As primeiras experimentações com o VoIP, no Brasil, aconteceram há oito anos
e, de dois anos pra cá, a ACESSA.com viabilizou, internamente, a tecnologia,
estudando, pesquisando e avaliando como resolver as principais dificuldades.
Os testes iniciais aconteceram entre a ACESSA.com e sua filial, em
Cataguases. "Há tempo nos comunicamos com Cataguases somente através do
VoIP", comenta o diretor da ACESSA.com, Marcio Guimarães de Faria.
Além do testes internos, a empresa iniciou o serviço com mais cinco empresas, clientes ACESSA.com: quatro em Cataguases e uma em Juiz de Fora. "Dentre elas, a que apresentou o menor índice de economia obteve 50% de redução na conta de telefone. Como agora entra a filial de São Paulo, com certeza este índice vai melhorar ainda mais, pois a tarifa será igual a zero, já que as duas (matriz e filial) adquiriram o VoIP", diz Marcio Faria.
Economia garantida
Uma empresa que, por exemplo, faz ligações telefônicas de longa distância
para clientes e fornecedores diversos e possui uma conta de R$ 1.000
mensais, ao adquirir o VoIP, já no primeiro mês poderá, com a economia
obtida, observar o acerto da decisão. Se a redução de custo for de apenas
50% (R$ 500), como se observou no caso prático, mesmo levando em
conta o valor que ela paga ao provedor e o investimento feito com a
aquisição do equipamento, já ao final do 1º mês ela consegue zerar todo este
investimento. A partir daí a economia é certa. "Com isso, ao final de um ano
é possível economizar mais de R$ 5.000. Este valor, que antes era uma
despesa certa e impossível de reduzir, sem prejuízo dos negócios e do
próprio crescimento da empresa, agora é capital de giro e pode ser investido
para permitir mais negócios e maior crescimento, sem qualquer juro ou
aperto", explica Marcio Faria.
A garantia de um serviço de qualidade
No início, as experiências com VoIP no Brasil eram realizadas somente entre
empresas de grande porte que usavam internamente para comunicação entre
matriz e filial.
"Mas o sistema não era completo. Se a empresa precisava falar com um parceiro não era possível, pois ainda não havia recursos fáceis de utilizar, a não ser para falar entre dois pontos. As soluções eram muito caras. Na verdade, eram verdadeiros atos de coragem e que muitas vezes fracassavam", comenta.
Preocupados em fornecer ao mercado um serviço completo, para uso generalizado, ao alcance de qualquer cliente, a ACESSA.com e alguns outros provedores associados à Rede Global Info organizaram um projeto, finalizado em 2004, para a criação de um serviço de transmissão de voz em longa distância, rigorosamente dentro do que estabelece o regulamento 272 da ANATEL, que instituiu o Serviço de Comunicação Multimídia (SCM). "Nesse projeto colocamos pontos de presenças em oito capitais brasileiras (Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Recife) que, segundo uma pesquisa feita, recebem 80% das ligações interurbanas. Isso torna possível atender empresas, pessoas ou qualquer usuário em diferentes localidades", acrescenta Marcio Faria.
O uso de uma rede privativa e não da rede internet exclusivamente, é outro
ponto que garante o diferencial no projeto. "Pensamos um projeto em que a
gerência da rede é do provedor do serviço, o que não é possível
completamente na internet. A qualidade na transmissão dos dados é vital para
a qualidade da voz, visto que esta é uma informação sensível ao tempo e a
velocidade de transmissão não pode ficar sujeita aos gargalos que a internet
pode eventualmente apresentar. Embora possamos também fazer uso da internet
pura, com custos até mais reduzidos, queremos dar aos nossos clientes a
opção de contar com uma rede privativa que lhes garanta qualidade compatível
com os melhores sistemas. Portanto, não se trata apenas de fazer VoIP
através de uma rede pública, como é o caso dos programas instalados no
computador, mas de utilizar uma solução profissional. O cliente deve ter a
opção de utilização do VoIP, em que a transmissão da voz é prioridade e não
disputa com outras aplicações menos sensíveis ao tempo (mandar emails,
baixar sons...)", ressalta Marcio Faria.
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