Mulher


Blefaroplastia
Homens e mulheres procuram a plástica nas pálpebras. Elas com a finalidade estética e eles fazem por questão de saúde...

Rita Couto
*colaboração
16/08/05

O cirurgião plástico, Marilho Tadeu Dornelas, fala sobre as complicações que podem acontecer na blefaroplastia. Clique no ícone ao lado e ouça!

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Quem possui os "olhos caídos", como se estivessem sempre tristes, enpapuçados e com pele em excesso - e já fez a blefaroplastia - sabe muito bem que, além de possibilitar uma melhora no visual, a cirurgia de pálpebras pode ser uma excelente solução para problemas de saúde, além do retardo de envelhecimento.

Ela tem também caráter funcional, pois em muitos casos, a pele das pálpebras superiores fica tão flácida que cai em cima do campo visual e, dependendo do ângulo, a pessoa não consegue enxergar nada, como se ali estivesse uma barreira.

Segundo o cirurgião plástico, Marilho Tadeu Dornelas, o número de homens e mulheres que buscam a cirurgia é equivalente. Mas os objetivos são diferentes! Elas buscam a estética e fazem a plástica nas quatro pálpebras, enquanto os homens querem funcionalidade e operam, geralmente, apenas as pálpebras superiores.

Marilho diz que a pálpebra é um dos tecidos mais frouxos do organismo humano e que, além disso, incha e retém líquidos com muita facilidade, o que acelera o processo de envelhecimento. Com a flacidez da pele, as bolsas de gordura que existem nas pálpebras inferiores e superiores ficam visíveis.

As causas da dermatocalaze ou blefarocalaze (excesso de pele) podem ser o fumo, o sol em excesso, a idade, a tendência familiar e os edemas recorrentes. "Se alguém da família, o pai ou avó, por exemplo, tem as pálpebras caídas, existe a tendência do mesmo acontecer com seus descendentes. Outro fator são os edemas. Pessoas que acordam com os olhos inchados quase todos os dias, como se estivessem de ressaca, também podem ter dermatocalaze", explica o cirurgião.

Como é a cirurgia?
Com uma anestesia local e sedação, é feita a marcação com azul de metileno e o excesso de pele e as bolsas de gordura são retirados através de um corte que segue o contorno natural da pálpebra superior e uma incisão logo abaixo dos cílios na pálpebra inferior. "O sedativo é aplicado para diminuir os estímulos dolorosos das espetadas", diz Marilho.

Corte para retirada de pele
Bolsas de gordura e corte inferior
A imagem acima foi retirada do site www.plasticaglobal.com.br

O cirurgião explica que a ressecção é o momento mais delicado, pois, se a quantidade de pele retirada nas pálpebras superiores for exagerada, no pós-operatório pode faltar pele quando a pessoa fechar os olhos. Pode acontecer também da mucosa dos olhos ficar aparente, porque o paciente é operado deitado, quando fica em pé há a ação da gravidade.

No pós-operatório os olhos geralmente ficam muito roxos e inchados, mas Marilho diz que essa é uma característica comum e que os pacientes em geral não sentem dor.

A cirurgia das quatro pálpebras dura em média uma hora e meia e a recuperação é rápida. Os pontos são retirados no quarto dia após a plástica e no sétimo o paciente pode voltar às atividades normais. Durante seis meses, deve ser feito o acompanhamento cicatricial pelo médico e o uso de cosméticos e hidratantes específicos.

As cicatrizes ficam escondidas sob a prega natural dos olhos e pelos cílios e podem ser disfarçadas com uma maquiagem leve no pós-operatório.

Quando posso fazer?
Dornelas diz que não existe uma idade mínima para esse procedimento. O médico deve avaliar o paciente e indicar ou não a plástica. A faixa etária das pessoas com edemas recorrente é 30 anos e daquelas que apresentam pálpebras frouxas apenas pelo envelhecimento é de 50 anos. A cirurgia pode ser feita mais de uma vez, pois com o passar dos anos e a continuação dos edemas e do envelhecimento, a flacidez pode voltar.

Para previnir a frouxidão das pálpebras, o cirurgião plástico indica o uso de cosméticos para manter as fibras de colágeno e a resistência da pele, além de evitar o sol e usar o filtro solar.

Resultado comprovado
Maria de Lourdes Tavares Vale fez a blefaroplastia há cinco anos e brinca que, antes da cirurgia, parecia um bulldogue por causa dos olhos caídos. "Não adiantava nem tentar me maquiar. Eu passava sombra e não aparecia nada, usar delineador era impossível", lembra. Satisfeita com o resultado, Lourdes aconselha o procedimento e diz que não é preciso ter medo, pois a anestesia é local e o paciente também é sedado.

Há um ano Maria Cleuza Gonçalves Magalhães fez a plástica e diz que se arrepende de não ter feito antes. "Vale a pena fazer a cirurgia. É rápida, não doi e a aparência melhora muito. Fiquei com o rosto mais jovem", diz Cleuza.

Veja o resultado em alguns pacientes nas fotos abaixo
clique nas imagens para vê-las ampliadas

Antes
Depois

Antes
Depois

Antes
Depois

As fotos divulgadas nesta matéria foram cedidas pelo cirurgião plástico Marilho Tadeu Dornelas. Não está autorizada a veiculação destas imagens em outro local sem autorização prévia

*Rita Couto é estudante do quarto período de Comunicação da UFJF

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