Esporte

Copa 2006

De volta para o passado Polônia quer relembrar os bons tempos, quando dava trabalhos nos campos

Ricardo Corrêa
Repórter
abril/2006

A Polônia foi muito falada no ano passado pois foi lá, em Cracóvia, que nasceu o papa recentemente falecido, João Paulo II. Mas a cidade mais importante do país não é essa, e sim Varsóvia. Cracóvia está em um grupo de municípios também muito conhecidos, junto com Lódz, Poznan, Gdansk, Szczecin, Bygdoszcz, Katowice, Lublin e Sosnowiec. Nessas cidades vivem boa parte dos 6,4 milhões de habitantes do país. Os poloneses falam um idioma complicado, que acentua até mesmo as consoantes como n ou z. O nome de sua moeda é tão complicado quanto: zloty.

A Polônia conseguiu sua independência em 1918, mas depois, na Segunda Guerra Mundial, foi invadida pela Alemanha e depois pela União Soviética. Depois do conflito, acabou assumindo um regime comunista, fortemente influenciado pelos soviéticos. Sò em 1989 é que o comunismo perdeu espaço e foi substituído por um regime mais democrático e capitalista.

Quem nasce na Polônia vive, em média 73,9 anos, mas a maioria dos habitantes está aidna na metade disso. Atualmente, a média de idade é de 36 anos. Teóricamente todos têm internet na Polônia, país com PIB per capta de 9.500 dólares e com uma densidade demográfica de 123.52 habitantes por quilômetro quadrado. O site oficial da Federação Polonesa de Futebol é o http://www.pzpn.pl/

Em campo:

Oito vitórias e duas derrotas nas Eliminatórias para Copa do Mundo deste ano. E as duas derrotas foram para a poderosa Inglaterra. Uma campanha invejável para um time que disputa as difíceis eliminatórias européias. Por isso o time do técnico Pawel Janas e comandado pelo goleiro Jerzy Dudek espera muito de sua passagem pela Alemanha este ano.

Mas os bons tempos do futebol polonês definitivamente já passaram. O grande orgulho do futebol do país é de 1972, quando time conqusitou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Munique, curiosamente também na Alemanha. E olha que é um título que nem o Brasil tem ainda. E para mostrar que a época era mesmo boa, dois anos depois eles conquistaram o terceiro lugar na Copa da Alemanha, com uma grande ajuda do goleador Grzegorz Lato, que marcou sete gols na competição. O Brasil ficou em quarto.

Duas copas depois, e lá estava a Polônia de novo dando trabalho. Foi em 1982, no compasso da estrela do time Zbigniew Boniek. Na Espanha, o time conquistou o terceiro lugar após vencer a França na disputa final.

Mas depois disso pouco se ouviu falar da Polônia no futebol. A única participação nesse tempo todo foi na Copa de 2002, mas foi como se não tivesse participado. O time venceu apenas um jogo, contra os Estados Unidos, e deu adeus à competição ainda na primeira fase.

Mesmo sem sequer se classificar para a Euro de 2004, a Polônia ainda acredita muito nessa Copa. E os grandes responsáveis são Maciej Zurawski e Tomas Frankowski, que marcaram 14 gols nas Eliminatórias. Além disso, eles esperam reviver os melhores tempos de uma história que começou em 1919, com a fundação da federação polonesa, e que inclui seis Copas do Mundo e jogos memoráveis como na sua primeira participação, em 1938, quando foram eliminados após um 6 a 5 para o Brasil. Perderam, mas deram trabalho.

Os adversários desta equipe, na 1ª fase da Copa 2006

(Clique nas bandeiras dos países)

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