Esporte
A maior esperança da África Tunísia carrega, na experiência de vários mundiais, a força do continente
Repórter
abril/2006
A Tunísia é uma antiga colônia francesa, que só conseguiu sua independência no século passado, mais precisamente em 20 de março de 1956. O país africano, que fica às margens do Mar Mediterrâneo e por isso faz fronteira com a Itália, além de Líbia e Argélia, tem Túnis como sua capital. Mas a Tunísia possui outras cidades importantes como Sfax, Bizerte, Djerba, Gabes, Sousse, Kairouan, Gafsa. Se como Tunísia o país já é pouco conhecido no Brasil, imagina se utilizarmos o seu nome oficial: Al Jumhuriyah at Tunisiyah. Muito mais simples é guardar a sigla pela qual a Tunísia será conhecida na Coap do Mundo da Alemanha: TUN. Nesse país africano a língua oficial é o árabe.
A moeda utilizada pela população é o dinar, com o qual geram um PIB per capta de 6.500 dólares por habitante. Sob o lema Liberdade, ordem, justiça, vivem quase 10 milhões de tunisianos, que hoje possuem uma idade média de apenas 26,2. E eles podem viver muito mais do que isso. A expectativa de vida na Tunísia é de 74,4 anos. De acordo com um levantamento realizado em 2002, apenas 400 mil habitantes dessa nação africana possuíam conexão com a internet. Todos ligados nos domínios ".tn". O site oficial da federação de futebol da Tunísia é o: http://www.ftf.org.tn/.
Em campo:
Argentina, 1978. Foi neste local e ano que a história da Tunísia com as Copas do Mundo começou a ser escrita. Não é longa nem recheada, mas começou muito bem: com uma vitória por 3 a 1 frente ao México. Mas as coisas pararam por aí. Depois dessa, a primeira vitória, não veio mais nenhuma. A eliminação, naquele torneio, se deu diante da Alemanha, atual campeã do mundo. A federação, fundada em 1956, e filiada à Fifa desde 1960, participou de mais duas Copas do Mundo. Foram exatamente as duas últimas, em 1998 e 2002.
Em 1998, o grupo enfrentado foi extremamente difícil. Inglaterra, Colômbia e Romênia não deram chance para o país africano. Na Copa seguinte, apenas um ponto conquistado, diante da Bélgica, e mais uma eliminação nos primeiros jogos. Contra o Japão e a Rússia, duas derrotas.
Este ano, a Tunísia passou a ser a grande esperança dos africanos na Copa do Mundo. Com times como Camarões, Nigéria e África do Sul ficaram de fora e países como Togo, Angola, Gana e Costa do Marfim, que fizeram boas campanhas não possuem experiência nesse tipo de competição.
Nas Eliminatórias, os tunisianos entraram direto na segunda fase. Sob o comando de Roger Lemerre, técnico francês, eles conquistaram a classificação para a próxima fase após derrubarem o Marrocos, por 2 a 1. No final das Eliminatórias o time somou seis vitórias, três empates e apenas uma derrota, para Guiné, por 2 a 1.
Em campo, uma das grande esperança é o brasileiro Francileudo. Naturalizado tunisiano, ele espera mostrar que o hábito de se dar bem em Copas do Mundo está no sangue.
Mas a Tunísia também tem jogadores do próprio país brilhando sem sua seleção. Entre eles, Ziadi Jaziri, Adel Chadli e Hatem Trabelsi, capitão do time. Quem também espera surpreender é o jovem atacante Haykel Guemamdia, considerado um dos melhores atacantes da África nos últimos anos.
Os adversários desta equipe, na 1ª fase da Copa 2006
(Clique nas bandeiras dos países)
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