Sexta-feira, 12 de dezembro de 2008, atualizada às 15 h
No final do ano, surgem as confraternizações e com elas chega a época do amigo oculto. A expectativa para abrir o papelzinho ou ler na tela do computador o nome da pessoa sorteada pode se apenas uma das várias surpesas que envolvem as festas nessa época do ano.
No caso das comemorações da empresa, o amigo oculto pode ser um momento constragedor para muitos funcionários. Auxiliado pela consultora de imagem, etiqueta e boas maneiras Karminha Lopes, o Portal ACESSA.com preparou algumas dicas para que você internauta não cometa gafes durante as festas de fim de ano.
O primeiro pensamento antes do amigo oculto é a dúvida sobre a participação. Se um funcionário não está em condições financeiras ou não quer participar do evento, falar a verdade é a melhor saída, de acordo com a consultora.
"Relações humanas é algo bastante complicado, principalmente numa empresa, em que os
funcionários têm idade, formação e posições diferentes. Nem sempre é fácil sobreviver e
ter sucesso no trabalho, e as dificuldades aumentam para aqueles a quem falta a fineza
e a elegância. Falar a verdade é sempre melhor e evita um tom antipático para com os
colegas"
, recomenda.
Se realmente não for possível participar do amigo oculto, Karminha ressalta que o funcionário
deve procurar, pelo menos, ir à festa de confraternização. "É uma ótima oportunidade de
deixar de lado a frieza e o estresse do trabalho e salientar demonstrações de carinho, muitas
vezes esquecidas durante o ano"
.
Depois de sorteado o amigo oculto, uma surpresa: você tirou o seu chefe. Caso a sua relação
com o patrão não seja tão próxima, a consultora recomenda cautela.
"Extravagâncias podem ser totalmente inoportunas.
A simplicidade elegante é sempre o melhor caminho. O ideal é conversar com a secretária
e tentar descobrir algumas de suas preferências em livros ou músicas, por exemplo."
Superado o problema do presente, surge a dúvida sobre a escolha da roupa certa para a festa.
Muita gente fica na dúvida sobre a dose certa de formalidade na roupa. Karminha
salienta que a descontração dos trajes rotineiros, como camisetas e tênis, deve ser evitada.
"Como o cenário das confraternizações sugere sempre um encontro agradável, o verdadeiro
truque para se vestir corretamente dispensa os exageros e ressalta a elegância que tem o
bom senso como principal ingrediente em qualquer guarda-roupa"
, garante.
O maior problema para muitos funcionários ainda está por vir. Como descrever o seu amigo oculto diante de toda a empresa? As famosas piadinhas para descontrair o ambiente são uma boa opção? De acordo com Karminha, não. A consultora lembra que doses de boas maneiras são fundamentais, principalmente para quem deseja respirar sucesso no mundo dos negócios.
"Brincar, mostrar-se feliz em estar entre amigos não significa causar constrangimento.
Mesmo havendo informalismo, há necessidade de tato e respeito. O tratamento pode ser leve,
mas a existência de hierarquia é incontestável. O feeling para não avançar
o sinal na intimidade deve ser muito bem desenvolvido"
, orienta.
Se você passou pelo amigo oculto sem problemas, parabéns. Mas não se esqueça que a festa ainda não terminou. O comportamento durante todo o evento pode repercurtir negativamente na empresa após a confraternização. De acordo com Karminha, a bebida deve ser consumida com moderação.
"Mesmo numa sociedade permissiva como a brasileira, escorregadas de atitude, como beber
demais, podem impedir que uma pessoa vá melhor nos negócios. Certamente, o perfil de um
funcionário se alicerça em gestos que refletem não só sua competência, mas, sem dúvida
alguma, sua educação"
.
Karminha Lopes ainda ressalta que as noções de boas maneiras preservam a liberdade pessoal
e são fundamentais na adoção de critérios para as relações no trabalho e na vida.
"Ainda que não conste como matéria do currículo dos cursos, o comportamento e as boas
maneiras devem fazer parte da vida de qualquer pessoa"
, conclui.