Esporte
Ginástica de Trampolim Estréia nos Jogos Olímpicos de Sídnei, em 2000, Ginástica Olímpica será disputada pela primeira vez nos Jogos Panamericanos
*Colaboração
20/06/2007
Geralmente eles não são altos. Equilíbrio e força são características essenciais; e aliado a anos de treinamento contribuem ainda mais para o sucesso. Tudo isso, para em poucos segundos, numa corrida, num salto, atingirem a perfeição. Assim, ginastas de Trampolim (modalidade que será disputada pela primeira vez em Jogos Panamericanos) de Juiz de Fora têm feito bonito nas competições disputadas Brasil afora.
Trata-se de um esporte olímpico novo que foi disputado pela primeira vez nas Olimpíadas de Sidney, em 2000 e é dividido em três modalidades: Trampolim, Duplo Mini e Tumbling, sendo o primeiro a única olímpica. Recentemente, nove atletas juizforanos conseguiram índice para o Campeonato Mundial, que será disputado em Quebéc, no Canadá, no final do ano.
Para o Pan, o Brasil contará com três atletas, dois masculinos e uma ginasta feminina,
que será representada por Giovanna Bastos. As vagas masculinas ainda não foram
definidas. "Ela está muito bem preparada. A expectativa é excelente e esperamos
conseguir o pódio"
, diz, por telefone, a Coordenadora técnica de Ginástica de
Trampolim da Confederação Brasileira, Edimara Colombo.
Juiz de Fora em destaque
Em Juiz de Fora, os irmão Déber (conheça o atleta)
e Wanderson Zambelli (foto ao lado à direita)
têm ganhado destaque. O primeiro é treinador do Vianna Júnior e do Sesi e Wanderson
defende as cores do Colégio Academia de Comércio. Ao definir o esporte, Wanderson resume:
"Nem sempre o melhor vence,
é muito o momento"
.
Os dois treinadores podem ser considerados os maiores incentivadores desse esporte na cidade. Além dos treinamentos e de garimpar novos talentos, eles trabalham com a organização do Campeonato Mineiro da modalidade e faz com que Juiz de Fora seja sempre uma opção para sediar a competição. Esse ano pode ser a sexta competição realizada em solo juizforano, desde o ano de 2000.
A nossa organização é perfeita, mas é complicado organizar, temos que correr
atrás de muita coisa"
, diz Déber. "Eu gosto quando ele organiza, porque enquanto
isso eu estou treinando a minha equipe"
, brinca Wanderson, já que os dois treinadores
possuem atletas que disputam uma mesma modalidade.
Um esporte de elite?
Quando o assunto é patrocínio, a conversa ganha novos rumos. Os gastos com os uniformes e viagens que na maioria das vezes são pagos pelos próprios pais dos atletas, não fica barato. Fatores que podem fazer com que os atletas quer conseguiram índice para o Canadá não consigam viajar para a disputa.
"Para ter ido ao Mundial na Holanda precisamos de 15 patrocinadores. Às vezes,
muitos pensam que pelos alunos estudarem em escolas particulares, eles têm condições
e isso atrapalha. Todos os meus atletas considerados de ponta vêm de escolas públicas
e agora estudam com bolsa"
, diz Déber.
Futuro
Os irmãos têm planos diferentes para o futuro. Enquanto Wanderson tem como objetivo maior treinar novos atletas para que em um futuro próximo possam ser também treinadores, Déber pensa em construir um Centro de Treinamento na cidade.
As modalidades
*Guilherme Oliveira é estudante de Comunicação Social da UFJF.
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