Demorou, mas eles chegaram Ganeses enfim estão na Copa, depois de anos de bom futebol na África
Repórter
abril/2006
Gana, ou Republic of Ghana (República de Gana), o nome oficial, é um país africano cuja capital é Accra. As outras cidades importantes do país são Kumasi, Tamale, Tema, Secondi-Takoradi, Cape Coast, Kforidua, Sunyani e Ho. É nelas que vive boa parte dos mais de 20 milhões de habitantes do país que tem como lema a frase "Liberdade e justiça". Essas nunca foram as características da maioria dos países africanos, mas o seu povo tem a qualidade de nunca desistir. Os ganeses, que na Copa serão representados pelas letras "GHA", e pela bandeira que possui a estrela negra no centro, falam inglês e utilizam o cedi como moeda. São pobres, como a maioria dos seus vizinhos, gerando um PIB anual de 2.100 dólares por habitante. Até possuem uma expectativa de vida maior do que o de outros países da África. Mas 56,53 anos é ainda muito pouco se comparado ao restante do mundo. Atualmente o povo é jovem. A média de idade da população não chega nem a 20 anos, o que nos remete a um país com muitas crianças e adolescentes hoje em dia. Uma parcela ínfima da população tem acesso à internet, como você. Em 2002, apenas 200 mil ganeses acessavam a internet pelos domínios ".gh".
Em campo:
Pode-se dizer que demorou um pouco para que os ganeses ganhassem um lugar na maior competição do futebol mundial. Embora não tenha um time top de linha no mundo, Gana sempre deu muito trabalho nas competições continentais. Na África, reinou várias vezes vencendo a tradicional Copa das Nações da CAF. Foi assim em 1963, em 65, em 78 e em 82. Além disso, na Copa das Nações CSSA, os "Estrelas Negras" reinaram na década de 80, e levaram a melhor em 1982, 84, 86 e 87. Mais do que isso, Gana faturou duas vezes o Campeonato Mundial de Futebol Sub-17, organizado pela FIFA.
O futebol de Gana, cuja federação só foi fundada em 1957, sempre foi ousado e com jogadores habilidosos. Entre os africanos, os ganeses sempre apresentaram alguns dos melhores jogadores. Foram os casos de Abdulrazak Karim, Osei Koffi, Afriye, Ben Acheampong e George Al Hassan. Recentemente, os jogadores mais conhecidos foram Anthony Yeboah e, principalmente, Abedi Pele, destaques na década de 90. Na última Copa os ganeses nem tiveram chance de entrar. Logo de cara, nas Eliminatórias, pegaram o grupo mais difícil da África. Nos duelos contra Nigéria, Libéria e Sudão, Gana acabou ficando em último. Foi a oitava tentativa do país de participar de uma Copa do Mundo. Só na nona é que eles conseguiram.
Dessa vez a tarefa também não foi fácil. Na primeira rodada o time perdeu para Burkina Faso, mas depois mostraram força ao atropelar a África do Sul, que era favorita, por 3 a 0. A primeira fase era tranqüila e o time liderava quando Mariano Barreto resolveu deixar o comando do time para treinar o Marítimo, time de Portugal. O lugar ficou com Ratomir Dujkovic, que assumiu depois de algum tempo com a seleção interinamente comandada por Sam Arday. Depois disso as coisas deram mais certo, com um empate contra o Congo e vitórias contra Burkina Faso, Africa do Sul, Uganda e Cabo Verde. O caminho para a Alemanha estava completo.
Atualmente o time não tem tantos jogadores habilidosos e famosos. Mas alguns deles já mostraram que merecem respeito. O maior deles é Appiah, capitão da equipe e que atua no poderoso Chelsea, da Inglaterra. Michel Essien, considerado o jogador mais caro da história do futebol africano também joga no meio-campo da equipe, que ainda tem Muntari, da Udinese da Itália. O ataque tem Asamoah Gyan e Matthew Amoah, dois representantes ganeses no futebol holandes.
Os adversários desta equipe, na 1ª fase da Copa 2006
(Clique nas bandeiras dos países)
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