Foi uma vitória dramática. Um gol no último minuto, pênalti perdido, gol anulado, expulsão e muita confusão por conta da arbitragem. Debaixo de muita chuva, o trio Leandro Guerreiro, Felipe e Allan garantiram a vitória carijó, de virada, por 3 a 2 contra o Ipatinga, no Municipal, em Juiz de Fora.
Com a vitória, o Tupi chegou aos 14 pontos na tabela e superou o próprio Ipatinga e Rio Branco. Na quinta colocação, o time está fora da zona de classificação pelo quesito saldo de gols. Enquanto a equipe juizforana possui saldo zero, o Democrata GV está com saldo de gols dois.
O Tupi começou melhor, chegava mais. Somente a partir dos 15 minutos o Ipatinga equilibrou a partida e começou a gostar do jogo. Tanto que aos 25 minutos abriu o placar com Diego Silva.
O gol irritou os mais de três mil torcedores que pediam raça ao time já aos 30 minutos. A manifestação surtiu efeito e o Tupi foi pra cima. Com dois cruzamentos de Allan, Renato Santiago e Felipe quase empataram de cabeça. Aos 40, foi a vez de Jean chutar forte para ótima defesa de Rodrigo Posso.
Aos 44, aconteceu o lance mais polêmico do jogo. Felipe invadiu a área e foi derrubado. O juiz Rogério Pereira da Costa (foto) marcou pênalti. Pressionado pelos jogadores do Ipatinga e após conversar com o bandeirinha, o árbitro voltou atrás e marcou escanteio. Foi a vez da torcida e dos jogadores do Tupi reclamarem, mais uma vez o juiz voltou na decisão e assinalou novamente a penalidade.
Aos 52 minutos, para desespero da torcida carijó, Chicão cobrou para fora, à esquerda do goleiro. Foi o quarto pênalti perdido pelo Tupi na competição que saiu de campo sob vaias da torcida.
O segundo tempo começou com a torcida gritando pelo nome de Leandro Guerreiro. O treinador Zé Luis atendeu ao pedido aos 13 minutos e tirou Renato de campo. A empolgação da torcida aumentou no minuto seguinte com a expulsão de Charles, após dar um carrinho no lateral Jean.
Com Guerreiro em campo e com um a mais não demorou a sair o empate carijó. Aos 17, o mesmo Guerreiro recebeu cruzamento e empatou a partida de cabeça. Incentivado pela torcida, o Tupi era só ataque e ainda teve um gol anulado aos 24 minutos.
Assim como não aproveitou as penalidades em vários jogos, o Tupi não conseguia fazer valer o fato de estar com um a mais em campo e virar a partida. Como quem não faz leva, num contra ataque, aos 27, Diego Silva, de peixinho, novamente colocou o Ipatinga na frente.
Aos 33, o treinador Zé Luis sacou Júnior Negão e colocou Juninho em campo. O Tupi voltou a crescer na partida e aos 35 minutos foi recompensado com gol de Felipe. Depois só deu Tupi. Sidnei e Felipe mandaram na trave e o o sistema defensivo do Ipatinga se virava em campo.
Porém, aos 46, o gol que teimava em não sair aconteceu. Allan recebeu na área, virou a partida e deixou o carijó mais vivo do que nunca para definir o seu destino na competição contra Caldense e Rio Branco.
Data: 25 de março 2007
Local: Estádio Radialista Mário Helênio, Juiz de Fora - MG
Renda e público: R$ 24.168 e 3.512 pagantes
Juiz: Rogério Pereira da Costa
Cartões:
Gols:
Tupi: Marcelo Cruz, Santos (Zé Carlos, aos 27’1T), César, Domingos, Junior Negão (Juninho, aos 33’2T), Jean, Renato Santiago (Guerreiro, 13’2T), Chicão, Felipe, Sidnei e Allan. Técnico Jose Luiz
Ipatinga: Rodrigo Posso, Mariano (Genalvo, aos 25’2T), Henrique, Matheus, Recife, Beto, Charles, Everton, Ferreira (Adeilson, aos 43' do 1º tempo), Walter (Luciano Sorriso, aos 15’2T) e Diego Silva. Técnico Flavio Antônio Lopes Lourenço