Não tem jeito o tempo passa e a pele sente mesmo. Marcas de expressão e rugas são sempre combatidas com cremes e os mais diversos tratamentos para o rosto. Mas o que a maioria das mulheres esquece é que o pescoço é a parte do corpo que mais entrega os anos de experiência.
A contadora e professora Vânia Campos Mazetti sabe bem disso.
Olhando fotos de família percebeu o quanto estava envelhecida ao reparar as marcas
em seu pescoço. "A idade chega e a gente tem que cuidar mesmo"
, diz.
A médica especialista em medicina estética Adriana Ritti explica que com o avançar da idade e a ação da gravidade, a espessura da derme dessa diminui provocando rugas, manchas, flacidez, acúmulo de gordura embaixo do queixo e ressecamento já que o pescoço apresenta poucas glândulas sebáceas.
A sorte é que a medicina evoluiu bastante e hoje já existem muitos tratamentos
à disposição para que as mulheres possam manter rosto, pescoço, colo e mãos
sempre bonitos, saudáveis e - o melhor- jovens. "Antigamente não tinha muito
tratamento, mas agora são muitas opções e o resultado é ótimo"
, comemora
Vânia.
Além do tratamento domiciliar com cremes hidratantes e tensores à base de demae, vitaminas A, E e C, uréia, nicotinamida e muitas outras substâncias que estimulam a produção de colágeno, algumas técnicas surgem como uma salvação para as indesejáveis rugas e marcas de expressão no pescoço.
O ácido hialurônico é a bola da vez nesse quesito. Trata-se de uma substância
que já está presente em nosso organismo, mas que com o passar do tempo sofre
uma queda considerável na produção.
Essa substância é responsável por conferir a beleza, o viço e o turgor da pele
humana. "É um esqueleto que serve para segurar as fibras elásticas e colágenas,
dando sustentação à pele"
, explica a médica.
Adriana comenta que 56% do ácido hialurônico do nosso corpo concentra-se na pele. O restante está nos tendões, ligamentos e músculos. Por isso, a queda na produção se faz sentir nitidamente na pele, em especial no pescoço.
Para aplicar a substância é utilizada uma seringa muito fina, não provoca
alergias e a única contra-indicação é a gravidez. "O ácido hialurônico natural
absorve a água do organismo. Ao aplicá-lo, a água é carreada para aquele local,
a pele recebe uma hidratação profunda, recupera o viço, o turgor, a elasticidade
e a maciez. Além disso, reduz as linhas finas e pequenas rugas"
, ensina.
Em uma semana já se pode perceber a diferença e o efeito dura, em média, um
ano. No entanto, Adriana recomenda duas a três aplicações no ano, com intervalo
mínimo de 30 dias entre elas. "Isso garante um resultado melhor"
, diz.
Todas as mulheres, a partir de 25 anos, podem fazer o tratamento, desde que já
apareça algum sinal de pele desvitalizada ou ressecada.
Vânia está prestes a se submeter à primeira aplicação do ácido hialurônico e
está muito otimista. "A gente precisa manter o corpo para melhorar a auto-estima,
é uma questão de cuidado com a gente mesmo. As rugas no pescoço incomodam muito.
É uma região que a gente não presta muito atenção, mas quando se dá conta do
estrago tem que dar um jeito"
, declara.
Segundo Adriana, situações como a de Vânia são muito comuns no dia-a-dia do consultório.
"A queixa é muito grande. As pessoas têm que entender que é importante tratar
da face, mas sem esquecer do pescoço, do colo, das mãos e do lóbulo da orelha"
,
ressalta.
Outro aspecto para o qual a médica chama a atenção é para a necessidade de proteção que envolve usar protetor solar todos os dias, evitar exposição excessiva ao sol e manter uma alimentação saudável.
Peeling de cristal: esfolia e faz um atrito na pele, aumentando a absorção dos produtos que serão aplicados.
Carboxiterapia:injeção de gás carbônico medicinal na pele, estimulando a formação de colágeno.
Intradermoterapia facial: tratamento injetável com agulhas muito finas de aplicação de medicamentos tensores.
Toxina botulínica: relaxa a musculatura do pescoço (músculo plastina) e o resultado é percebido 72 h depois. Dura de seis a sete meses e é a mais eficaz, segundo a médica especialista em medicina estética Adriana Ritti.
*Marinella Souza é estudante de Comunicação na UFJF