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Juiz de Fora, 07/01/2009 | Assinantes | Assine | Boletim | Contato | Facilitador | Anuncie  


Há quem diga que o namoro é a melhor parte de um relacionamento e que, depois do casamento, tudo muda. Será que isso é mesmo verdade? Por que não continuar namorando, mesmo depois de casado?

A rotina diária e a convivência muito próxima podem fazer com que o casal não tenha mais interesse em namorar. A mulher, muitas vezes, não se preocupa em se arrumar, ficar bonita para o marido e ele também não abre mão de ver um jogo de futebol para ficar com ela, como fazia quando eram namorados. Assim, as lembranças de antes do casamento parecem distantes e as experiências vividas, impossíveis de se renovarem.

Mas, muitos casais se esquecem de que casamento é o namoro que deu certo e que, por isso, deve continuar. A ACESSA.com encontrou casais assim que valorizam o Dia dos Namorados e que, mesmo após o casamento, trocam presentes e juras de amor....


Fernanda e Henrique Braga estão casados há 20 anos, mas a comemoração no dia dos namorados não ficou restrita apenas aos três anos de namoro que precederam o casamento.

"Antes de casar, nós não fazíamos nada de muito especial no dia dos namorados. Lembro que a gente saía, mas era do mesmo jeito que saíamos nos fins de semana. Éramos estudantes e não tínhamos dinheiro para fazer nada muito diferente", lembra Henrique.

"O primeiro presente que ganhei do Henrique no dia dos namorados foi uma Bíblia. Fiquei meio decepcionada. Não que ganhar uma Bíblia seja ruim, mas eu esperava um presente como as outras meninas na época ganhavam. Eu dei para ele um vinil do Lô Borges e achava que iria ganhar alguma coisa do mesmo tipo", relata Fernanda.

O casal se preocupa em fazer algo diferente não só no dia 12 de junho, mas sempre que possível. "Não é só no dia dos namorados que fazemos algo especial. Nós preocupamos em sempre nos divertir juntos, em manter o clima de namoro. Estamos conseguindo isso há 20 anos e esperamos continuar", conta Fernanda.

"Geralmente uma vez por semana saímos sozinhos, sem os nossos filhos, para ir ao cinema, para jantar, enfim, para namorar. Se não dá para sair, ficamos vendo filme em casa mesmo, tomando vinho ou até navegando na internet, pesquisando coisas que nos interessam", continua.

"No dia 12 de junho sempre trocamos presentes. Não importa o que seja, pois o que conta é o valor sentimental e não o financeiro. Ano passado, por exemplo, eu estava querendo um determinado carro e o Henrique me deu, não o automóvel propriamente dito, mas um cartão com o desenho dele no dia dos namorados. Vi nisso toda a intenção que ele tem de sempre me agradar, mesmo que seja com uma brincadeira", completa a esposa.


Maria Filomena e Luiz Antônio Francischetti também continuam namorando no casamento. Juntos há quase 24 anos, o casal se dedica a comemorar o dia dos namorados e a não deixar que a data passe sem nada de especial.

"O dia dos namorados é muito especial para mim, porque além de tudo, 12 de junho é o dia do aniversário do meu marido. Desde quando começamos a namorar, eu compro dois presentes para ele. E não é porque estamos casados há quase 24 anos que vou deixar de fazer isso", conta Filomena.

"Além de me dar dois presentes, a Filó sempre faz um jantar especial que é uma delícia e eu adoro. Minha esposa gosta muito de flores e, por isso, sempre compro algumas para ela no dia dos namorados. Dou também um outro presente, que pode ser um perfume ou uma blusa, por exemplo. O importante é a data não passar em branco, sem nada de especial", finaliza Luiz.

Edição: Ludmila Gusman - colaboração: Rita Couto - Designer: Lívia Mattos


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