha de mais participações do que os coreanos, cuja federação foi criada em 1945 e a filiação à Fifa se deu três anos depois. A primeira participação asiática em uma Copa do Mundo é mérito coreano. Aconteceu em 1954, na Suíça. Naquela ocasião, o time só marcou presença mesmo. Foram duas derrotas, frente a Hungria e a Turquia, e o adeus à competição.

Depois disso, demorou muito, mas muito tempo até que os coreanos voltassem a disputar uma Copa do Mundo. O retorno aconteceu em 1986. E foi definitivo. De lá para cá, a Coréia do Sul participou de todas as edições da maior competição do futebol mundial. Essa será a sétima participação da Coréia em uma Copa do Mundo.

Se em 1986 a campanha foi boa, com a equipe perdendo apenas para a Itália, em 1990 e 1994 o time amargou insucessos ao ser eliminada na primeira fase. Apesar disso o time se vangloria de ter empatado com a Espanha e perdido apertado para a Alemanha naquele ano.

No currículo coreano, estão dois títulos da Copa da Ásia, conquistados em 1956 e em 1960. Além deles, a Coréia ainda se orgulha de três títulos dos Jogos Asiáticos, conquistados em 1970, em conjunto com Burma, em 1978, junto com a vizinha Coréia do Norte, e em 1986.

Nas últimas participações na Copa do Mundo, resultados distintos para os coreanos. Se em 1998 o time não passou da primeira fase, após encarar um grupo complicadíssimo, em 2002 as coisas foram maravilhosas. A começar que a competição, ou metade da competição, foi disputada no país. A Copa foi feita em conjunto com o Japão. No currículo da explosiva campanha de 2002, que levou os coreanos à semifinal, ficaram marcadas vitórias surpreendentes, contra as fortes seleções da Itália e da Espanha. É certo que muitos contestam a arbitragem daqueles jogos, mas somente a Alemanha, que viria a ficar com o vice-campeonato, derrubaria os coreanos. Mesmo assim, em um jogo duríssimo: 1 a 0.

No comando do time este ano, o holandês Dick Advocaat. Ele substitui outro holandês, Jô Bonfrere, mas espera repetir o sucesso é de seu compatriota, Guus Hiddink, que levou a Coréia às semifinais do último mundial. Antes de Advocaat e Bonfrere, o técnico era o português Humberto Coelho, que perdeu o emprego após um empate contra a fraca seleção de Maldivas.

No time que vai lutar por uma boa participação na Copa do Mundo, permanecem as esperanças sobre Park Ji Sung, que ganhou fama após o mundial de 2002 e hoje atua no milionário Manchester United. O atacante tem a companhia de outros jogadores importantes como o lateral-esquerdo Lee Young Pyo, e o goleiro Lee Woon Jae. Ahn Jung Hwan, Cha Du Ri e Lee Dong Gook, esse último artilheiro da Copa Asiática de 2002, são outros nomes importantes do time.

Os adversários desta equipe, na 1ª fase da Copa 2006

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