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Juiz de Fora, 07/01/2009 | Assinantes | Assine | Boletim | Contato | Facilitador | Anuncie  



Tão longe, tão perto. Alguns dizem que namoro à distância não vai pra frente. Será? Nada é impossível quando sentimentos, como paixão e amor, estão envolvidos. Nestas histórias que você vai ler abaixo, além da persistência e da certeza de que um é "a cara-metade" do outro, o amor falou mais forte em todas as ocasiões. Leia exemplo de casais que passaram ou ainda passam por esta situação. Na verdade, a saudade torna-se o maior elo.





A história de Isabel Cristina do Nascimento e Henrique Mariano Coimbra Ferreira (foto abaixo) comprova que uma relação à distância pode dar certo sim. E até em casamento. Tanto é verdade, que eles estão casados há quase seis meses (desde 04 de dezembro de 2004).

Os dois se conheceram em 1998, em São Paulo (cidade onde moravam), por intermédio de um ex-namorado de Isabel. "Ele era amigo do meu ex-namorado. Sendo assim, eu também fiz amizade, mas nunca imaginei namorá-lo. Era amizade mesmo!", diz categórica.

Isabel terminou o namoro e continuou amiga de Henrique. "Enquanto isso, namorei com outras pessoas, e ele também, mas...". Ah! Sempre tem um porém! Em outubro de 2002, os dois ficaram solteiros (sem namorados). "Percebi que ele começou a me elogiar demais, começou a me visitar mais vezes, só que eu nem levei a sério, pois ele sempre foi muito carinhoso com os amigos e, além de tudo, eu tive medo de ficar com ele e estragar a amizade".

Não teve jeito. A química estava no ar (e continua até hoje). Arriscaram um namoro. Em junho de 2003 o pai de Isabel foi trabalhar em Sergipe. A mãe foi acompanhá-lo, mas Isabel decidiu ficar em São Paulo. "Eu estava há mais de um ano trabalhando e namorando. Iria largar tudo para ficar longe dele e ainda desempregada? Preferi ficar em São Paulo mesmo".

Isabel resolveu alugar uma casa perto da residência de Henrique. Imaginem. Foi uma maravilha, porque se viam todos os dias. Além do mais, ele estaria por perto caso acontecesse algum problema...

Até aqui, tudo bem! Novamente um "mas" surgiu no destino do casal. Henrique, nessa época, fez vários concursos. Ele já havia desistido de ser chamado. "Em menos de um mês morando sozinha, a convocação do concurso saiu, falando que ele tinha de se apresentar em uma semana para já começar a trabalhar, em Juiz de Fora. Fiquei desesperada, pois ele era minha única companhia", conta Isabel.

No período de quase um ano, Isabel ficou distante de seu amado, recebendo o consolo e a ajuda de sua tia e do pai e irmã de Henrique. E foi nessa época que o assunto "casamento" tomou grandes proporções. "Meu sogro, que considero como um pai, e minha cunhada, me ajudaram muito nos preparativos, porque eu quase não tinha tempo". Ao se casarem, em São Paulo, vieram para Juiz de Fora. "Eu larguei meu emprego para poder vir morar com ele, não tinha nada em vista em relação a serviço". E não é que ela já está trabalhando?

Para completar, Isabel deixa sua declaração de amor para Henrique.

O tempo que eu fiquei longe dele só serviu para aumentar o amor que eu sinto por ele. A decisão de ficar em São Paulo, deixar a família e o emprego, foi difícil, mas a certeza do nosso amor fez com que todos os obstáculos fossem ultrapassados. Casar com ele tem sido a melhor coisa que eu fiz na minha vida.






A segunda história ainda não chegou em casamento, mas é uma relação muito madura, como eles mesmos dizem, em que a confiança é essencial. Irene Olinda Pinheiro Bellotti e José Thiago Ferreira namoram há dois anos. Thiago é mais detalhista. "Há dois anos e alguns dias". Só que esse namoro já começou com 272 km de distância. Ela morando em Juiz de Fora e ele em Belo Horizonte.

Irene diz que o início a distância era normal. "Até o dia que caí na real e vi que estávamos namorando. Desse dia em diante, ficou um pouco complicado" e Thiago completa dizendo que "sempre existe um jeitinho de matar a saudade um do outro". A maneira encontrada foi usar, ao máximo, o que a tecnologia pode oferecer. "Driblávamos a saudade com os telefones, cartas e um turbilhão de e-mails. Quando começou, não saíamos da internet. Assuntos de trabalho e, claro, namoro. As surpresas faziam parte. Eu aparecia sem avisar (que perigo, hein?). Mas deu certo", diz Irene.

A freqüência em que se falam? Todos os dias! Ela dá os detalhes. "Todos os dias pela manhã, o Thiago me envia uma mensagem pelo celular. Não passa de 10h30. Se passar, com certeza vou receber um e-mail ou uma ligação na hora do almoço. De vez em quando, ligo no final da tarde. À noite é certo: chego da faculdade e bino. Em seguida ele aparece. Às vezes, usamos o bate-papo, mas ele não gosta. Mensagens pelo celular são freqüentes. Não perdemos, também, o costume de enviar carta."

O positivo e o negativo ficam por conta da saudade. "Acima de qualquer coisa, a nossa confiança é o melhor exemplo da maturidade do nosso namoro", afirma Irene. Thiago diz que o único fator positivo na distância é viajar. "O mais difícil é realmente a saudade e a falta da pessoa amada ao seu lado 24 horas por dia". Os dois demonstram que estão em sintonia. Muito mais que namorados, consideram-se grandes amigos.

Declaração de Irene

O difícil é agüentar a saudade, o bom é ter saudade. Mais que isso. Acima de qualquer coisa, a nossa confiança é o melhor exemplo da maturidade do nosso namoro. Temos em comum, entre mil coisas, o gosto por viajar... Nessas horas, a gente vive um para o outro. Ah, uma outra coisa. Às vezes, somos mais amigos que namorados. Isso é ótimo. Conto tudo pra ele. Tudo mesmo. Esse é mais um dos ingredientes que faz do nosso namoro um "case" de sucesso. Amo muito o Thiago!

Declaração de Thiago

Sempre nos comunicamos onde vamos, onde estamos e com quem estamos. Namorar a distância não é nem um pouco fácil, mas o que vale é a confiança mútua. Não somos apenas namorados. Somos grandes amigos, cúmplices, companheiros, apaixonados. Estamos sempre juntos nos momentos alegres e, principalmente, nos momentos mais difíceis, sempre um dando força pro outro.




Para Maria do Carmo Lanzieri encontrar Roberto Finatto levou algum tempo. Na verdade, ela nem sabia que, algum dia, iria encontrá-lo. Separada desde 1995, com dois filhos, conheceu a sua grande diversão: a internet. Em 2003, ela resolveu sair de Juiz de Fora rumo à Miami, porque conheceu um amigo na rede mundial.

Mas o amigo ainda não era Roberto. Ela foi com a cara e com a coragem morar na casa de uma pessoa que ela só conhecia pela internet. "Eu precisava ir, trabalhar e ganhar dinheiro pra enviar aos meus dois meninos. Eu precisava pagar os estudos deles". Por um mês, ela só ficou amiga, mas acabou namorando Ângelo.

A vida estava indo bem, ela trabalhando em quatro empregos, morando em uma bela casa com Ângelo, em uma outra cidade, até que ele fez a proposta de legalizarem a situação dos dois. Ela nem pestanejou. Foi para o lado oposto da ilha, fugindo dele, em Nantuchitt. "Eu não queria isso não, mas ele veio atrás de mim".

Mas a vida é cheia de surpresas. Procurou por um emprego, na nova cidade, e conseguiu. Adivinha quem era o patrão? Um brasileiro chamado Roberto. Não demorou muito para Roberto chamá-la para sair. "Fomos almoçar e foi uma loucura. Rolou uma química logo de cara", conta, eufórica. "No primeiro mês de namoro, parecíamos adolescentes".

Maria do Carmo contou essa história aqui de Juiz de Fora. Ela teve que voltar para o Brasil em abril de 2005. Mas quem disse que os dois deixam de se falar? Conversam muito por telefone. Ela diz que, mesmo distante, ainda gosta muito dele, mas que "ninguém é de ninguém. Só com o tempo você percebe isso", finaliza.

Edição: Ludmila Gusman - Reportagem: Sílvia Zoche - Designer: Lívia Mattos


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