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Eles estão em toda parte e garantem aos ambientes harmonia, serenidade e
sofisticação. Os vitrais, pequenos pedaços de vidro que reunidos formam
imagens de encher os olhos de qualquer pessoa, podem ser usados em vários
ambientes, desde casas, escritórios, consultórios até onde a imaginação
deixar.
Diferentemente do passado, tempo em que eles só eram vistos em janelas de
igrejas ou de castelos medievais, hoje, os vitrais se espalharam por todos
os cantos da casa. De acordo com o especialista nesta arte, Célio de
Moura (foto abaixo), que trabalha há 25 anos no ramo, as pessoas que
procuram decorar suas residências com vitrais não estão somente interessadas
em cobrir um espaço, como o de uma janela, mas desejam valorizar o local.
"Quando se faz uma pesquisa e cria-se o desenho adequado, o vitral só tem a
acrescentar", ressalta.
Dentro de casa, ele aconselha usá-los em janelas de escadas, detalhes em
portas, biombos, divisórias e, até mesmo, em banheiros. "É possível criar de
tudo, do clássico ao contemporâneo". Para quem prefere o estilo clássico,
são aconselháveis as imagens sacras e os florais. Já para os mais
moderninhos, vale apostar em desenhos geométricos, criando figuras
abstratas.
No ambiente de trabalho, como escritórios e consultórios médicos, eles podem ser uma boa alternativa para decorar halls de entrada, dividir salas, além de alegrar e suavizar o local. Segundo a vitralista, Fátima Vargas, esta é uma excelente opção para quem deseja dar um toque de originalidade, mesmo sendo no trabalho. "Eles não são apenas uma peça decorativa, são formas de arte", descreve a profissional.
Os pedaços de vidro podem ser aproveitados também em peças decorativas, como em porta CDs, abajures, vasos de flores, luminárias, porta velas, entre diversas opções que utilizam a técnica de fundição de vidro em alta temperatura (fusing).
Não se sabe ao certo, mas os primeiros vitrais da história da humanidade
surgiram com o aparecimento do vidro. Justamente porque naquela época não
havia como produzir vidros contínuos, semelhantes aos da construção civil
atual, é que se desenvolveu a técnica de combinar os pedacinhos, dar cor e
firmar com o chumbo.
Inicialmente, os pedaços de vidro eram pintados à mão, mas a partir do século IX, incluíram os pigmentos já na fusão do vidro, criando novas cores e texturas. A igreja passou a usar desse artifício para retratar a história dos santos e algumas passagens da Bíblia. "Era uma forma de controlar a luminosidade e criar uma espiritualidade no local", afirma Moura.
O vitralista teve o seu trabalho reconhecido, juntamente, com o de outros profissionais responsáveis pela construção da Capela Santo Inácio de Loyla (foto abaixo). Inaugurada em 1998, o lugar surpreende pela beleza, através da combinação do vidro com o concreto, em um projeto baseado na arquitetura moderna. "Esta é a única capela com 360º graus de vitrais contínuos", ressalta. Em 1999, o local ficou em 4º lugar na premiação do Instituto de Arquitetura do Brasil, na categoria obra construída.