Infantil

Porta-lápis reciclado e bem fácil de se fazer Técnica de sobreposição de papéis, chamada papietagem, é uma maneira divertida de personalizar objetos e desenvolver a consciência ecológica


Marinella Souza
*Colaboração
23/07/2008
Interatividade:

Sabe aquela garrafa pet, que tem em tamanho menor, dos refrigerantes que são conhecidos por "caçula"? Antes de separá-lo para o lixo (reciclado, claro!), guarde e aprenda uma porta-lápis super legal e fácil de se fazer.

A professora de Artes, Carla Patrícia Miranda Araújo Ferreira explica que a isso se chama papietagem. O nome é diferente, mas seu significado é simples. A papietagem é uma forma de colagem de camadas sobrepostas de papel sobre uma estrutura fixa. "Ela pode ser usada na confecção de porta-lápis, potinhos, cestinhas ou qualquer outro objeto sólido que se queira modificar", conta a professora.

Os materiais

Para fazer papietagem é preciso apenas de um objeto como uma garrafa pet, por exemplo, tesoura sem ponta, bandeja de isopor, cola (comum e quente), papel, pincel e tinta colorida. Com esses materiais a criança pode soltar a imaginação e fazer mil e um objetos diferentes.

Para ver todos os materiais e o passo-a-passo do porta-lápis, clique no vídeo acima!

Além de fácil e divertido, Carla garante que a técnica ainda ajuda a desenvolver as habilidades artísticas e a auto-estima dos pequenos.

"A crianças aprendem a fazer coisas que não podiam fazer anteriormente. Essa confiança em si mesmo é um elemento importante na construção da auto-estima, o que é mais uma das justificativas para a importância da arte na socialização da criança", explica.

Ajudando a natureza

E em tempos em que o meio ambiente é destaque em todos os veículos de comunicação, a professora ressalta a construção da consciência ecológica como uma das características mais importantes da papietagem.

Foto de Porta-lápis "Como utilizamos materiais recicláveis, a criança experimenta a transformação do material, a possibilidade de criar algo interessante, bonito e útil, a partir do que seria lixo. Desse modo ela se sente mais ativa na contribuição de uma realidade mais saudável" .

Carla conta que a papietagem se originou através de uma outra técnica, conhecida como papel machê, nascida na China, no século II antes de Cristo. "Os chineses faziam acessórios de guerra, como capacetes e vasilhas para armazenar líquidos. Hoje a técnica é utilizada na construção de objetos para casa e de decoração".

A principal diferença entre as duas técnicas é que a papietagem precisa ser aplicada sobre uma base sólida e o papel machê, como forma uma massa mais dura, pode ser usada para moldar objetos, sem outro material por baixo.

O grande segredo da papietagem, segundo Carla, é deixar as camadas de papel secarem bem antes de colocar a outra por cima. Outro detalhe importante é não fazer tudo sozinho. Para usar a cola quente, é preciso ajuda de um adulto para que a criança não se machuque.

*Marinella Souza é estudante de Comunicação Social na UFJF

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