A República Tcheca não é um país necessariamente novo. Na verdade, já existia antes da Primeira Guerra Mundial. Mas em 1918, após os conflitos eles se juntaram aos Eslovacos e formaram a República Independente da Tchecoslováquia. O país durou até 1989, quando na chamada "Revolução de Veludo", os Tchecos voltaram a ter uma nação independente. O país europeu tem, como nome oficial, Ceska Republika, e na Copa será representado pelas letras "CZA". A capital da nação é Praga e outras cidades importantes da República Tcheca são Brno, Ostrava, Plzen, Olomouc, Usti Nad Labem, Liberec, Hradec Králové, Pardubice e Ceské Budejovice. A moeda do país é a coroa tcheca e o idioma oficial é o tcheco. O lema do país é "A verdade prevalecerá" e é seguido pelos mais de 10 milhões de habitantes do país, cujo PIB per capta é de 15.300 dólares. A expectativa de vida dos tchecos é de pouco mais de 75 anos e, atualmente, a idade média da população é de 38,4 anos. Na internet, o código do país é o ".cz" e, em 2001, os internautas tchecos eram menos de 3 milhões. O site da federação de futebol do país é o http://www.fotbal.cz/
A República Tcheca, agora como país independente, participa pela primeira vez de uma Copa do Mundo. Na verdade só a partir de 1993 que o país começou a disputar competições com esse nome. Mas a história do futebol da Tchecoslováquia, quando tchecos e eslovacos formavam um só país, é bastante rica. E desde o princípio das Copas. Em 1934, na segunda Copa da história, os tchecos participaram pela primeira vez e ficaram com o vice-campeonato. Depois, quatro anos mais tarde, a seleção do extinto país europeu foi até as quatras-de-final. De volta às competições internacionais em 54, os tchecos não passaram da primeira fase. O mesmo aconteceu na Copa seguinte, em 58.
Mas em 1962, no Chile, a Tchecoslováquia voltou a mostrar sua força. Na ocasião, time foi mais uma vez vice-campeão. Perdeu o título para o Brasil de Garrincha, que mostrava força e conquistava o tricampeonato. Os brasileiros venceram por 3 a 1 na final. Depos disso, foram mais três Copas do Mundo. Na última, em 90, o time foi até as quartas-de-final. Nas duas outras, em 1970 e 1982, não passou da primeira fase. Agora como República Tcheca o time quase conseguiu se classificar para a Copa do Mundo da Coréia e do Japão. Na repescagem, a seleção perdeu para a Bélgica e ficou de fora da maior competição do futebol mundial.
Esse ano as coisas também não foram simples. Os adversários do grupo eram fortíssimos. No seu grupo, por exemplo, os campeões foram a forte equipe da Holanda. A República Tcheca conseguiu somar 32 pontos e ficou em segundo, apenas dois pontos na frente da Romênia, que levou o terceiro lugar. Mesmo assim, os tchecos tiveram que encarar a repescagem para conseguir a tão sonhada vaga. A adversária da vez era a Noruega, que foi vencida nos dois jogos.
Com a classificação, o time do técnico Karel Brückner agora espera fazer bonito. E o técnico brasileiro, Carlos Alberto Parreira, coloca a República Tcheca como um time bastante perigoso e que pode surpreender na competição.
Um exemplo da força dos tchecos foi dado na Euro 2004, quando o time foi eliminado apenas na semifinal, pela zebra grega, após ter feito uma primeira fase excelente, sem perder pontos e vencendo tanto a Alemanha quanto a Holanda, duas das maiores forças européias nos últimos anos.
O craque da equipe é Pavel Nedved, que voltou à seleção no contronto com a Noruega e deve comandar o time na Copa do Mundo. O jogador é um dos destaques da Juventus, uma das maiores forças do Campeonato Italiano deste ano. No ataque, Jan Koller é o artilheiro da equipe e um dos maiores das Eliminatórias européias esse ano. Ele marcou nove gols na competição e foi o segundo artilheiro. Representando ainda os jogadores mais experientes está Karel Poborsky.
Os jovens também estão presentes no time. Milan Baros, Tomas Rosicky são alguns exemplos, assim como o goleiro Petr Cech, que surgiram com muita força nos últimos anos.
Os adversários desta equipe, na 1ª fase da Copa 2006
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