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    Time do Tupi é recebido com festa em Juiz de Fora Durante entrevista coletiva, técnico Ricardo Drubsky anuncia, oficialmente, a saída do comando do Tupi e a ida para o Volta Redonda

    Aline Furtado
    Repórter
    22/11/2011
    Desfile Tupi

    Depois de se sagrar campeão brasileiro pela série D, o Tupi foi recebido com festa nesta terça-feira, 22 de novembro, em Juiz de Fora. O time voltou de Recife (PE) na última segunda-feira, dia 21, chegando ao Rio de Janeiro por volta das 20h30 e em Juiz de Fora, depois das 23h. Nas malas, os jogadores trouxeram o troféu, após vencerem o Santa Cruz por 2 a 0.

    Na manhã desta terça-feira, os atletas, a comissão técnica e torcedores reuniram-se no Estádio Salles de Oliveira, em Santa Terezinha, para comemorar a vitória. O acesso ao campo era feito por um tapete vermelho. Bolas pretas e brancas, faixas e bandeiras davam um toque especial à festa.

    Para o atacante Ademilson, o momento é de agradecimento. "É hora de agradecer o apoio que recebi desde que cheguei ao time. A torcida sempre demonstrou muita confiança com relação ao meu trabalho e busquei retribuir à altura. O título veio coroar o bom trabalho da equipe. Para mim, em especial, conquistar um troféu aos 37 anos de idade tem um sabor especial."

    Ademilson destaca que o time deve aproveitar a conquista para buscar mais títulos. Sobre a possibilidade de permanecer no clube, o atacante afirma que tem desejo de encerrar a carreira. "Mas tudo pode mudar no mundo do futebol. Depois da comemoração, é hora de conversar e acertar a possibilidade."

    O atacante Allan lembrou-se da pressão que o time sofreu na partida do último domingo, 20. "Sabíamos da pressão que íamos sofrer dentro de campo, grande parte acarretada pela fiel torcida do Santa Cruz. Mas estávamos focados e tranquilos. Desde que pisamos em campo, sentimos que o título seria nosso." Para ele, a formação do time fez a diferença. "O fato de contarmos com um time misto, com experiência e juventude juntas, foi decisivo."

    Com relação ao futuro, Allan destaca que tem recebido várias propostas de outros clubes, até mesmo de times de Pernambuco. Entretanto, sua vontade é continuar vestindo a camisa do Galo. "Será uma semana de análise de propostas e definição quanto ao futuro." Um dos jogadores teve a permanência no Tupi confirmada nesta terça-feira, 22. O zagueiro Wesley Ladeira continua no time por, pelo menos, mais um ano.

    Desfile em carro aberto

    Após a confraternização no Salles de Oliveira, os jogadores desfilaram no caminhão do Corpo de Bombeiros, percorrendo as ruas de Santa Terezinha, as avenidas Brasil e Rio Branco, até o bairro Bom Pastor (ver mapas), retornando ao estádio do Carijó. Pelas ruas, a população recebeu os jogadores com aplausos e acenos. Ao longo do trajeto, as pessoas paravam nas ruas ou nos edifícios, a fim de apoiar o time. Do alto dos prédios, era possível ver balões coloridos, bandeiras e papéis picados.

    Comemorando o centenário

    Para o ex-treinador do Tupi, Geraldo Magela, não teria melhor forma de dar início às comemorações de cem anos do clube, que serão comemorados no dia 26 de maio do ano que vem. "Já começamos a comemorar os cem anos. Mas não podemos nos focar apenas nas comemorações, se não, ficaremos para trás."

    Técnico oficializa sua saída

    Ricardo DrubskyDurante a festa em Santa Terezinha, em entrevista coletiva à imprensa, o técnico do Tupi, Ricardo Drubsky, anunciou sua saída do comando do time. "Minha saída foi anunciada antes do momento adequado. Não sei como a informação vazou, afinal, não havia acertado nada com a diretoria do Volta Redonda." Para ele, que conquistou junto com o Tupi o primeiro título no futebol profissional, a saída está sendo feita de forma tranquila. "Saio feliz, mas, ao mesmo tempo, triste porque estou deixando o Tupi."

    Drubsky, que esteve no comando do Carijó durante seis meses, explica que sua saída é motivada pela oportunidade de trabalhar em um time do Rio de Janeiro. "Foi um período de muita felicidade, muito trabalho e muita dedicação, mas estou partindo para um time que conta com investimentos financeiros maiores e melhor estrutura, além de ser uma boa vitrine, ainda que o retorno financeiro não seja maior do que o atual. Futebol não tem lógica nem coerência. Havia acertado, verbalmente apenas, de permanecer no Tupi, mas o time do Vale do Aço pode ser melhor para minha carreira. Estou apostando em um mercado diferente."

    Ao ser questionado a respeito do que falta para o Tupi se manter em ascensão, Drubsky destaca que é a melhoria das estruturas física e organizacional, além de melhor aporte financeiro. "A diretoria faz milagres com a receita que tem. Durante meu período aqui, não tenho do que me queixar quanto às assistências de moradia, alimentação e logística de viagem. Pretendo ver minha saída como um 'até breve' e encontrar o Tupi melhor estruturado daqui a algum tempo." O técnico afirmou, ainda, que não tem a intenção de levar jogadores do Tupi para atuarem no Volta Redonda. "Não gostaria de escolher cinco ou seis e levá-los. Dessa forma, estaria fechando as portas do futebol." A diretoria do Tupi está em negociação com outros técnicos para substituir Drubsky. Contudo, os nomes não foram revelados.

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    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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