De uma só tacada o JFService "encaçapou" quatro bares:
Armazém, Blink,
Passatempo e Sinuca.com. Localizados na região do
Alto dos Passos, eles servem de estimulante a mais nova mania da galera de JF: jogar sinuca.
Quem pensa que esse espaço é privilégio do público
masculino está muito
enganado.
A predominância ainda é de homens, mas
o "clube da luluzinha" também vêm aderindo à moda
(e aproveitando não só para aprender o jogo, como para paquerar).
O que os quatro bares têm em comum? Além do ambiente descontraído, nenhum deles cobra os 10% do garçon, nem consumação mínima. O preço da ficha também é padrão e o horário de funcionamento segue a mesma lógica: fecham quando o último freguês vai embora.
Depois de se informar sobre as semelhanças, conheça as particularidades de cada um deles:
Armazém
Rua Severiano Sarmento,
210 - Não tem telefone
De terça à sexta, das 18h às 2h da manhã
Aos sábados e domingos, de 15h às 3h da manhã
Um galpão com fachada de tijolinho, telhado com estrutura de moirão e piso de
cimento grosso. Essa é a decoração do Armazém, o mais rústico dos bares
visitados e o que mais se aproxima do ambiente soturno, retratado em filmes
sobre sinuca. O charme fica por conta das luminárias.
Equipado com oito mesas de sinuca, o local oferece apenas duas cadeiras para
cada mesa. O número reduzido, segundo o dono, Wellerson Alves de Oliveira, é para
não dificultar a circulação e as
jogadas dos clientes.
Quem preferir tomar
uma cerveja e conversar com os amigos pode se acomodar nas cadeiras da calçada.
As batidas também estão entre as opções de drinks. E você escolhe
entre os sabores morango, capim gordura (isso
mesmo!), pêssego e amendoim.
A média de idade do público do
Armazém varia entre 18 e 25 anos.
Blink
Rua Dr. Romualdo, 88 - Fone:
3216-5864
De terça a domingo, a partir das 18h
A entrevista com João Afonso (Pipa) proprietário do Blink só começou depois
de terminada uma partida de sinuca. O hobby, cultivado há mais de dez anos,
tornou-se forma de ganhar a vida em abril de 2000.
Com dez mesas de sinuca e capacidade para 300 pessoas, o Blink funciona no galpão branco e azul, onde antigamente era o bar Ponto 1. Além de sanduíches, o cliente pode optar entre cerveja e drinks, como Margarita. A faixa etária do público varia entre 20 e 30 anos.
Passatempo
Rua Dr. Romualdo, 69 - Fone: 3211-2001
Terça a domingo, de 17h às 5 da manhã (no mínimo)
O Bar e Restaurante Passatempo conta
com dez mesas de sinuca e tem capacidade para 180 pessoas. Com piso
vermelho, paredes amarelas e teto azul, o ambiente é bem descontraído.
A transformação do local que, no passado foi uma discoteca, veio em
contrapartida ao sucesso dos points da região de São Pedro.
O proprietário Antônio Teixeira Sobrinho (foto) percebeu que deveria oferecer algo novo e, ao mesmo tempo, acessível aos clientes. Daí a opção pelo jogo de sinuca. "Com menos de R$1 (referindo-se ao valor da ficha) você se diverte com a turma ou com o namorado”, argumenta.
Tacada certeira, a casa, freqüentado por estudantes e profissionais
liberais, nunca fica vazia. Sobrinho, que foi dono da extinta discoteca
Vivabella, acredita que o jogo de sinuca perdeu a conotação pejorativa, já
que não há mais espaço para apostas em dinheiro.
Além da sinuca, o Passatempo conta com TV por assinatura (sintonizada ora
no canal de esportes, ora no de música) e serviço de restaurante.
É possível saborear pizzas, porções de rã, bolinho de bacalhau, peito de
frango com fritas, além da especialidade da casa, o Coquetel
Passatempo, feito com rum, suco de abacaxi, creme de leite, açúcar e
gelo.
Sinuca.com
Com capacidade para 70 pessoas, o bar conta com oito mesas de sinuca. Um dos
pratos prediletos da moçada é o Batata.com, batata frita com queijo ralado.
Entre as opções de bebida estão amarula (a preferidas das garotas), catuaba,
tequila e uísque.
Rua Moraes e Castro, 506 -
Não tem telefone
De terça à sexta, de 17h às 3h da manhã.
Sábados e domingos, a partir das
15h
O Sinuca.com tinha uma proposta super original:
oferecer jogo de sinuca e acesso à internet num mesmo espaço. Tinha!Porque,
com a saída de seu sócio, o dono do bar, Márcio Cruz não pôde viabilizar o
projeto.
A idéia não veio por acaso. Antes de abrir o bar, Márcio vendia
equipamentos de informática.