Reprodução humana assistida é
alternativa para casos de infertilidade
Deborah Moratori
19/03/03
O primeiro bebê de proveta, nascido na Inglaterra em 1978, abriu as portas para que casais com possibilidades nulas de engravidar pudessem ter a chance de ter seus próprios filhos. De lá para cá, os procedimentos foram aperfeiçoados, outras técnicas surgiram, tornando os processos de concepção assistida cada vez mais eficientes.
Em Juiz de Fora, no Hospital Monte Sinai está a única clínica de reprodução assistida da região. A equipe médica composta pelos ginecologistas Fernanda Polisseni Souza, João Pedro Junqueira, Josélio Vitoi Rosa, Leonardo Meyer de Moraes, Ricardo Mello Marinho e Romualdo Lima e pelo urologista Newton Ferreira de Oliveira é responsável pela Clínica Pró-Criar que funciona no hospital.
O ginecologista da equipe médica da clínica, Josélio Vitoi Rosa, ressalta
que a procura pelas técnicas de reprodução assistida está sendo muito boa,
"até acima do esperado", diz. "Além de Juiz de Fora e região, casais do Rio
de Janeiro, por exemplo, estão procurando a clínica. Já aconteceram mais de
mil consultas".
O laboratório de reprodução humana localizado nas dependências do hospital foi criado dentro das mais rígidas normas de funcionamento possui aparelhos sofisticados aptos a realizar técnicas avançadas de fertilização. Responsável por 50 fertilizações e pelo nascimento de sete crianças - com mais 20 para nascer ainda este ano - nos meses de fevereiro e março, a equipe médica da Clínica Pró-Criar assistiu, respectivamente, ao nascimento dos primeiros gêmeos e trigêmeos da região*.
Quatro procedimentos de concepção assistida são realizadas na Clínica Pró-Criar, esclarece o médico. "Cada um é indicado para um tipo de caso", explica.
![]() |
![]() |
concepção assistida. |
|
|
|
|
|
|
Também conhecida como "inseminação artificial" é indicada para casos em que o
coito programado
não deu certo ou para casais com alteração de colo uterino ou distúrbio
moderado de sêmen, por exemplo", aconselha o ginecologista. Em procedimentos
com este, a fertilização acontece (in vivo), isto é, dentro das trompas. É
realizada uma coleta de sêmen com posterior capacitação dos espermatozóides.
O material preparado no laboratório contendo os "melhores" espermatozóides é
introduzido dentro do útero da mulher, durante seu período mais fértil, com
a utilização de um catéter especial.
|
|
|
Esta técnica reproduz em laboratório as condições necessárias para que
ocorra a fecundação, por isso, "Bebê de Proveta". A ovulação é estimulada com hormônios para obtenção dos
óvulos que são aspirados dos folículos ovarianos através da vagina com uma
agulha guiada por ultra-som. Os espermatozóides e os óvulos são colocados em
um meio de cultura específico onde irá acontecer a fertilização e o
desenvolvimento embrionário inicial. A duração da etapa realizada (in vitro)
dura de 2 a 6 dias. Após esse período, o embrião ou os embriões formados,
são transferidos para a cavidade uterina através de um catéter especial
durante um exame ginecológico. A FIV, de acordo com o médico, é indicada em
casos de alterações das trompas, endometriose, alterações masculinas graves
e, até mesmo, infertilidade sem causa aparente.
|
|
|
"Através da ICSI, o espermatozóide é introduzido diretamente dentro do óvulo
através de uma agulha sete vezes mais fina que um fio de cabelo", explica
Josélio Vitoi Rosa. Até 1994, casais com infertilidade masculina severa eram
excluídos dos programas de fertilização in vitro convencional por não
conseguirem bons resultados. Este procedimento possibilita a gravidez para
os casos de homens com alterações graves do sêmen ou submetidos à
vasectomia que já tentaram ou não desejam a reversão cirúrgica. "A ICSI
também está indicada quando tentativas anteriores de fertilização in vitro
não deram certo".
|
Preparando o enxoval
|
O risco de o embrião não vingar existe. A possibilidade de êxito através das
técnicas de reprodução assistida por ICSI ou fertilização in vitro, segundo
o ginecologista, gira em torno de 35%. Dentro dessa porcentagem, 25% são as
chances de nascerem gêmeos; 4% trigêmeos e 1% quadrigêmeos, calcula o
médico. "Os principais fatores que aumentam ou diminuem as chances de uma gravidez são a idade da mulher e a qualidade do óvulo obtido". Josélio Vitoi Rosa explica que após os 35 anos as chances de o embrião vingar são menores. "Entre 10 e 15% dos casais apresentam alguma dificuldade para engravidar por fertilização natural. O ideal é que casais que não apresentam nenhum problema procurem orientação médica após um ano de tentativas frustradas. Em outros casos, quando um dos parceiros apresenta alguma disfunção que prejudica a fertilização fisiológica, seis meses são suficientes, porque quanto mais nova a mulher, maiores as chances de êxito", aconselha.
|
Informações na Clínica Pró-Criar pelo telefone 3215-7555.
- 24/04/2003 » Liberdade de escolha e muitas cores - Tendências da moda para a estação outono/inverno 2003
- 08/04/2003 » Vitiligo - novas esperanças
- 25/03/2003 » Bota fora de verão - Dicas para não errar ao comprar em liqüidações
- 24/03/2003 » Sobrancelha: a moldura dos olhos - Conheça as técnicas que vão deixar a sua perfeita
- 13/03/2003 » Novos avanços no tratamento da Psoríase
- 26/02/2003 » Piercings - Saiba tudo sobre essa técnica de perfuração corporal
- 25/02/2003 » Abra suas asas, solte suas feras... - Caia na gandaia com as fantasias de carnaval
- Leia mais matérias em arquivo...



Também conhecida como "inseminação artificial" é indicada para casos em que o
coito programado
não deu certo ou para casais com alteração de colo uterino ou distúrbio
moderado de sêmen, por exemplo", aconselha o ginecologista. Em procedimentos
com este, a fertilização acontece (in vivo), isto é, dentro das trompas. É
realizada uma coleta de sêmen com posterior capacitação dos espermatozóides.
O material preparado no laboratório contendo os "melhores" espermatozóides é
introduzido dentro do útero da mulher, durante seu período mais fértil, com
a utilização de um catéter especial.
Esta técnica reproduz em laboratório as condições necessárias para que
ocorra a fecundação, por isso, "Bebê de Proveta". A ovulação é estimulada com hormônios para obtenção dos
óvulos que são aspirados dos folículos ovarianos através da vagina com uma
agulha guiada por ultra-som. Os espermatozóides e os óvulos são colocados em
um meio de cultura específico onde irá acontecer a fertilização e o
desenvolvimento embrionário inicial. A duração da etapa realizada (in vitro)
dura de 2 a 6 dias. Após esse período, o embrião ou os embriões formados,
são transferidos para a cavidade uterina através de um catéter especial
durante um exame ginecológico. A FIV, de acordo com o médico, é indicada em
casos de alterações das trompas, endometriose, alterações masculinas graves
e, até mesmo, infertilidade sem causa aparente.
"Através da ICSI, o espermatozóide é introduzido diretamente dentro do óvulo
através de uma agulha sete vezes mais fina que um fio de cabelo", explica
Josélio Vitoi Rosa. Até 1994, casais com infertilidade masculina severa eram
excluídos dos programas de fertilização in vitro convencional por não
conseguirem bons resultados. Este procedimento possibilita a gravidez para
os casos de homens com alterações graves do sêmen ou submetidos à
vasectomia que já tentaram ou não desejam a reversão cirúrgica. "A ICSI
também está indicada quando tentativas anteriores de fertilização in vitro
não deram certo".