Renata Cristina
*colaboração
20/05/05
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As mulheres brasileiras descobriram mais um método de sedução. Depois do
bumbum empinadinho, a bola da vez é o peito turbinado. Assim como as
americanas, elas querem arrasar com o par de seios sufocantes, daqueles que
saltam das blusas decotadas. A moda é tamanha que com certeza você já
encontrou com uma amiga turbinada.
200 ml? 500? Pode cair muito bem no seu corpinho, mas cuidado! Apesar do implante da prótese de silicone ser uma cirurgia simples, os médicos alertam que somente profissionais devidamente habilitados podem realizar esse procedimento. Ainda assim, fique atenta às condições de higiene, além dos cuidados pré e pós operatórios. (Para encontrar um profissional habilitado, consulte o site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica: www.cirurgiaplastica.org.br).
Cirurgia para implante de silicone
O cirurgião plástico, Marilho Tadeu Dornelas, explica que o
procedimento para o implante de uma prótese, conhecido como mastoplastia
de aumento, pode acontecer de três formas: com
um corte abaixo das axilas (via axilar), através do mamilo (via transaureolar), ou
pela parte inferior da mama (via submamária).
Em geral, a submamária é a mais realizada, pois não deixa a cicatriz exposta e evita o aumento da sensibilidade, como acontece na transaureolar, mas a definição do método depende da experiência de cada cirurgião", justifica.
Segundo Dornellas, qualquer pessoa pode colocar uma prótese, desde que já tenha os ciclos menstruais normais. "As pessoas têm dúvidas quanto à amamentação, no entanto este procedimento não envolve as glândulas mamárias, evitando qualquer problema em relação a lactação", orienta.
"A procura é maior pelas mulheres que possuem hipomastia, seios
poucos desenvolvidos, e, ainda, por aquelas que após a amamentação sofrem de
flacidez mamária", afirma o cirurgião. Este é o caso da esteticista,
Fátima Tavares, que já tinha os seios pequenos e após a gestação de
suas três filhas sentiu o afrouxamento dos seios. "Minha mama ficou
esvaziada e, conseqüentemente, menor do que era antes", recorda.
A cirurgia de Fátima aconteceu muito antes da "febre do silicone". "Agora em 2005, completam-se 10 anos. Assim como é indicado pelos médicos, vou trocá-la ainda este ano. Coloquei 135ml, mas agora quero uma maior", diz.
Cirurgia de reconstrução mamária
Além da estética, as cirurgias plásticas possuem uma função social. O
cirurgião do
Centro Brasileiro de Oncologia, de Muriaé, Wilson Batista,
realiza cirurgias de reconstrução mamária em pacientes com câncer submetidas à mastectomia (retirada da
mama). "Essas mulheres sentem-se mais felizes e dispostas com a reconstrução.
Principalmente, nos casos em que ela passaram algum tempo sem a mama e
voltam a percebê-la com a cirurgia", relata.
Segundo o médico, a reconstrução pode ser feita através da retirada de
tecido da paciente que é implantado na região mamária ou então por meio da
prótese. "Tudo depende do perfil de cada paciente. Tentamos preservar a pele
para conseguir uma mama mais natural, porém nem sempre chegamos a
perfeição", diz. No caso de insucesso na preservação do tecido, o cirurgião
indica o uso de um expansor que poderá estender a área desejada.
As restrições podem ocorrer para pacientes que ainda estão em tratamento. "Nem sempre a reconstrução imediata é possível com próteses, como no caso de pacientes que serão submetidas a radioterapia", explica.
Nem tudo pode dar certo
A estudante, C.Z. (prefere não se identificar), realizou o implante
de silicone aos 20 anos e não teve uma recuperação tão tranquila quanto
prevista. "Me sentia infeliz com os seios pequenos. Foi uma decisão
estética", afirma.
Ela já havia realizado uma lipoaspiração e aproveitou a gordura retirada para aumentar os seios. Em um outro momento, optou pelo implante da prótese e teve problemas na retirada dos pontos. "Tive uma má cicatrização e a com a retirada dos pontos aquela gordura começou a vazar. A solução foi fazer a cirurgia novamente", conta.
As mulheres submetidas ao implante de prótese mamária são orientadas à sete dias de repouso, até a retirada dos pontos. "Após esse período, caso esteja tudo bem, elas podem voltar a fazer suas atividades diárias, como por exemplo, dirigir, trabalhar, ir ao supermercado", explica Dornellas. Durante trinta dias, é indicado evitar movimentos bruscos, carregar pesos e fazer exercícios fisicos.
Os tipos de próteses
Entre as próteses disponíveis, estão as lisas, texturizadas e
de poliuretano, todas compostas de um gel coesivo, sendo que as duas
últimas são as mais utilizadas, devido a maior naturalidade que propiciam.
Dornellas explica que para definir o tamanho da prótese é necessária uma avaliação anatômica, na qual a elasticidade do tecido deve ser analisada. "Há pessoas que querem próteses grandes, mas temos que verificar se ela tem pele suficiente para distender. Além disso, é preciso orientá-las de que nem sempre o tamanho exagerado ficará estético".
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Renata Cristina é estudante do 8º período de Comunicação da UFJF