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Juiz de Fora, 07/01/2009


Quando estar longe não é empecilho para o amor

Repórter: Fernanda Leonel
Edição: Ludmila Gusman
Designer: Lívia Mattos
junho/2006

Namorar alguém que mora longe põe à prova, muitas vezes, a sobrevivência de um relacionamento. Fidelidade, insegurança e saudade, (muita saudade!) são algumas das angústias de quem vive distante do seu amor.

Mas para quem se gosta de verdade, nada é impossível. Nada mesmo! Maior que a dificuldade de não estar perto de quem você ama, em todos os momentos, deve estar a certeza de que aquela pessoa representa alguém importante em sua vida. Com isso em mente, não há quilometragem que balance o sentimento.

A história de Bruna Oliveira e Fabrício Ramos (foto abaixo) exemplifica muito bem esse fato. No relacionamento dos dois, a distância já esteve representada pelos dois extremos. Bruna e Fabrício já moraram há cem metros um do outro e agora moram há 280 quilômetros.

Fabrício conheceu Bruna quando os dois ainda eram estudantes: ela fazia Direito e ele, mestrado em Biologia. E na história dos dois, qualquer coincidência da metáfora mais usada quando o assunto é amor é pouca: a paixão, nesse caso bateu realmente na porta.

Fabrício era vizinho de Bruna. Mas vizinho de porta colada mesmo. Para justificar que os dois precisavam dar apenas um passo pra se ver, contamos ainda que o quarto da Bruna, cantinho que ela mais gostava de ficar na casa, tinha saída para o corredor que a deixava "colada" na casa do vizinho.

E colados assim eles ficaram por quase quatro anos, em uma "verdadeira vida de casal", como mesmo brinca Bruna.

Acostumaram a se ver sempre, a jantar, almoçar e tomar café juntos. Até que um dia, cada um teve que pegar a estrada pra correr atrás da tão sonhada "independência financeira".

Cada um foi pra um lado. Apesar de se amarem muito, e pensarem em uma vida em comum juntos, "os planos profissionais dos dois precisam estar bem resolvidos". Fabrício foi para a cidade de Ubá, dar aulas em uma faculdade. Bruna para Belo Horizonte, fazer preparatório para o exame da OAB.

Agora eles só se vêem quando podem, mas deixam claro que fazem e vão continuar fazendo muita força para que isso aconteça. Em um mês, eles tentam compartilhar a vida por pelo menos oito dias.

No dia dos namorados, não vai ser diferente. Eles não revelaram os planos, mas confirmam que longe não ficam de jeito nenhum. "É uma data especial, e, mesmo que simbólica, deve ser comemorada sempre", afirma a recém formada em Direito. Para matar a curiosidade de quem ficou sabendo um pouco da história do casal, Bruna diz que na noite do dia 12 não vai faltar nem vinho, nem fondue.

Juntos também vão ficar o casal Rodrigo Costa e Michelli Parma (foto ao lado), que ganharam uma mãozinha da sorte para comemorar a data como queriam.

Sorte porque Rodrigo é funcionário de uma empresa de petróleo e trabalha em regime de embarque nas plataformas em alto mar. Não é ele quem decide quando vai poder pisar em terra.

A resposta positiva veio há poucos dias, e segundo Michelli, com um gostinho a mais: "A expectativa foi tão grande, imaginei tanto que não podia dar certo, que quando tive a notícia que ele ia poder ficar comigo foi melhor ainda", comenta.

Os dois classificam a distância como um "fator complicador" de um relacionamento, mas que deve ser sempre analisado como uma situação do presente. Como destaca Michelli, é preciso viver cada dia que se está perto bem. E é dessa forma que ela pretende comemorar a data dos apaixonados com Rodrigo.

 

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