Esporte

Há espaço para esportes radicais em JF Não é necessário ir muito longe para praticar esportes radicais. Na região há opções para quem quer se divertir no ar, na água e nas montanhas



Priscila Magalhães
Repórter
09/07/2008

Julho é tempo de férias e de liberar adrenalina. Para os que gostam de se arriscar mais, não é necessário sair das proximidades de Juiz de Fora para praticar esportes radicais. Há opções para diversos gostos e curiosidades.

O presidente da Associação Juizforana de Canoagem (Ajuca), José Rufino de Souza Júnior, garante que há muitos espaços de ecoturismo desconhecidos pelos juizforanos na região. Como exemplo, ele cita o rio do Peixe, onde ele e mais alguns amigos costumam praticar a canoagem. O local está próximo à Fazenda São Mateus a 15 km de distância do centro da cidade.

"É um lugar muito bonito, onde o rio tem baixo impacto de poluição. Além disso, podemos ver garças, tucanos, e micos, já que é um ponto preservado". A partir deste ponto, a descida acontece até Belmiro Braga. O percurso tem 11km e, de caiaque, é feito em duas horas. Segundo ele, no trecho há 12 pontos de corredeira com três níveis de dificuldade diferentes. "As dificuldades das corredeiras vão até o nível seis e, neste local, elas vão até o três", explica.

A descida também pode ser feita de rafting, usando o bote inflável no lugar do caiaque. dessa forma, o percurso é feito em cerca de três horas. Mas Rufino garante que com o caiaque é mais radical. "Neste caso, é necessário que o canoísta tenha mais habilidade, uma experiência maior. No caso do rafting, as técnicas são ensinadas na hora".

Foto de Rufino Para praticar o esporte é necessário ter duas habilidades: saber nadar e ter auto-controle. "A pessoa que não tem auto-controle se apavora diante do risco, o que se torna perigoso". Não há aulas teóricas antes de descer o rio. "Esporte radical é dia-a-dia. Orientamos que a pessoa saia da água e passe o ponto de risco pela margem, até que ela tenha experiência".

A segurança é importante, por isso a canoagem é um esporte praticado em grupo. "Um ajuda o outro". Além disso, é necessário capacete, colete e proteção para os pés. "Uma ferida na sola do pé demora muito a cicatrizar". Rufino garante que a canoagem é um esporte que deve ser praticado por quem está em busca de adrenalina. "Além disso, ele repõe as energias do stress urbano e ainda temos contato com a beleza dos locais".

Em queda-livre
Para os que não têm medo de altura uma boa opção é saltar de pára-quedas. Neste caso, é necessário passar por treinamentos, com exceção do salto duplo. "Para este salto, só passamos algumas orientações para a pessoa e ela vai junto com o instrutor, então, não é necessário treinamento", diz o instrutor do Pára-Clube Águias de Ouro Cláudio Santiago, mais conhecido como Dim. No salto duplo, o tempo de queda livre é de 40 a 45 segundos. Depois que o pára-quedas é acionado, a pessoa leva cerca de dez minutos para chegar ao chão.

Foto de salto Foto de salto

O modo ASL é quando o pára-quedista salta sozinho, porém praticamente não há tempo de queda livre. Há uma corda que prende o equipamento ao avião e quando ela se estica toda, o pára-quedas é acionado. Neste momento, ela se desprende do equipamento. O tempo de navegação é de também é de dez minutos.

O modo mais usado é o AFF. O pára-quedista salta acompanhado por dois instrutores, que passam as orientações durante o salto. Neste caso é necessário que o pára-quedista tenha dez horas de aulas teóricas, divididas entre dois ou três dias. O tempo em queda livre é de 45 segundos e o de navegação de dez minutos. A diferença entre os três tipos de salto é o tempo de queda livre, já que o de navegação é o mesmo.

Foto de Dim Para saltar não é necessário ir longe. As aulas teóricas e práticas acontecem no Aeroclube de Juiz de Fora. Esporadicamente, os saltos acontecem também em Resende, estado do Rio, e em Divinópolis, Minas. Para saltar, é feito um cadastro e, depois, é emitida uma carteira de pára-quedista.

Dim garante que este é um esporte seguro. "É cercado de dispositivos e há instrutores no avião e no solo. Além disso, os equipamentos têm dispositivo de segurança que aciona o pára-quedas na altura que ele precisa abrir". Para saltar, a exigência é um exame médico simples, que comprove o bom estado físico.

Escalando

O Morro do Imperador, a Pedra do Retiro e a Pedra do Yungue são os pontos ideais para a prática da escalada em Juiz de Fora. Para este esporte é necessário treinamento, com os ensinamentos básicos sobre nós, cordas, instrumentos e equipamentos de segurança e escalada no muro indoor.

Foto de escalada em rocha Para praticar o rapel, é necessário ir um pouco mais longe, como em Ibitipoca, Serra do Funil ou Lima Duarte. "Este são lugares ideais para a prática", diz Rodrigo Miranda, do Centro Integrado de Montanhismo (Cimo). Segundo ele, para o rapel não há segredo. "Não há dificuldade específica". Ele diz que o rapel é a técnica de descida usada após escalada, quando não há trilha.

Apesar de ser considerada tranqüila, ele diz que é no rapel que a maioria dos acidentes de escalada acontecem. "A pessoa chega lá em cima cansada, depois de fazer esforço, e quer descer com pressa. Aí os acidentes acontecem", alerta ele. A dica de Rodrigo é que as pessoas usem roupas leves e que estas sequem com facilidade, em caso de rapel em cachoeira, e calçados confortáveis.


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