Transferência de Tecnologia
Oito anos de sucesso na trilha da inovação tecnológica
Deborah Moratori
20/06/03
De história relativamente recente, o Critt é um centro de referência em inovação de destaque num cenário empresarial, tecnológico, cultural dinâmico. Órgão que investe na constante produção de conhecimento que tem repercussão para a sociedade na forma de bens e serviços.
Dirigido pela professora Carmelita Vidigal, o Critt é um órgão da Universidade Federal de Juiz de Fora que desenvolve atividades e pesquisas na área de tecnologia. Durante esses oito anos de história, a diretora destaca o trabalho de assessoria tecnológica que o Critt vem prestando a empresas e empreendedores.
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"Esse apoio tem como objetivo a melhoria da tecnologia e da gestão e é prestado por um órgão de estrutura única na região. Antes um empreendedor que tivesse uma idéia ou começasse a desenvolver um produto não contava com um órgão para auxiliá-lo e essa idéia e esse produto poderiam se perder. Hoje o Critt oferece essa ajuda", explica Carmelita. |
O fato de o órgão trabalhar para a comunidade, oferecendo um serviço de utilidade pública, garante-lhe o apoio irrestrito da UFJF. A professora também ressalta o importante papel desempenhado pelas entidades parceiras, entre elas o Sebrae, Finep, BDMG, Fapemig, CNPq e Fiemg.
De acordo com a diretora, o Critt hoje é um ambiente onde todos aprendem, seja no convívio com as empresas ou com os alunos que trabalham como bolsistas e estagiários. "Aprendizado que tem garantido à equipe do Critt criatividade e competência para concorrer e obter sucesso em vários editais de importância", finaliza.
Idealizado a partir de um modelo francês, o Critt está situado no campus da
universidade e conta com uma área de aproximadamente 1300 m², onde estão
instalados os Núcleos de Transferência de Tecnologia e a
incubadora de empresas de base tecnológica.
Os Núcleos de Transferência de Tecnologia estão divididos em oito áreas: Agroalimentar, Informática, Químico-farmacêutico, Tecnologia de Gestão, Eletroeletrônica, Proteção ao Conhecimento, Qualidade, Atendimento Tecnológico. Os profissionais que atuam nesses núcleos difundem a aplicação de novos conceitos, métodos e tecnologias, estimulando o uso desse conhecimento por micro e pequenas empresas.
Esses núcleos também prestam serviço de consultoria a empresas e empreendedores que procuram o Critt para elaborar um projeto ou desenvolver um produto. Só no primeiro trimestre deste ano mais de 300 clientes foram atendidos.
Cuidando dos recém-nascidos
A incubadora de empresas de base tecnológica do Critt oferece às
empresas residentes e associadas, além da infra-estrutura física e recursos
humanos, a vantagem de estar inserida dentro da UFJF, um ambiente que apóia
e fomenta a criação de negócios e projetos em áreas de uso intenso do
conhecimento.
De acordo com a gerente da incubadora, Denise Firmo, uma vez
incubadas as empresas podem permanecer instaladas no Critt durante um
período de até três anos. O processo de seleção é feito através de um edital
cuja abertura depende da estrutura física do órgão - a previsão é de que
novas vagas serão abertas já no segundo semestre deste ano. Não há regras
quanto à área de atuação de uma empresa interessada em participar da seleção
da IBT, mas é imprescindível que sejam de base tecnológica. "A tecnologia
deve estar presente em algum processo da empresa e é preferível que ela
desenvolva produtos inovadores", esclarece.
Durante a permanência na incubadora, segundo a gerente, as empresas geralmente passam por três fases de implantação. "O primeiro ano é o momento de estruturação da empresa, a fase do registro, de organizar a documentação e de começar a desenvolver o produto. O ano seguinte serve para a finalização do produto e os primeiros contatos com o mercado. No terceiro ano, a empresa já está no mercado e não justifica a continuação dela no processo de incubação".
O período máximo de três anos começou a ser adotado no início de 2003. Antes as empresas poderiam permanecer até cinco anos na incubadora. Denise Firmo explica que a experiência mostrou que três anos de acompanhamento eram suficientes para que, depois desse período, as empresas pudessem se graduar e trilhar um caminho seguindo seus próprios passos.
Infra-estrutura
Atualmente são 11 empresas incubadas, sendo oito residentes e três
associadas. "A diferença entre essas empresas é que as associadas não têm
sede no Critt, recebendo o mesmo suporte gerencial e institucional das
residentes", compara Denise.
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Na Incubadora de Base Tecnológica as empresas têm apoio administrativo e logístico, além de assessoria financeira, contábil, de marketing e comunicação. A infra-estrutura da área comum disponível aos empresários inclui um hall denominado ponto de encontro com área livre, copa e cozinha, refeitório, sala de reuniões, além de um auditório com equipamentos de multimídia, ponto de rede e capacidade para 40 pessoas.
Cada módulo das empresas (foto) tem aproximadamente 35m², pelo qual os
empreendedores pagam um aluguel mensal. Os módulos dispõem de ponto de rede
e ramal de PABX. Ainda estão à disposição das empresas cinco jornais de
circulação regional e nacional, uma máquina fotocopiadora digital,
laboratório de informática com 12 microcomputadores e impressora a laser
também ligada em rede.
As empresas graduadas, que já passaram pela Incubadora de Base Tecnológica, são sete. Essas empresas continuam tendo o seu nome ligado ao Critt e à UFJF, referência que funciona como um selo de qualidade.
A história do Critt é marcada por acontecimentos que certificam o acerto do caminho trilhado. Títulos como o Prêmio de Inovação Tecnológica, concedido pelo Sebrae-Minas, na categoria Incubadora de Empresas, em 99 e 2000, e a certificação pelo Bureau Veritas Quality International da Norma de Qualidade ISO 9001, versão 2000, asseguram a qualidade do serviço e das atividades desenvolvidas por um órgão que investe na inovação e no desenvolvimento da criatividade e do espírito empreendedor.
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