Especial Copa do Mundo

Que país é esse?

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Riqueza só fora de campo Estados Unidos evoluíram, mas estão longe de virar uma potência do futebol

Ricardo Corrêa
Repórter
abril/2006

O mais poderoso e rico país do mundo dispensa apresentações. United States of America, ou Estados Unidos da América, como conhecemos, é famoso mundialmente por ditar normas e regras, e reger o comércio internacional. O gigante da América do Norte, e que se auto-entitula a própria América, tem como capital a cidade de Washington. Mas suas principais cidade são Nova York, considerada por alguns a capital do mundo, além de Los Angeles, Chicago, Houston, Filadélfia, San Diego, Dallas, Phoenix, Detroit, San Antonio, Boston, São Francisco, Seattle, Denver, Atlanta, Miami e várias outras.

O dólar, moeda quase mundial, e que só perdeu um pouco de espaço após a criação do euro, é moeda genuinamente americana. O idioma, inglês, é resquício da colonização inglesa, que só terminou em 1776. Hoje, quase 300 milhões de pessoas vivem nos Estados Unidos. Muitos são imigrantes vindos de todas as partes do mundo. A riqueza americana está comprovada no PIB por habitante, que chega à impressionante marca de 37.600 dólares. Os americanos vivem, em média, pouco mais de 77 anos. Atualmente eles estão abaixo da metade disso. A média de idade da população está em 35,8 anos. Inventores da internet, os americanos dominam a rede. Mais da metade de sua população está conectada. O domínio oficial dos Estados Unidos é o ".us". Mas é raro encontrar um site com essa terminação. Normalmente eles utilizam os endereços encerrando no ".com", comum a quase todos os países. O site da federação de futebol é o http://www.ussoccer.com/.

Em campo:

Toda supremacia econômica dos Estados Unidos definitivamente não se reflete nos campos de futebol. É bem verdade que os americanos evoluíram muito nos últimos anos, mas ainda estão longe de se tornarem uma verdadeira potência desse esporte, como são na maioria dos outros. Uma das explicações está no pequeno número de praticantes de futebol nos Estados Unidos. Embora a modalidade até seja praticada com maior intensidade em tempos atuais, ainda está longe dos grandes esportes praticados no país. O basquete, o futebol americano e o beisebol chamam muito mais atenção e atraem muito mais os americanos.

Mesmo assim, nas últimas três décadas o futebol dos Estados Unidos começou a dar mais trabalho aos adversários. Os Estados Unidos possuem três títulos relativamente importantes no currículo da federação criada em 1913. Faturaram duas vezes a Copa Ouro, em 1991 e 2002, e o Pan-americano de 1991.

A história dos Estados Unidos com a Copa do Mundo é antiga. O país disputou o primeiro mundial. E logo na primeira Copa eles conseguiram seu melhor resultado até então. Em 1930, no Uruguai, os norte-americanos foram semifinalistas e só deram adeus à Copa quando pegaram a Argentina. A derrota por 6 a 1, no entanto, foi incontestável. Sem sucesso, os americanos disputaram ainda as copas de 1934 e 1950.

Só quarenta anos depois da Copa realizada no Brasil é que os Estados Unidos voltaram à principal competição internacional. Foi na Itália, em 1990, já seduzidos pelo sabor de sediar uma Copa do Mundo, o que aconteceria daqui há quatro anos. E foi em 1994, jogando em casa, que os EUA realmente pareceram acordar novamente para o futebol. Na ocasião, foram eliminados nas oitavas-de-final pelo Brasil, no dia da Independência americana. Menos mal que perderam para os futuros campeões e em um jogo muito difícil em que venderam caro a derrota por 1 a 0. Naquele time, jogavam jogadores símbolos dessa nova fase, como Tab Ramos, Alex Lalas e Balboa e o goleiro Tony Meola.

Depois da boa impressão deixada na Copa que jogaram em casa, os Estados Unidos decepcionaram na França, em 1998. Embora tenham se classificado para a competição sem problemas, acabaram em último lugar no seu grupo. Já em 2002, eles foram até as quartas-de-final, eliminando o bom time de Portugal nas oitavas. Mas acabaram caindo diante da Alemanha, que depois ficaria com o vice-campeonato.

Em 2002 o time tinha jogadores como Landon Donovan, Cláudio Reyna e Brian McBride: atletas que ainda hoje formam a base da equipe. Somam-se a eles jogadores mais jovens como DaMarcus Beasley, que é uma das grandes apostas do time treinado por Bruce Arena, que só assumiu o time faltando apenas três jogos para o fim das Eliminatórias para a Copa da Alemanha. A classificação foi conquistada após uma vitória incontestável sobre o México, em Columbus, Ohio, por 2 a 0.

Os adversários desta equipe, na 1ª fase da Copa 2006

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