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O que é “Brasilização do Ocidente”?

Fabrício Maciel - Setembro 2010
 

Nenhum autor norte-americano ou europeu pode ser crítico para a periferia do capitalismo se não apresentar uma ideia básica de uma sociedade mundial do trabalho. Um nacionalismo metodológico, que restringe a análise do sistema produtivo mundial à análise de sociedades nacionais, é um dos problemas centrais que poda na base a maioria das tentativas críticas da ciência social dominante no centro do pensamento contemporâneo (EUA e Europa). O segundo problema é que as análises nacionais, com as quais podemos aprender sobre parte da reprodução e sentido da vida contemporânea, geralmente se generalizam como explicando a totalidade do capitalismo. O nacionalismo metodológico passivo do Brasil por vezes reproduz teorias nacionais do centro como se fossem teorias mundiais do capitalismo.

O melhor exemplo vindo dos Estados Unidos é Richard Sennett. Sua crítica ao advento da “flexibilidade” como prática e como ideologia no que chama de “novo capitalismo” (2000) reflete uma preocupação tipicamente americana. A preocupação com os danos individuais e identitários definidos por ele como “corrosão do caráter” reflete bem o sofrimento de uma sociedade de massa, rica e de consumo intenso. Reproduz a tradição de pensamento sobre o indivíduo “sozinho na multidão”, desde autores como Robert Bellah. Este tipo de crítica nos ensina apenas sobre parte pequena da reprodução social na periferia. Trata de questões de autenticidade e não de dignidade. O problema primário da periferia é a generalização da dignidade para todos [1].

Nossa principal influência no tema do trabalho, entretanto, não vem dos Estados Unidos. Ela é europeia. São autores europeus que declaram o fim da sociedade do trabalho. A reconstrução da narrativa europeia que deságua no manifesto eurocêntrico da “sociedade do conhecimento” pode contribuir para a compreensão de como reproduzimos no Brasil um paradigma do centro do capitalismo como se fosse um paradigma universal. Ou seja, como e por que uma narrativa da trajetória do capitalismo e da classe trabalhadora europeia se transforma em uma narrativa universal das sociedades contemporâneas, que ignora a precarização constante que a periferia do capitalismo sempre sofreu e sua precarização atualizada com o paradigma da sociedade do conhecimento.

A sociedade do conhecimento não é uma mentira completa. Os dados do advento do setor de serviços e do valor diferencial do conhecimento tecnológico e especializado são realidades visíveis em qualquer sociedade capitalista contemporânea. Sua configuração específica na periferia, entretanto, é ofuscada pela edição operada pelo paradigma da sociedade do conhecimento. Mesmo na Europa ele já opera uma edição interna. Como nota Uwe Bittlingmayer (2006) no caso alemão, a partir da compreensão bourdiesiana que articula as condições objetivas dos discursos na ciência e na esfera pública, este paradigma generaliza a realidade de uma parte da sociedade, aquela vivida caricaturalmente pelos managers, como critério normativo e como ideologia para todas as frações da sociedade.

A mesma edição interna a uma sociedade europeia se generaliza em outra dimensão. O centro do capitalismo europeu generaliza sua autocompreensão enquanto “sociedades do conhecimento” para a periferia do capitalismo, apagando a dimensão do trabalho braçal que predomina nesta e que é indispensável para a reprodução do capitalismo contemporâneo enquanto um sistema econômico mundial. Um breve esboço da gênese da ideia do fim da sociedade do trabalho aponta para uma frustração das sociedades europeias com relação a sua grande realização histórica: o alcance do Estado de bem-estar social. O olhar dos pensadores europeus mais influentes nunca escapa totalmente desta narrativa de seu nacionalismo metodológico. A ciência alemã e a francesa são aliadas internas neste ponto na dominação do Atlântico Norte sobre a periferia do capitalismo. Mesmo os franceses mais críticos como André Gorz e Robert Castel não escapam da narrativa europeia na qual o Welfare State é um divisor de águas, ainda que o último explique criticamente o que foi a utopia realizada naquele momento histórico [2]. Muito menos o fazem os alemães que inventam e reproduzem claramente o paradigma do conhecimento, como Claus Offe e uma das maiores sensações do momento, Ulrich Beck, que fala vagamente sobre todos os grandes temas europeus contemporâneos como se fossem universais. Este pensador da onda atual não podia ter deixado de falar sobre a questão do trabalho contemporâneo. Sua perspectiva merece atenção por simbolizar emblematicamente todo o particularismo eurocêntrico e racista que paira sobre o pensamento europeu pós-welfare [3].

O ponto de partida para uma crítica ao eurocentrismo da ideia de fim da sociedade do trabalho e advento da sociedade do conhecimento pode ser a articulação entre as “realizações positivas” do capitalismo mundial durante o século XX e suas “realizações negativas”. A verdade sobre o “mundo do trabalho” atual, como curtem dizer os marxistas ortodoxos atuais, não se explicita sem a re-conexão destas realizações diferenciais que o pensamento do centro insiste em esquecer. Esta re-conexão, fundamental para a crítica ao particularismo europeu pseudouniversalista que edita para fora sua própria história moderna como se fosse a história inteira do capitalismo, precisa de uma ideia que vincule o ápice das sociedades europeias com o fracasso da periferia, escondido atualmente na meia-verdade das “economias emergentes”. A ideia de uma “economia-mundo” enquanto sistema, de Immanuel Wallerstein (1974), pode colaborar neste ponto, mas naturalmente não resolve nada isoladamente. Pode ser útil no sentido de explicitar a totalidade do espaço de ação do capitalismo enquanto sistema produtivo, pelo menos durante o século XX, no qual podemos esboçar uma narrativa europeia que se apresenta como universal e posteriormente uma narrativa brasileira sem a adesão a paradigmas europeus para sua própria interpretação.

A ideia de um sistema econômico mundial é necessária para que a tentativa de crítica do mundo do trabalho atual a partir da periferia também não se resuma a um nacionalismo metodológico. Este só seria ideológico, pois seria uma visão da periferia sobre si mesma que não tematizaria os paradigmas que escondem a “dupla precarização” do trabalho em um país como o Brasil [4]. Wallerstein percebe como uma das principais bases de reprodução e legitimação da “economia-mundo” o papel que os Estados nacionais, enquanto sistemas menores que o econômico-mundial, exercem na opacidade do primeiro. A questão fundamental deste autor é: como uma lógica econômica específica se mantém já há 500 anos no mundo, sem ruir, desmoronar ou se fragmentar? A diferença entre os antigos impérios e o sistema econômico mundial contemporâneo é que os primeiros tinham uma sede local e visível, que podia ser atacada fisicamente. O inimigo dos dominados tinha face e endereço. Revoltas locais eram possíveis e por isso os impérios sempre se rachavam em domínios menores. Na economia-mundo moderna, a dominação não tem face nem endereço. O domínio é tecnológico e descentrado, como mostra também André Gorz (2004) em contexto específico menor. O papel geográfico e político dos Estados nacionais é incisivo para esta invisibilidade da dominação moderna, pois ele faz parecer que as realizações positivas e negativas do capitalismo são questões nacionais e não mundiais.

É claro que nos limites institucionais dos Estados nacionais estes podem e devem fazer política por suas questões sociais internas. Enfrentar questões sociais internas ao Estado nacional é uma atitude corajosa e digna que um estadista pode assumir em um país periférico de desigualdade estrutural. Um governo assim está enfrentando questões que não foram criadas por ele, e nem pelos brasileiros como povo. Trata-se de questões criadas pelo capitalismo mundial. A ciência social da periferia só pode ser crítica se enfrentar a gênese de tais questões. Perceber o capitalismo como uma totalidade escondida nos Estados nacionais contribui para que se veja como os Estados periféricos precisam assumir problemas sociais crônicos que eles não criaram. Uma teoria crítica do trabalho desde a periferia, para mostrar a limitação da aplicação da ideia de uma sociedade do conhecimento entre nós, deve mostrar as realizações para dentro do centro do sistema econômico mundial e para fora dele, ou seja, as realizações positivas para o centro e negativas para a periferia. E mais: os dois tipos de realizações não se operam isoladamente, mas só fazem sentido se pensados juntos.

A ciência social, que ainda é nacional, pode operar para explicitar ou esconder as realizações econômicas e políticas de seu tempo. A própria atuação da ciência faz parte de tais realizações. Na história moderna, não há legitimação sem ela [5]. O primeiro passo para que a ciência da periferia sobre o trabalho seja autêntica e independente é romper com paradigmas centrais que generalizam a narrativa europeia como ocidental e como mundial. O paradigma do fim da sociedade do trabalho vem se atualizando na Europa, e naturalmente tomando novas roupagens. O exemplo mais emblemático e caricatural é o já citado Ulrich Beck. Um de seus livros clichês rapidamente traduzidos para o inglês e publicado em uma das melhores editoras [6] sob o impactante título The brave new world of work é sintomático do tipo de pseudocrítica conservadora que se opera sobre o tema. É nele que se lança a tese da “brasilização” do Ocidente. A partir dela podemos desdobrar o novelo ideológico e racista que esconde a verdade sobre a falácia atual do fim da sociedade do trabalho e do advento da sociedade do conhecimento. Seguindo a trilha do pensamento de Beck podemos ver também os fatos contemporâneos que contribuem para o anúncio apocalíptico do fim da sociedade do trabalho desde a Europa.

A tese de Beck aparentemente tem uma virtude e uma novidade: inclui a periferia no tema do trabalho. A ideia do advento do setor de serviços é retomada, como Jessé Souza (2009) costuma dizer, com um “charminho crítico”. O diagnóstico é realizado a partir do dado recente na Europa, que obrigatoriamente incomoda a todos os seus intelectuais mais influentes: o advento veloz do trabalho informal e precarizado. O interessante é que, na reconstrução pseudocrítica e assumidamente profética de Beck este problema chato e incômodo para um europeu que desconhece as mazelas que o mundo do trabalho opera na sua periferia tem uma origem clara: ele vem do Brasil. Descaradamente, numa inversão ideológica de quem está no centro do poder da ciência social mundial, o produto histórico de mais de um século do sistema econômico mundial se torna a causa do incômodo existencial e político no centro. Quando o capitalismo começa a mostrar ao centro uma ponta do iceberg de desgraça que ele operou e manteve sistematicamente na periferia, os intelectuais do poder no centro se apressam para achar um culpado e declarar o fim da sociedade do trabalho. Esse desespero intelectual europeu só faz sentido hoje se reconstruirmos brevemente a narrativa europeia sobre as sociedades do trabalho. Ela é não-linear em um aspecto específico. O anúncio profético do fim da sociedade do trabalho tem data e contexto exato: ele é a resposta intelectual europeia ao mundo diante do fracasso de sua grande utopia, a realização do Welfare State. Ao mesmo tempo é uma cartada ideológica estratégica, nem sempre explícita e assumida, para refazer o sistema de legitimação da dominação do centro do capitalismo.

O Welfare foi o ápice da realização positiva do capitalismo no século XX. A utopia que se realizou e simbolizou a meta final de todas as “sociedades do trabalho”. O significado do Welfare é o de uma sociedade perfeita, pois concilia as realizações positivas do mundo moderno em suas três dimensões: na economia, na política e na vida social. Na economia significa empregabilidade e renda para toda a população. Na política significa democracia plena e participativa com cidadãos ativos. Na vida social significa segurança física e seguridade social [7]. A narrativa europeia da sociedade do trabalho só fez sentido para os europeus enquanto isso funcionou para eles. As sociedades do trabalho nesta narrativa sempre aparecem como sociedades nacionais e não como um sistema mundial do trabalho, como a velha tese marxista da divisão internacional do trabalho sempre insistiu em enfatizar. Neste aspecto, capitalismo e sistema mundial do trabalho são sinônimos. Quando este sistema total falha em sua lógica mundial, ou seja, de expurgar para a periferia suas realizações negativas enquanto condição necessária para suas realizações positivas no centro, o centro vai tentar dizer que ele agora é “outra coisa”. Esta outra coisa é a sociedade do conhecimento que continua realizando a mesma entropia centro-periferia com dados concretos e meias-verdades novas.

É interessante a forma como a ciência social periférica colonizada compra os paradigmas centrais sem nenhuma crítica, como se estes já estivessem explicando o brave new world de Beck e bastassem ser apenas aplicados. Esta recepção nem sempre é explícita. Esta leitura da sociedade do conhecimento não está defendida principalmente na sociologia do trabalho brasileira. Esta ainda é marcadamente marxista, no sentido mais ortodoxo da teoria do valor. Por isso ela é o empecilho mais evidente e mais fraco de uma teoria crítica do trabalho desde a periferia. É no campo específico da chamada “teoria social” no Brasil onde o paradigma da sociedade do conhecimento é inteiramente comprado e reproduzido. Um exemplo impressionante desta recepção distorcida e colonizada é achar que a ideia de brasilização do Ocidente significa um elogio e a tematização de uma virada no jogo centro-periferia. Umas das maiores ondas pseudocríticas no Brasil hoje é o discurso da nova ordem mundial “descentrada” ou sua versão “Caetano Veloso” da nova “desordem” mundial.

A nova “desordem” que para nós parece vitória para os europeus significa “perigo” [8]. Não por acaso Offe chamou de capitalismo “desorganizado” o que na verdade é uma reorganização da produção e de seu sistema de legitimação na ciência e na política contemporâneas. O rótulo pseudocrítico de brasilização do Ocidente vem do medo intelectual europeu. Medo do perigo crescente de que todas as realizações negativas que o sistema mundial do trabalho jogou historicamente para debaixo do tapete ideológico europeu (ou seja, a periferia) agora leve a cabo o já iniciado processo de destruição das realizações positivas do capitalismo que sempre foram vistas como realizações nacionais, e principalmente de nações europeias [9]. Falar do medo europeu não significa dizer que estamos oferecendo alguma ameaça da periferia. Pelo contrário. O medo europeu, explícito em Beck [10], um dos mais influentes pensadores alemães hoje, é na verdade uma antecipação do sistema de legitimação dominante diante de mudanças que de fato assolam o mundo atual, visando à autoproteção dos Estados nacionais que historicamente levaram vantagem com as realizações diferenciais do sistema mundial do trabalho [11]. Suas preocupações sociais e suas propostas políticas deixam isso muito claro, e estão explicitando algo que é consenso no pensamento europeu contemporâneo. A questão explícita é unânime: “o que fazer com a sociedade do trabalho contemporânea?”. A questão nem sempre explícita é: “agora que ela está falhando em suas realizações positivas para nós europeus”.

No pensamento europeu pós-welfare, dois inimigos estão constantemente no centro da preocupação e eles vêm da periferia. Isso é explícito em Beck. O diagnóstico do capitalismo desorganizado e a preocupação em consertar o mundo do trabalho incluem a necessidade de lidar com eles. Um inimigo é passivo e o outro é ativo. Um é o imigrante trabalhador e o outro é o terrorista. Ambos condicionam a preocupação com a cidadania europeia e com a reformulação de suas instituições políticas. A chegada crescente do primeiro contribui para o manifesto pseudocrítico da brasilização do Ocidente. O segundo leva Beck e muitos outros a sugerirem sutilmente o fortalecimento dos Estados europeus. As realizações negativas do sistema mundial do trabalho tomaram dimensões que levam agora o seu centro a necessidade de refazer sua economia e sua política. O feitiço começa a virar contra o feiticeiro e este agora já tenta apresentar um contrafeitiço: o manifesto do fim da sociedade do trabalho. Este novo feitiço é poderoso exatamente por sua nebulosidade inebriante: “saímos da sociedade do trabalho para não por nada em seu lugar” (Gorz); “o capitalismo está desorganizado” (Offe); “o que fazer com o problema do trabalho (mas só na Europa)?” (Beck).

As preocupações de Ulrich Beck sobre o que fazer com o problema do trabalho na Europa são interessantes para se pensar em como se monta a narrativa europeia pós-welfare state e como a narrativa do trabalho na periferia precisa apresentar outra peculiaridade. A breve reconstrução aqui desta tese de Beck sobre o admirável novo mundo do trabalho, no sentido de “espantoso” novo mundo, e espantoso principalmente para o europeu [12], é importante para que fique claro como o início das realizações negativas do capitalismo em seu centro logo se tornam questões de preocupação quando ameaçam a dignidade nacional [13] conquistada historicamente apenas em sua vinculação com a indignidade generalizada na periferia. O que é um problema estrutural e sempre foi naturalizado na periferia do capitalismo logo se torna motivo de alarde no centro, quando se apresenta ainda que de forma residual (não podemos especular que se torne estrutural, como já se faz atualmente. Quem tenta fazer previsões são ideólogos como Beck).

A lista de preocupações com a organização do trabalho na Europa são questões de ordem secundária, e não questões de ordem primária como as da periferia. Tomando apenas um exemplo da lista do próprio Beck, ele coloca como questão básica que cada trabalhador tenha uma refeição no trabalho. A questão básica na periferia é anterior: que cada pessoa simplesmente tenha trabalho. As questões de “vida ou morte”, como diria Bourdieu, da periferia ainda precisam ter a dignidade para toda a população no horizonte. As do centro já estão transformando questões de autenticidade, de realização pessoal — apenas possíveis de se imaginar quando a dignidade pelo trabalho está garantida para toda a população — em questões de dignidade. As preocupações de Beck sobre o novo mundo do trabalho, para se defender da “brasilização” criada pelo mesmo sistema mundial que só beneficiou o velho mundo, sugerem a criação de uma sociedade civil com cidadãos ativos e participativos, como se estes fossem garantir por si mesmos uma estabilidade no mundo do trabalho europeu que na verdade já está garantida e agora é administrada, dentre outros meios, pelo discurso parcial da “sociedade do conhecimento”.

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Fabrício Maciel é doutorando em Ciências Sociais na UFJF e na H S Freiburg, Alemanha. Pesquisador do Cepedes/UFJF. Autor do livro O Brasil Nação como Ideologia (São Paulo: Annablume, 2007).

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Notas

[1] A reconstrução para a periferia, a partir de Charles Taylor, dos conceitos de autenticidade e dignidade vem sendo feita por Jessé Souza desde 2003.

[2] Gorz é austríaco, mas seu pensamento público e sua carreira se desenvolvem na França.

[3] A tradição alemã monta a ideia de sociedade do conhecimento desde Adorno e Horkheimer (Ver Bittlingmayer, 2006) passando por Darhendorf e Habermas (Ver Silva, 2008).

[4] Trata-se da precarização histórica, estrutural, que um país periférico como o nosso sempre sofreu, e da precarização contemporanea, conjuntural, que otimiza a primeira pontualmente em todas as crises pontuais sofridas pelo capitalismo mundial.

[5] Como Jessé Souza vem mostrando. Ver Souza, 2009.

[6] Blackwell Publishers.

[7] Tomo esta excelente explicação de Robert Castel em seu grandioso livro From manual workers to wage laborers. New Jersey: Transaction Publishers, 2003.

[8] Não é outra coisa que dizem sociólogos influentes como Giddens e Beck com a amplamente aceita ideia de “sociedade de risco”.

[9] Os Estados Unidos realizaram a sociedade do trabalho e seus imperialismos por outro caminho, mas nunca puderam evocar o orgulho de um Estado de Bem-Estar.

[10] Em textos de jornal ele fala diretamente ao povo alemão e assume a superioridade das instituições europeias e a necessidade de defendê-las.

[11] Não por acaso Beck é autor de um texto intitulado “A sociedade civil e seus inimigos”.

[12] O título original parece irônico: Schöne neue Arbeitwelt.

[13] Jessé enfrenta a questão da generalização da dignidade desde seu Modernização seletiva (2000). Ver especialmente sobre a periferia o seu A construção social da subcidadania (2003).

Bibliografia

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BECK, Ulrich. The Brave New World of Work. Cambridge: Blackwell Publishers, 2000.

BITTLINGMAYER, Uwe; BAUER, Ulrich (Orgs). Die Wissensgesellschaft. Mythos,ideologie oder realität?. Wiesbaden: VS Verlag, 2006.

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GORZ, André. Misérias do presente, riqueza do possível. São Paulo: Annablume, 2004.

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SOUZA, Jessé. A construção social da subcidadania. Belo Horizonte: UFMG; Rio de janeiro; Iuperj, 2003. (Segunda edição, 2006).

------. A modernização seletiva. Brasília: UnB, 2000.

------. A ralé brasileira. Quem é e como vive. Belo Horizonte: UFMG, 2009.

------. Os batalhadores brasileiros. Nova classe média ou nova classe trabalhadora? Belo Horizonte: UFMG, 2010.

WALLERSTEIN, Immanuel. The Modern World-System. New York: Academic Press, 1976.



Fonte: Especial para Gramsci e o Brasil.

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