Sonho conquistado na raça Trinidad e Tobago já entra como vencedora, depois de sofrer para ir à Copa
Repórter
abril/2006
Trinidad e Tobago está longe de ser um dos países mais conhecidos do mundo. Pelo contrário, é pouco lembrado e uma das novidades dessa Copa do Mundo. Localizado na América Central, na região do Caribe, o país tem como capital a cidade de Port-of-Spain, ou Porto de Espanha. Além dessa, outros três municípios têm importância relevante no país: San Fernando, Arima e Sacrborough.
Os habitantes de Trinidad e Tobago falam inglês e usam dólar. Mas é um dólar deles, que não é igual ao americano. No total, o país tem pouco mais de um milhão de habitantes, que estão dispostos na ilha a uma densidade demográfica de 215 habitantes por quilômetro quadrado. Eles vivem gerando um PIB per capta de 9.500 dólares americanos. A população local tem uma expectativa de vida baixa, que não chega aos 70 anos. Mais precisamente é de 69,59 anos por habitante. Hoje, a média da população tem 29,9 anos de idade e 120 mil deles estão conectados à internet através dos domínios ".tt". Para quem quiser acessar o site da Federação de Futebol do país, o endereço é o http://www.ttff.com/
Em campo:
É do veterano armador Russel Latapy a missão de tentar levar Trinidad e Tobago além de uma mera participação na Copa do Mundo de 2006. Na estréia da Seleção sem nenhuma tradição no futebol, o que vier é lucro, principalmente após o sofrimento da classificação para Copa, comemorado por uma legião de torcedores encantados com o feito até antes inimaginável.
É bem verdade que boa parte dos adversários de Trinidad e Tobago nas eliminatórias da América Central e do Norte não são fortes. Mas Estados Unidos, Panamá, Costa Rica e Guatemala certamente possuem muito mais tradição do que eles.
Mas com a chegada do técnico holandês Leo Beehakker, já no meio da fase final das eliminatórias deu um ânimo que a seleção caribenha ainda não tinha. Depois de três jogos, com apenas um ponto ganho, o time já estava prestes a entregar os pontos. Até então a equipe só tinha vencido na primeira fase, e contra times absolutamente inexpressivos, como St. Kitts & Nevis e St. Vicent & Grenadines.
Depois da chegada do técnico, o time venceu o Panamá e depois deu trabalho nas derrotas para o México, por 2 a 0, e para o Estados Unidos, por 1 a 0. A vitória contra a Guatemala por 3 a 2 fez os chamados "Guerreiros Soca" respirarem, mas quando eles perderam para a Costa Rica, jogando em San José, a situação ficou muto complicada. Só uma vitória contra o México poderia fazer com que o time continuasse vivo. E por mais incrível que possa parecer, foi o que aconteceu.
Após isso, a vaga ainda não estava assegurada. Trinidad e Tobago foi para a repescagem, onde enfrentou o também inexpressivo Bahrein, conquistando a classificação para sua primeira Copa do Mundo da história. Foi o alívio após o "quase" dem 1990, quando por apenas um jogo a equipe não chegou até a Copa da Itália.
Um dos heróis da classificação foram Christopher Birchall, que marcou o gol de empate na partida em que Trinidad perdia para o Bahrein em casa. Mas certamente o jogador que estará no centro das atenções é Dwight Yorke, o Pelé do país caribenho. O jogador que fez fama na Europa poderá disputar sua primeira partida em uma Copa do Mundo e chega com moral por ter feito parte da campanha que levou o Manchester United a um título da Liga dos Campeões da UEFA. Junto deles, e junto de Russel Latapy, que volta ao time aos 37 anos, está o atacante Stern John, uma das grandes esperanças de gol da equipe na Alemanha.
Os adversários desta equipe, na 1ª fase da Copa 2006
(Clique nas bandeiras dos países)
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