::: 12/02/2003
Continuando a abordagem dos fatores que interferem em nossa escolha profissional traremos para a discuss?o outros dois pontos: os interesses e a personalidade.
Interesses
Identificamos e definimos os interesses por meio de atitudes favor?veis em
rela??o a alguma coisa. S?o os desejos, prefer?ncias e gostos as principais
formas de manifesta??o que indicam nossos interesses. Em outras palavras, ?
aquilo que gostamos de fazer, nossas op?es naturais, ou seja as escolhas
que fazemos sem press?es.
Uma coisa ? certa, os interesses podem mudar com o tempo na medida em que temos experi?ncias e viv?ncias que nos agradem despertando assim a vontade de repeti-las. Por conta disto, quanto mais contato e viv?ncias tivermos maior a possibilidade de despertarmos nossos interesses para com o que nos identificamos. Aproveite a chance se seu pai tem um escrit?rio, ou seu tio tem aquele dep?sito ou padaria. Busque se aproximar daquilo que lhe atrai profissionalmente para confirmar seu interesse. As viv?ncias que acumulamos ser?o uma bagagem important?ssima para nossa decis?o futura. Muitos se apaixonam por uma atividade que nem sequer imaginavam ap?s uma curta experi?ncia. Quando estiver fazendo est?gio ou buscando contato e conhecimento de alguma profiss?o pretendida, procure diversificar, fazer um rod?zio de atividades e/ou observa?es do mais variado n?mero de atividades, departamentos e empresas poss?veis.
A cultura tamb?m tem forte influ?ncia sobre nossos interesses. Os sistemas
de valores de nossa fam?lia, grupo social ou comunidade determinam muitas
das tend?ncias e limites impostos ?s nossas escolhas. Os est?mulos e
reprova?es est?o presentes a todo o momento. Como queremos ser aceitos em
nosso grupo voltamos nossos interesses para aquilo que ter? maior aprova??o,
para aquilo que ? valorizado na escala social na qual estamos inserido. Isto
come?a bem cedo, quando ouvimos de nossos pais certos incentivos e/ou
reprova?es a nossas respostas sobre o que vamos ser quando crescer. Outro
fator determinante ? a condi??o socioecon?mica. Como exemplo podemos citar
que um jovem de classe baixa que almeje o curso superior poder? se ver
desestimulado pela fam?lia visto a necessidade de se inserir mais
precocemente no mercado de trabalho e contribuir na renda familiar.
Personalidade
Mas o que ? personalidade? S?o tra?os, cren?as, atitudes e valores que se
integram numa configura??o caracter?stica do indiv?duo. Segundo o
dicion?rio de Psicologia de Henri Pieron, ? o conjunto de caracter?sticas de
constitui??o, temperamento, intelig?ncia e car?ter e suas modalidades
espec?ficas de comportamento.
Embora todas as varia?es sejam poss?veis, alguns tra?os de personalidades indicam a possibilidade de maior ou menor adequa??o a certas atividades sendo, por vezes, sine qua non ou contra-indicativos. Uma pessoa muito r?gida em seu modo de fazer as coisas ter? enormes dificuldades em uma atividade que exija flexibilidade. Voc? consegue imaginar algu?m que voc? conhe?a e que seja muito extrovertido e comunicativo trabalhando, por muito tempo, em uma atividade que o deixe isolado uma jornada de 8 horas di?rias? Ou mesmo algu?m que tem dificuldade de lidar com o sofrimento do outro em um hospital de doentes terminais? Aqui outra vez temos que recorrer ao autoconhecimento. Atrav?s deste recurso estaremos aptos a reconhecer nossos pontos fortes e fracos. Converse, oriente-se para identificar suas principais caracter?sticas e poder usar este conhecimento a seu favor.
Uma bela defini??o para que possamos refletir est? nas palavras do Dr. Spencer Johnson: ?A dor ? apenas a diferen?a entre, o que ?, e, o que eu quero que seja?. Com isso eu quero lhe perguntar mais uma vez: Voc? est? realmente seguro que de sua escolha profissional?
Continue pensando e sucesso.
Eduardo Santos ? psic?logo e consultor
formado pelo
Centro de Ensino Superior
de Juiz de Fora
e P?s-Graduado em Consultoria em RH.
Saiba mais clicando aqui.
para o consultor Eduardo Santos.