Especial Copa do Mundo

Que país é esse?

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A eterna batalha pelo tetra Italianos encaram mais uma vez o desafio de conquistar o quarto título

Ricardo Corrêa
Repórter
abril/2006

Há quem diga que os italianos são os mais brasileiros dos europeus. Isso porque não são burocráticos como se estigmatizou os habitantes de outros países do continente. Falantes, sempre gesticulando e com temperamento forte. Essas são algumas características que costuma-se atribuir à nação apelidada de "a bota da europa", por causa do formato de seu território. A Repubblica Italiana, assim mesmo, com dois "b" e sem acento, é o nome oficial do país que conhecemos simplesmente como Itália. A tradicional e antiga Roma é a capital da nação que possui cidades tão importantes quanto bonitas e famosas. Entre elas, Milão, Nápoles, Turim, Palermo, Gênova, Bolonha, Florença, Catania, Bari, Veneza, Messina, Verona, Taranto, Trieste e Cagliari. Os italianos falam o idioma de mesmo nome e agora utilizam o euro como moeda oficial. Eles são cerca de 58 milhões e geram uma riqueza de 25 mil dólares anuais por habitante (PIB per capta). Os italianos vivem muito. Mais de 79 anos, e já são um povo adulto. A média de idade da população é de 41 anos. Nos últimos levantamentos, realizados em 2001, mais de 20 milhões de italianos já utilizavam a internet, pelos domínios ".it". O endereço da Federação Italiana de Futebol é o http://www.figc.it/

Em campo:

O tricampeonato mundial deixa claro: a Itália é uma das maiores potências do futebol em todos os tempos. E poderia até ter se tornado a maior de todas, se não tivesse perdido, nos pênaltis, a final de 1994 para o Brasil. Se àquela altura a Itália levasse o título, ficaria com o tetracampeonato, e deixaria o Brasil com o tricampeonato pelo menos até as copas seguintes. Mas Roberto Baggio chutou para o alto esse sonho e a Itália já está há 24 anos na fila do tetra. Curiosamente foi esse o tempo que o Brasil levou para fazer o mesmo. Será que agora é a vez da "Azzura", como é conhecida?

Essa é a décima sexta participação da Itália em Copas do Mundo. É o segundo país que mais participou da disputa. Na verdade, apenas uma competição não teve o privilégio de ter a Itália em campo: foi em 1958, na Suécia, exatamente no ano em que o Brasil conquistou o seu primeiro título.

Embora sempre tenha que ser respeita por sua glórias, os italianos só ganharam um título, em 1982, desde a década de 40. Os outros dois foram logo no início das disputas. Depois da vitória uruguaia em 1930, a Azzura venceu as copas de 1934 e 1938. Em 34, o adversário na final foi a Tchecoslováquia, só derrotada na prorrogação. Em 38, quem pagou o pato foi a Hungria, que foi goleada por 4 a 2.

A federação é antiga, de 1898, e filiada à Fifa desde 1905. Entre os dois títulos da década de 30, e a conquista final da década de 80, a Itália ainda conquistou um título da Euro. Foi em 1968.

A história do tricampeonato é que foi emocionante. Na disputada Copa de 1982, os italianos levaram o título após uma primeira fase sem brilho, mas evoluindo na competição, até vencer a Alemanha na decisão daquele mundial. Foi a Copa do show de Paolo Rossi, que derrubou o Brasil e a Polônia, antes de encarar a Alemanha Ocidental na final. O resultado: 3 a 1 para a Itália com mais um gol, o sexto, de Paolo Rossi, artilheiro do torneio.

Na última Copa, a Itália não era a mesma força dos últimos anos, mas não esperava a eliminação diante da Coréia do Sul, que venceu nas oitavas-de-final com um gol na prorrogação. O técnico na época era o lendário Dino Zoff, que acabou sendo depois substituído por Giovanni Trapattoni. Dino, aliás, foi um dos maiores jogadores da história da Itália. O futebol daque país fez nascer ainda craques como Paolo Maldini, Roberto Baggio, Franco Baresi e Gianni Rivera.

Na última Euro a Itália não foi bem e ficou ainda na primeira fase, o que acabou derrubando Trapattoni do comando da equipe. No seu lugar entrou Marcello Lipi, que levou a Itália à classificação para a Copa do Mundo. O novo técnico começou polêmico, tirando os até então intocáveis Alessandro Del Piero e Christian Vieri.

O time agora é jogvem. Possui jogadores que até então não tinham atuado na seleção italiana. Alguns exemplos são Cristian Zaccardo, comandante da defesa, Andrea Barzagli, Giorgio Chiellini, Daniele De Rossi, Manuele Blasi, Mauro Esposito, Luca Toni, Alberto Gilardino e Vincenzo Iaquinta. Eles se juntam aos já conhecidos Alessandro Nesta, Francesco Totti, Gianluca Zambrotta, Fabio Cannavaro e Gianluigi Buffon.

Os adversários desta equipe, na 1ª fase da Copa 2006

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