
Colaboração:
*Renata Silva
11/06/04
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Quem nunca se interessou por um primo, que atire a primeira pedra! Esse poderia ser mais um ditado popular adaptado, já que a convivência familiar pode se transformar em uma grande paixão. A verdade é que nossos queridos primos representam o primeiro convívio "extra-casa" e, portanto, é natural que o interesse aconteça.
O assunto já rendeu discussões em distintos ramos da ciência e faz parte da trama de lindos contos de amor. Na ciência, Darwin e seus seguidores se preocupavam com a perpetuação da espécie e com os problemas gerados pela concepção consaguínea. Na psicanálise, Freud teoriza o complexo de Édipo. No cinema, o filme brasileiro, Brasa Adormecida, conta história de um divertido triângulo amoroso entre primos no início dos anos 60.
O grande tabu que envolve esse tipo de relacionamento está na herança
genética. A médica obstetra, Simone Lopes (foto ao lado), explica que se a família
possui alguma doença hereditária, o filho poderá carregar o gene e
conseqüentemente, manifestar a doença. Segundo ela, gestações entre
consaguíneos têm incidência maior de anomalias, numa margem de 32% entre
pais e filhos e de 18% entre primos.
No entanto, os parentes não precisam desanimar quando o assunto são os filhos. "Tudo isso pode ser amenizado através de uma gravidez programada", diz a médica. O exame de transluscência nucal, pode ser realizado com 12 semanas de gestação, identificando os primeiros problemas de má-formação.
A equipe do portal ACESSA.com foi buscar histórias de amor entre primos. Três gerações contam suas experiências e garantem que vale a pena superar os obstáculos e lutar pelo amor! Confira a história dos primos de 1º grau, Esmeralda e Damázio - 28 anos de casados - Shirley e Munir, 51 anos de casados e Juliana e Danny, primos de 3º grau.
*Renata Silva é estudante do 6º período
de Jornalismo da Universidade Federal de Juiz de Fora