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Artigo Fim de ano: fuja das promessas, crie metas claras |
Fim de ano. Tempo de festas, comemorações, confraternizações. Mas, também é
tempo de reflexão. Quando chega Natal e Ano Novo ficamos mais emotivos e
reflexivos. É muito comum pararmos para avaliar como foi o ano que se finda.
Gastamos algum tempo lembrando de quantas promessas não cumpridas, quantos
desejos não realizados. Recordamos tantas coisas que queríamos ter feito e
não fizemos. É claro que temos muitas coisas boas também para lembrar –
assim espero. Porém, na maioria das vezes, nos sentimos frustrados por não
termos “feito mais” ou ter deixado para lá alguns itens. Neste momento, com
aquele espírito festeiro e motivador, nos damos a novas promessas.
Emagrecer, estudar, ser melhor nisto ou naquilo, comprar ou conquistar algo
e etc. Mas, e depois que passam as festas? Tudo vai se perdendo de novo e só
nos lembraremos das promessas feitas quando outra vez chega o fim de ano.
Porque isto ocorre com tanta freqüência conosco? Para quem acompanhou nossos artigos em 2002, viu a importância de saber aonde se quer chegar. Ou seja, ter metas e objetivos a serem alcançados. Falamos disto em pelo menos três ocasiões: tudo depende de você (sobre automotivação); o maior risco é ficar parado (sobre comprometimento) e planejando seu desenvolvimento e construindo seu sucesso (como trabalhar com o conceito de competências essenciais). Mas não há melhor momento para este assunto do que o raiar de um novo ano. Para não ficar repetitivo, vamos abordar um novo foco do tema: porque não alcançamos nossas metas.
Independente de você ter elaborado ou não seu planejamento profissional a partir de nossas dicas nesses meses, você já deve ter o seu. Não?! Então leia os artigos anteriores e veja o risco que está correndo. Se você já tem o seu, ótimo. Acredito que, formal ou informalmente, este não seja o seu primeiro roteiro de metas e objetivos a serem cumpridos em um ano vindouro. Como foi das vezes anteriores? Você conseguiu realizar, se não tudo, boa parte desses objetivos? O que tenho comprovado por experiência em treinamentos e palestras é que a maioria absoluta das pessoas perdem seu foco, esquecem suas metas e objetivos, ou, o que é mais comum, desistem deles por perderem o sentido ou acharem muito difícil.
Tem uma analogia que ouvi certa vez de que objetivos são como um mapa no
porta-luvas do carro. Enquanto você sabe onde está, ele fica lá guardadinho.
Quando você se perde, é só consultá-lo para reencontrar o rumo certo. São
nossos objetivos e metas que darão o foco e a direção que deveremos tomar na
vida. Desta analogia vem uma grande dica para trabalharmos com estes
conceitos. Escreva, substancialize suas metas para, quando precisar, poder
consultá-las.
Contudo, antes de escrevê-las, é preciso defini-las. Como fazer? Talvez você possa começar com a pergunta mais simples e importante de todas: qual é seu maior propósito na vida? Ou ainda complementando: do que você está se aproximando ou se afastando? Uma outra variante seria respondendo: você tem um sonho? Como você está em relação a ele a cada dia? Mais longe, mais perto? O que realmente vale a pena para você? Anote as respostas, reflita sobre elas.
John Robson (Técnica de Vendas, set/99) descreve sete passos para a criação de metas. São: saiba qual é o propósito da sua vida; estabeleça objetivos que valham a pena; anote, escreva, substancialize-os; administre seu tempo; estimule sua criatividade; desenvolva sua intuição e meça seu crescimento. Feitas as etapas anteriores, ainda assim, muitas pessoas perdem no dia-a-dia a motivação de perseguirem seus ideais. Por quê? Volto a citar John Robson. Segundo ele os principais motivos que levam as pessoas ao não cumprimento de suas metas são:
Quero me ater a um ponto especificadamente: falta de auto conhecimento.
Saber o que se quer é tão importante quanto a convicção de que isso vale
realmente à pena, para que, ao final, você tenha satisfação e não frustração
quando alcançar a sua meta. Isto tudo, porque muitas vezes acreditamos que
queremos alguma coisa, e na verdade fomos influenciados a querer aquilo. São
desejos incutidos pela mídia, pela cultura ou pela sociedade e que
acreditamos serem nossos. Infelizmente, muitos só descobrem que não,
exatamente quando o objeto desejado é conquistado e não dá o sentido e a
satisfação esperados. Busque o seu sucesso! Entretanto, para isto, saiba que
“sucesso é fazer, transformar-se, ter e saber o que você quer, e não o que
as outras pessoas acham que você deveria querer” (Técnica de Vendas,
set/99).
Não tenha medo de errar, não tenha medo do fracasso. Aproveite-os e aprenda com eles. A vida é um eterno aprendizado. São os fracassos de hoje que controem o sucesso de amanhã. Millor Fernandes já definiu muito bem que “viver é desenhar sem borracha”. Defina o que você quer, lute para cumprir suas metas e objetivos e seja feliz. Não há maior sucesso do que a felicidade. Por isso não espere mais, em 2003 faça acontecer.
Um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de realizações pessoais e profissionais!
Eduardo Santos é psicólogo e consultor
formado pelo
Centro de Ensino Superior
de Juiz de Fora
e Pós-Graduado em Consultoria em RH.
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o consultor Eduardo Santos.

