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    Aniversário em clima de Copa do Mundo Ramo de decoração infantil de festas aproveita a temporada da Copa
    para trazer novidades aos clientes e faturar mais

    Fernanda Leonel
    Repórter
    junho/2006

    Clique no ícone ao lado e veja o que Carlos Henrique Ferrreira, proprietário de uma loja de decoração infatil de festas, fala sobre o crescimento do comércio na Copa de 2006

    Veja!

    Festa de criança com bolo, docinho, pipoca ou cachorro-quente. Alegria de sobra que faz girar dinheiro pela cidade, e que, nessa época de Copa, anda também fazendo a felicidade dos decoradores de festas infantis.

    Em épocas em que o verde-amarelo toma conta das vitrines do comércio, das bancas dos ambulantes e das conversas do dia-a-dia, as crianças também fazem a sua parte e impulsionam a economia local. O tema da Copa, de acordo com lojas de decoração infantil de Juiz de Fora, são de longe as mais requisitadas nessa época do ano.

    Galeno de Pádua, por exemplo, dono de uma loja do ramo na cidade, afirma que suas locações aumentaram aproximadamente 15% só nos 11 primeiros dias do mundial. Sua empresa tem feito em média cinco locações por semana.

    As expectativas de lucro durante essa época do ano continuam grandes, e segundo ele, só tendem a aumentar a medida que a seleção for avançando pelas próximas fases. "Se o Parreira soubesse o quanto muita gente lucra com o Brasil ganhando, colocaria o Robinho pra jogar logo no primeiro tempo", brinca o comerciante.

    Galeno tem duas suspeitas para justificar esse aumento de vendas. Segundo o proprietário, vendas são o resultado de uma espécie de "encantamento" da pessoa com o produto. Em épocas onde decoração é uma palavra forte (as ruas, os prédios, as casas, o comércio, mesmo com propósitos diferentes, investiram em verde-amarelo) as pessoas ficaram acostumadas a pensar em decoração, principalmente em decoração com esse efeito. "Acabam, subliminarmente, acreditando que festa sem decoração não tem tanta graça", complementa.

    Outro motivo está relacionado ao fato de que, algumas lojas do ramo, colocam preços promocionais nas decorações verde-amarelas, já que estes aluguéis acabam sendo sazonais. Dessa forma, criam promoções para que o retorno dos investimentos em materiais com as cores da seleção sejam imediatos.

    Carlos Henrique Ferreira (foto abaixo), também está lucrando com o "comércio de copa". No ramo de decoração infantil há mais de oito anos, ele afirma não é a primeira vez que investe no tema e que o resultado tem sido sempre positivo.

    A afirmação do proprietário é de que os investimentos sempre valem a pena. Como ele mesmo explica, além de manter a loja atualizada e disponibilizar para os clientes as novidades do momento, são necessários aproximadamente quatro aluguéis para que os investimentos no novo produto possam voltar para o caixa da empresa.

    Desde o início da Copa, ele já fez 30 locações do tema, aproximadamente. Caso o Brasil chegue até a final, a expectativa é de que esse número aumente para 50. De acordo com Carlos Henrique, durante o mês de junho, 60% dos aluguéis para festas infantis de meninos, possuem decoração verde-amarela.

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