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Juiz de Fora, 08/09/2008

Entrevista: Zé Luis - a volta do treinador Treinador chega mais experiente e querendo mostrar serviço

Guilherme Oliveira
Colaboração
07/03/2007

Zé Luis volta ao comando do Tupi com mais experiência. Depois de ser um dos responsáveis pela volta do Galo Carijó à primeira divisão do futebol mineiro, ele assume o lugar de comandante e de cara tem pela frente dois jogos complicados em Belo Horizonte, contra América e Cruzeiro. Mas como ele mesmo diz "temos que estar preparados, porque as oportunidades irão aparecer, você não sabe o dia, a hora, o local. Elas estão aparecendo e você tem que estar preparado para isso". Esse é Zé Luis que busca o "céu" nessa nova empreitada.

ACESSA.com - Como foi o primeiro contato com o elenco?

Zé Luis - A conversa foi direcionada para que tenhamos prazer de estar aqui, estar trabalhando, de saber que temos um companheiro ao lado que é pai de família, que é profissional e que está buscando os seus objetivos e o grupo já está entendendo isso. Já tenho conversado com jogadores em separado, analisando algumas situações que a gente já viu nos jogos em relação a posição, característica do jogador. Já conseguimos saber realmente qual é a posição que o atleta joga para fazermos o simples, não ficar improvisando em algumas posições. Se o cara joga numa posição, temos que dar total apoio para que ele possa desenvolver o trabalho dele na posição que ele joga.

ACESSA.com - Quais as reais condições do Tupi chegar às finais do campeonato?

Zé Luis - Nós temos que trabalhar em cima de números. Hoje, o Tupi tem condições de chegar no quadrangular. O alvo qual é? O América. Que dia? Sábado, às 18:10h. Então nós vamos trabalhar essa semana, dia a dia, tentar mostrar isso aos atletas, que eles têm condições. Eles já passaram para mim que acreditam neles. Isso já é um ponto de partida excelente. Agora é trabalhar durante a semana e fixar isso na cabeça de cada um, que nós temos condições de conseguir um grande resultado no sábado.

Foto da apresentação do treinador Zé Luis ACESSA.com - Você estava acompanhando o Tupi nos últimos jogos. Você já tem uma mudança em mente. Por exemplo, você já falou com os jogadores: isso eu não quero que continue do jeito que estava para o jogo contra o América?

Zé Luis - Na verdade nós não podemos deixar de dizer que é uma mudança. Tanto que o comando foi mudado. Então, sem dúvida, qualquer atitude que a gente tome está relacionado a mudança. Na forma de jogar, por exemplo, essa situação da gente ficar deixando os atacantes em linha de impedimento, isso já foi uma coisa que já foi pedido e que eu prefiro fazer o simples. Estamos com um homem na sobra, se está dois atacantes enfiados vai sobrar o lateral e ai por diante. Nós temos que ter sempre um jogador a mais que o adversário no setor defensivo.

"...quando tive convite de trabalhar no júnior eu não pensei pelo lado negativo, pensei pelo lado positivo. Que eu poderia trabalhar, que eu podia estar crescendo e que a qualquer momento a oportunidade ia aparecer".
ACESSA.com - Todos sabem da sua identificação com o clube, a cidade, uma pessoa de casa. Você que foi um dos responsáveis pela volta do Tupi a primeira divisão e agora pegando o time na elite do futebol mineiro é um reconhecimento do trabalho que você já fez no clube?

Zé Luis - É verdade. A minha identificação com o Tupi, com a cidade, é muito grande. Quando nós conseguimos o êxito de colocar o Tupi na primeira divisão foram questionadas muitas coisas, inclusive eu mesmo me questionei. Entendemos a posição da direção que queria uma coisa diferente, eu estava no começo da minha carreira, como continuo ainda. Só que eu não abaixei a cabeça. Eu levantei a cabeça, procurei trabalhar, formei um grupo forte de júnior e consegui ser campeão. Ou seja, eu quando tive convite de trabalhar no júnior eu não pensei pelo lado negativo, pensei pelo lado positivo. Que eu poderia trabalhar, que eu podia estar crescendo e que a qualquer momento a oportunidade ia aparecer. É o que eu passo para os atletas, passo para o meu filho, nós temos que estar preparados porque as oportunidades irão aparecer, você não sabe o dia, a hora, o local. Elas estão aparecendo e você tem que estar preparado para isso.

*Guilherme Oliveira é estudante de Comunicação Social da Universidade Federal de Juiz de Fora


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