Julho é tempo de férias e de liberar adrenalina. Para os que gostam de se arriscar mais, não é necessário sair das proximidades de Juiz de Fora para praticar esportes radicais. Há opções para diversos gostos e curiosidades.
O presidente da Associação Juizforana de Canoagem (Ajuca), José Rufino de Souza Júnior, garante que há muitos espaços de ecoturismo desconhecidos pelos juizforanos na região. Como exemplo, ele cita o rio do Peixe, onde ele e mais alguns amigos costumam praticar a canoagem. O local está próximo à Fazenda São Mateus a 15 km de distância do centro da cidade.
"É um lugar muito bonito, onde o rio tem baixo impacto de poluição. Além disso,
podemos ver garças, tucanos, e micos, já que é um ponto preservado"
. A partir deste ponto,
a descida acontece até Belmiro Braga. O percurso tem 11km e, de caiaque, é feito em duas horas.
Segundo ele, no trecho há 12 pontos de corredeira com três níveis de dificuldade
diferentes. "As dificuldades das corredeiras vão até o nível seis e, neste local, elas vão até o três"
,
explica.
A descida também pode ser feita de rafting, usando o bote inflável no lugar do caiaque.
dessa forma, o percurso é feito em cerca de três horas. Mas Rufino garante que
com o caiaque é mais radical. "Neste caso, é necessário que o canoísta tenha mais
habilidade, uma experiência maior. No caso do rafting, as técnicas são ensinadas
na hora"
.
Para praticar o esporte é necessário ter duas habilidades: saber nadar e ter auto-controle.
"A pessoa que não tem auto-controle se apavora diante do risco, o que se torna perigoso"
.
Não há aulas teóricas antes de descer o rio. "Esporte radical é dia-a-dia.
Orientamos que a pessoa saia da água e passe o ponto de risco pela margem, até que ela
tenha experiência"
.
A segurança é importante, por isso a canoagem é um esporte praticado em grupo.
"Um ajuda o outro"
. Além disso, é necessário capacete, colete e proteção para os pés.
"Uma ferida na sola do pé demora muito a cicatrizar"
. Rufino garante que a canoagem
é um esporte que deve ser praticado por quem está em busca de adrenalina. "Além disso,
ele repõe as energias do stress urbano e ainda temos contato com a beleza dos locais"
.
"Para este salto, só passamos algumas orientações para a pessoa e ela vai junto com o instrutor, então, não é necessário treinamento", diz o instrutor do Pára-Clube Águias de Ouro Cláudio Santiago, mais conhecido como Dim. No salto duplo, o tempo de queda livre é de 40 a 45 segundos. Depois que o pára-quedas é acionado, a pessoa leva cerca de dez minutos para chegar ao chão.
O modo ASL é quando o pára-quedista salta sozinho, porém praticamente não há tempo de queda livre. Há uma corda que prende o equipamento ao avião e quando ela se estica toda, o pára-quedas é acionado. Neste momento, ela se desprende do equipamento. O tempo de navegação é de também é de dez minutos.
O modo mais usado é o AFF. O pára-quedista salta acompanhado por dois instrutores, que passam as orientações durante o salto. Neste caso é necessário que o pára-quedista tenha dez horas de aulas teóricas, divididas entre dois ou três dias. O tempo em queda livre é de 45 segundos e o de navegação de dez minutos. A diferença entre os três tipos de salto é o tempo de queda livre, já que o de navegação é o mesmo.
Para saltar não é necessário ir longe. As aulas teóricas e práticas acontecem no Aeroclube
de Juiz de Fora. Esporadicamente, os saltos acontecem também em Resende, estado do Rio, e
em Divinópolis, Minas. Para saltar, é feito um cadastro e, depois, é emitida uma carteira
de pára-quedista.
Dim garante que este é um esporte seguro. "É cercado de dispositivos e há instrutores
no avião e no solo. Além disso, os equipamentos têm dispositivo de segurança que aciona o
pára-quedas
na altura que ele precisa abrir"
. Para saltar, a exigência é um exame médico simples, que comprove
o bom estado físico.
O Morro do Imperador, a Pedra do Retiro e a Pedra do Yungue são os pontos ideais para a prática da escalada em Juiz de Fora. Para este esporte é necessário treinamento, com os ensinamentos básicos sobre nós, cordas, instrumentos e equipamentos de segurança e escalada no muro indoor.
Para praticar o rapel, é necessário ir um pouco mais longe, como em Ibitipoca,
Serra do Funil ou Lima Duarte. "Este são lugares ideais para a prática"
, diz
Rodrigo Miranda, do Centro Integrado de Montanhismo (Cimo).
Segundo ele, para o rapel não há segredo. "Não há dificuldade específica"
.
Ele diz que o rapel é a técnica de descida usada após escalada, quando não há trilha.
Apesar de ser considerada tranqüila, ele diz que é no rapel que a maioria dos acidentes
de escalada acontecem. "A pessoa chega lá em cima cansada, depois de fazer esforço,
e quer descer com pressa. Aí os acidentes acontecem"
, alerta ele. A dica de Rodrigo
é que as pessoas usem roupas leves e que estas sequem com facilidade, em caso de rapel
em cachoeira, e calçados confortáveis.