No domingo de despedida na Fórmula I, o Tupi engatou a quarta vitória consecutiva e avançou na Taça Minas Gerais rumo a classificação. Com 100% de aproveitamento no returno, o Galo Carijó vê cada vez mais perto a fase final da competição se tornar real. Com o 3 a 1 de virada contra a líder Caldense, o Tupi assumiu a terceira colocação deixando para traz o Villa Nova. No jogo em que teve três expulsões, pênalti, objeto atirado no gramado e muita discussão, torcida sacode o Municipal e leva o Tupi a mais uma vitória.
Com o maior público da Taça Minas, 3109 pagantes, quem compareceu ao Mário Helênio viu um Galo forte na etapa final e disposto a vencer a qualquer preço. Com gols de Allan, Cinézio e Róbson, o Tupi chegou aos 18 pontos na competição e agora está a dois da líder Caldense. Sabendo da qualidade do adversário, a equipe do Tupi entrou em campo e posou para tradicional foto típica de final. Final? Não era, mas pareceu ser.
A Caldense mesmo com seis desfalques mostrou porque é a líder do campeonato.
Começou o jogo tomando as ações da partida, envolvendo o
Tupi com boas jogadas no meio e o gol não demorou a sair. Aos 14 minutos,
Borebi colocou o time de Poços de Caldas na frente.
O gol despertou o Tupi que começou a atacar timidamente. Porém os constantes impedimentos tiravam a chance da equipe. As sucessivas marcações do bandeirinha Marcus Vinícius Gomes tiraram a paciência da torcida que colocou em dúvida a intenção do assistente. Um dirigente do Galo começou a se indignar com o fato das intervenções do auxiliar e foi expulso. A confusão se instalou por alguns instantes e o bandeirinha chamou o juiz e entregou nas mãos do árbitro um rádio de pilha jogado por um torcedor.
O jogo reiniciou e no minuto final foi a vez do meia Danilo
ser expulso depois de uma entrada desleal em Allan. O Tupi foi para o intervalo
com um jogador a mais, mas perdendo no placar.
O Tupi voltou com ânimo renovado e disposto a alterar o resultado. Em cinco minutos havia criado mais chances de gol do que todo o primeiro tempo. Primeiro foi a vez de Leandro Guerreiro aos dois minutos quase marcar. No minuto seguinte, Róbson Júnior na pequena área chutou por cima em belo voleio. Aos quatro, Allan invadiu a área e chutou rente ao poste esquerdo. Aos 8 minutos, Allan de novo, dessa vez o goleiro Márcio mandou para escanteio. Aos 19 Allan mandou a bola na trave.
De tanto martelar, o gol veio e com a "mão" do treinador Joel Martins. Com um a mais,
o treinador tirou o zagueiro João Paulo e colocou o meia ofensivo Leandro Ferreira e
tirou Hgamenon, que saiu aplaudido, e colocou Cinézio.
Na segunda jogada de Leandro Ferreira, o meia bateu colocado à esquerda do goleiro que salvou, mas não impediu que no rebote Allan de cabeça levasse a loucura o Municipal aos 25 minutos, era o empate do Galo. O grito da torcida aumentava e a pressão continuava. O gol da virada era questão de tempo. Três minutos depois Cinézio foi derrubado na área e o zagueiro Clayton também foi expulso. Na cobrança, o mesmo Cinézio converteu. Era a virada do Tupi.
A Caldense não tinha mais forças e nos acréscimos Róbson que tinha acabado
de entrar selou a vitória
em cobrança de falta. "A filosofia do grupo é essa. Com dois jogadores a mais,
fizemos o que tinha que ser
feito. Eu falo que o meu time pode até perder, mas lutando. Mas eu sabia que o Tupi
ia virar o
jogo"
, disse Joel no final.
A equipe agora se prepara para o confronto contra o vice-líder América que acontece no próximo sábado, dia 28 de outubro, em Belo Horizonte.
No intervalo, dirigentes do Tupi foram manifestar a indignação pela arbitragem com
o delegado da partida, Ricardo Mendonça. "Nós fomos roubados no módulo II todo e
não aconteceu nada"
, disse Braga.
Segundo o delegado da partida, o objeto atirado em campo será colocado na súmula da partida juntamente com o possível boletim de ocorrência que identifica o torcedor que atirou o objeto em campo.
Caldense :Márcio, Caca, Robson, Wellington e Souza; Raniery, Clayton Arrabal, Danilo e Borebi; Maruinho e Bolívia. Técnico: Zezito
Local: Estádio Radialista Mário Helênio (Juiz de Fora)
*Guilherme Oliveira é estudante de Comunicação Social da Universidade Federal de Juiz de Fora
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