As alianças de casamento possuem mais tradição do que se possa imaginar. Os antigos egípcios foram os pioneiros de um dos maiores símbolos do compromisso atual.
Reza a lenda que o acessório circular - e portanto sem ponta, sem fim - foi a maneira encontrada pelos apaixonados egípcios para simbolizar o amor infinito e que deveria ser carregado para a vida toda.
Já o uso no dedo anelar, foi uma tradição que ganhou força com os antigos gregos, que acreditavam que uma veia ligava esse dedo diretamente ao coração.
Mais tarde veio a conotação religiosa e à ligação obrigatória com o casamento na igreja. Na época do Papa Nicolas I, o anel passou a significar um acordo de união e também um acordo legal.
O fato é que, com o passar de todos esse anos, essa jóia de compromisso foi se transformando e adquirindo conotações mais modernas a cada nova geração.
A única coisa que parece não mudar é a ansiedade que o casal tem ao escolher a jóia que por muitas vezes vai ser a mesma por toda a vida. Como destacou Evânia Peroni (no vídeo acima), gerente de uma joalheria da cidade, independente de classe social, idade, primeiro, segundo ou terceiro casamento, a ansiedade e o investimento é sempre muito grande.
É claro que tem muita gente que continua a comprar alianças
básicas. Esse público, aliás, ainda é o maior dentro das percentagens
de vendas das joalherias de Juiz de Fora.
Mas o movimento "moderno" dentro das tradições do casamento também ganha força. As mudanças de comportamento na hora de escolher a aliança existem, e segundo Evânia, podem ser notadas mesmo durante os oito anos de experiência que ela têm no ramo.
Aquela aliança fina e básica, por exemplo, já não é mais usada praticamente em ocasião nenhuma, mesmo que a pessoa esteja procurando por algo que se aproxime do tradicional.
Segundo Evânia, a procura por alianças lisas, porém
mais grossas é o maior movimento de mudança no comportamento
de compra dos últimos anos. "É uma suposição, mas acho que
as pessoas querem que a aliança apareça mesmo, querem demonstrar
esse compromisso"
, opina a gerente.
E se têm gente para comprar, os modelos diferentes vão aumentando. Nas vitrines das joalherias, o que não falta são opções ao gosto e à criatividade do freguês.
Quem quiser investir em pedras preciosas, por exemplo, pode escolher uma aliança com a sua pedra preferida. Há modelos disponíveis com mais ou menos adornos - dependendo apenas do quanto o cliente quer pagar a mais.
As alianças que misturam tipos de ouro ou outros metais também estão em alta. Antes utilizados mais em comemorações matrimoniais como as bodas de prata, por exemplo, o anel mesclado está liberado para o "dia do sim".
Há também modelos que possuem texturas ou granulações diferenciadas. Esses modelos produzem alianças com efeitos especiais que, muitas vezes, podem se confundir até mesmo com pedras.
Os modelos quadrados também estão em alta e são muito aceitos pelo público masculino, quando o assunto é sair do tradicional. Eles, que segundo Evânia, costumam reclamar de pedras e outros detalhes, por acharem que o modelo não é muito masculino, aprovam esse novo formato, segundo a gerente.
"Mas não há nada que as mulheres não consigam. Elas chegam aqui e
no fim das contas já estão decidindo tudo. Os homens, salvo
exceções, claro, acabam fazendo papel de figurante"
, brinca
Evânia.
Dedos diferentes também pedem alianças diferentes. Anote as dicas de profissionais especializados para ficar de olho na hora da compra. Comece a "provação" da vida a dois, encontrando o meio termo entre o que fica bom para você e para ele.