Campeonato Mineiro

Sidnei, Cézar e Santos são os "intocáveis" Sem levar cartões e livre das contusões, os três foram os únicos
que atuaram em todos os jogos do Tupi

Guilherme Oliveira
Colaboração
27/03/2006

Contusões, suspensões por cartões são algumas das formas de um jogador não poder atuar numa partida de futebol. Manter o ritmo e participar de todos os jogos de uma competição não é tarefa fácil. No Tupi, o zagueiro Cézar (foto ao lado), o meia Sidnei (foto abaixo) e o lateral direito Santos são os únicos do elenco que disputaram todas as partidas do Campeonato Mineiro até o momento.

O zagueiro Cézar, por exemplo, atuou durante os 810 minutos de jogos, nove partidas, e sequer foi substituído. "Eu procuro sempre visar a bola. Eu aprendi com o meu pai que era árbitro de futebol que o que o juiz apita dificilmente ele volta atrás. Não questiono a decisão, não grito, chego com educação, aperto a mão dele", dá as dicas o zagueiro que foi advertido duas vezes por cartão amarelo, contra Guarani e Democrata GV.

A preocupação em sempre estar presente nos jogos passa a ser uma forma de garantir a posição. O zagueiro Samuel, por exemplo, que havia participado de todos os jogos desde que foi expulso não voltou mais para a equipe titular, perdendo a vaga para Domingos.

Juiz sai de campo Se o zagueiro Cézar, pela função, recebe poucos cartões. O meia Sidnei pode se destacar pela ausência de lesões, isto pelo fato dele ser um dos jogadores de armação e estar sujeito constantemente a pancadas e chegadas mais ríspidas dos adversários.

"Tivemos uma preparação boa na pré-temporada. Não tive nenhuma lesão grave e durante os jogos procuro não reclamar com o juiz", diz o meia, que foi substituído na etapa final nas três primeiras partidas.

Já o lateral Santos conseguiu essa façanha pela sua multiplicidade de funções, nas seis primeiras partidas ele atuou como meio de campo e desde a partida contra o América ele é escalado na lateral direita devido a barração do lateral Zé Carlos.

Confira a lista de quem mais começou as partidas como titular

Ilustração das estatisticas
*Guilherme Oliveira é estudante de Comunicação Social da Universidade Federal de Juiz de Fora