Esporte

Ruas vazias Comércio sente queda expressiva no movimento em dias de Jogo do Brasil

Renata Cristina
Colaboração
junho/2006

Dia de jogo do Brasil é sinônimo de... deserto nas ruas de Juiz de Fora. Escolas, faculdades, agências bancárias, repartições públicas municipais e estaduais, supermercados, unidades básicas de saúde, correios - e tudo mais o que você leitor é capaz de se lembrar - fecham suas portas, quando o assunto é Brasil na Copa. "Tudo pára", conta a gerente de vendas, Roselene Munck, que trabalha em uma padaria no centro da cidade. "Nessa hora, a loja fica aberta, mas ninguém aparece por aqui. Todos estão envolvidos com a família, os amigos e nem pensam em comprar", diz.

E se a brincadeira de "estátua" vale para o comércio, o lucro também se paralisa. De acordo com o Superintendente do Sindicato do Comércio, Sérgio Costa de Paula, a questão dos jogos serem realizados durante os dias úteis traz dificuldades para a categoria. "As partidas obrigam as lojas a se programarem em relação ao horário de funcionamento e até nas manifestações, caso o Brasil vença. Há também uma queda do movimento e o lucro só aumenta para as lojas especializadas em artigos para a Copa".

A vendedora Jane Heloísa Pullig garante que o movimeto é muito fraco em dias de partida do Brasil. "Falou em Copa do Mundo, todo mundo corre para casa e vai assistir a televisão", diz. Segundo ela, os jogos influenciam nas vendas de roupa, pelo fato de que as pessoas somente procuram artigos alimentícios ou o figurino verde-amarelo. "Como trabalhamos com roupas mais clássicas, a procura é pequena".

Nadando contra a maré
Se para alguns comerciantes a Copa significa prejuízo ou queda no movimento, para outros, ela pode ser uma grande aliada. De acordo com o gerente de uma loja de departamentos de Juiz de Fora, José Mário Lira (foto ao lado), as vendas de televisores aumentaram 60% durante a Copa. Outros itens também tiveram uma grande procura, como churrasqueira elétrica, geladeira, freezer e até pipoqueira.

Segundo o gerente, a tradição do brasileiro de deixar tudo para a última hora implica em boas vendas até minutos antes do jogo. "A correria é muito grande durante esses dias, mas o fluxo de compras é bom. Acredito que para todo o comércio a Copa seja interessante, pois o povo é muito festivo, então aumentam as comemorações e com elas temos as compras no supermercado, a cerveja no barzinho e de um televisor novo", destaca.