Repórter:Fernanda Leonel
Edição: Ludmila Gusman
Designer: Lívia Mattos
Era uma vez uma história onde a amiga era irmã e mãe era tia e tia era mãe... Confuso demais? Nada que um enorme coração de mãe, onde sempre cabe mais um, não explique! É verdade, não há nada de Carlos Drummond de Andrade nessa história: muitas amigas "dividem" mães e espaços no coração de cada uma delas.
Rosana de Oliveira (na foto, ao centro) se encaixa muito bem nessa situação. Ela é mãe de Juliana, de 13 anos e de Nathália, de 20. Pelo menos é isso que o cartório registra, porque se depender do sentimento de proteção e carinho que ela tem para distribuir, ela é mãe de muito mais gente. Alegre, descolada, pronta para todo tipo de assunto e situação, foi sem preceber, se tornando a "mãezona" das duas gerações de amigas das filhas.
"Todo mundo gosta da minha mãe, sempre minhas amigas vieram me dizer que ela era o máximo", diz a filha mais nova, Juliana (foto). "Eu acho que ela merece tudo isso, porque ela é realmente muito legal com todo mundo", complementa, contando que todos os amigos que teve sempre fizeram um comentário legal sobre a sua mãe logo que a conheceram.
Nathália, a filha mais velha, lembra de quantas vezes a casa dela foi cenário para trabalhos de escolas e conversas de amigos. Ela conta que todos os amigos gostavam da mãe e que isso fazia da sua casa um alvo fácil para as muitas reuniões da galera. Deve ser verdade! Nada mais fácil que encontrar fotos de um monte de amigos de Nathália (na foto abaixo com o cabelo ondulado) fazendo a "festa" na casa dela.
A mãe, Rosana, pega a palavra para uma possível explicação: diz que teve uma super mãe e que sempre objetivou viver esse tipo de relacionamento também com as suas filhas. Que não é legal com todos só para ter as duas meninas por perto, que tem consciência que se cria os filhos para o mundo, mas que com certeza, acredita que uma boa relação também com as amigas das filhas, faz com que elas estejam por perto e que ela saiba o que acontece na vida de cada uma.
No que diz respeito aos amigas, a super mãe resume: "e tem como não se apaixonar por esses meninos? A gente convive tanto que sempre acaba pegando para criar, pra abraçar pra puxar a orelha deles também". A história é essa mesma, garantem as filhas. No fim das contas sempre tem gente querendo ser filha ou filho de Dona Rosana e ela sempre acha que cabe mais uma no seu super coração de mãe.
E o ciúme da mãe, existe? Ou dá pra dividir o amor fácil? Perguntamos à elas. Juliana diz que o ciúme existe, mas que ele é bom, e que aparece só porque ela também gosta muito da mãe. "Minha mãe faz pipoca, faz lanchinho, senta com a gente. Até aí beleza. Mas de repente ela começa a abraçar minhas amigas, dizer que gosta, beijar. Aí às vezes, dá um ciuminho, complementa a mais nova.
Já Nathália brinca com a questão do ciúme: "Às vezes parece que minha mãe gosta mais da Ivana (Ivana é a melhor amiga da Nathália) que de mim. Dá uma atenção pra ela aqui dentro de casa", fala com cara de quem entende, mas sabe que a mãe é disputada.
A amiga da filha mais velha de Rosana, chama ela de mãe também. Nada mais ilustrativo para mostar o tamanho do coração da mãe Rosana. "Cabe filho, cabe sobrinho, cabe parente, cabe amigos" é o que Rosana afirma muitas vezes ao longo da nossa conversa. No coração dessa mãezona, com certeza sempre cabe mais um...
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