O nome do Paraguai sempre foi carregado de preconceitos no país. Por causa dos produtos falsificados ou contrabandeados pela fronteira, dizer que algo é "do Paraguai" soa como ofensa. Assim também como é comum dizer que um time que começa bem o campeonato é um "cavalo paraguaio", para dar a entender que ficará pelo caminho. Mas o simpático país sulamericano quer mostrar que isso não passa realmente de puro preconceito. A Republica del Paraguay, tem um comércio movimentado, mesmo possuindo apenas cerca de seis milhões de habitantes.
A maioria da população está na cidade de Assunção, ou em outras metrópoles importantes como Encarnación, Ciudad del este, San Lorenzo, Pedro Juan Caballero, Concepción, Fernando de la Mora, Pilar, Villarrica e Coronel Oviedo. Nesses lugares, os paraguaios moram e gastam seus guaranis, a moeda local. Guarani também é o nome de um idioma oficial do país, dividindo espaço com o espanhol.
Os paraguaios são um povo absolutamente jovem, com 20,9 anos de média de idade. A expectativa de vida é de 74,4 anos. Passaram boa parte do século passado se recuperando da Guerra do Paraguai, quando a maioria dos homens do país foi dizimada pelos combates que foram de 1865 a 1870. A página mais triste da história do país ainda rende estragos até hoje e muitos dizem que o país só não se tornou uma potência por causa disso. No momento em que você lê esse texto, cerca de 20 mil paraguaios podem fazer o mesmo. O número é pequeno, mas refere-se ao censo feito em 2000, que registrou como essa a quantidade de paraguaios conectados a internet. Os sites paraguaios possuem a terminação ".py" e o da Federação de Futebol do país é o: http://www.apf.org.py/
O Paraguai só disputou seis Copas do Mundo até hoje, mas tem no currículo o mérito de ter participado da primeira e da última. A federação foi fundada em 1906, mas só em 1921 é que os paraguais se filiaram à Fifa. Depois disso, encararam as Copas de 1930, 50, 58, 86, 98 e 2002. E eles têm motivos para se animar: suas melhores classificações foram exatamente nas duas últimas copas realizadas. Nada além das oitavas-de-final, mas um alento para uma seleção que tem como conquistas importantes apenas duas vitórias na Copa América. A primeira foi em 1953 e a segunda em 1979.
Na primeira Copa, em 1930, o time venceu uma partida e perdeu outra, não conseguindo se classificar para a segunda fase. O mesmo aconteceu em 1950 e em 1958, encerrando um ciclo de participações paraguaias em Copas do Mundo.
O grande momento do Paraguai nas Copas foi mesmo em 1998. Na ocasião, o time que tinha como estrela o goleiro artilheiro e polêmio José Luis Chilavert, fez uma boa campanha na primeira fase, terminando invicta ao vencer a Nigéria e empatar com a Bulgária e a Espanha. Mas depois eles encararam a França, perderam um jogador durante a partida, deram pressão mas acabaram eliminados por um gol de ouro, na famosa "morte súbita", utilizada para encerrar um jogo que estava empatado. E depois do susto os franceses acabaram sendo campeões.
A campanha de 1998 pode ser considerada muito boa porque o time estava desde 1986 sem participar de uma Copa. E em 1986 a participação já era uma vitória para um time que não entrava em campo para a disputa do principal torneio do mundo desde 1958. Na Copa do México, em 86, os paraguaios foram até a segunda fase e caíram após perder para a Inglaterra por 3 a 0, nas oitavas de final. Naquele time, as grandes estrelas era Julio César Romero e Roberto Cabañas.
Na última participação, a estrela ainda era José Luis Chilavert, que ainda tinha muito nome, mas pouco futebol. Com trapalhadas do goleiro e um time desequilibrado, o Paraguai ainda conseguiu passar para a segunda fase, depois de vencer a Eslovênia, empatar com a África do Sul e perder para a Espanha. Mas aí encarou a Alemanha, vice-campeã, e ficou pelo caminho.
Agora o time do técnico Aníbal Ruiz quer chegar ainda mais longe. Nas eliminatórias, não houve susto, mas a classificação só veio nas rodadas finais. Mas é certo que o time ainda é irregular e que pode surpreender ou desandar de um jogo para o outro. Assim, o time chegou em quarto lugar, com 28 pontos, atrás de Brasil, Argentina e Equador.
O técnico Maño Ruiz, que está com a equipe desde o final de 2002, conta com a experiência de Gamarra, a juventude de Júlio Santos e Edgar Barreto, vice-campeões das Olimpíadas de Atenas em 2004, e os sempre presentes Roque Santa Cruz e Jose Cardozo. Mas quem promete arrebentar mesmo na Copa é Nelson Haredo, considerado a grande revelação do futebol paraguaio na atualidade.
Os adversários desta equipe, na 1ª fase da Copa 2006
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