![]() |
||
|
Artigo Networking, uma poderosa ferramenta |
Recentemente, em um dos inúmeros e-mails recebidos diariamente, havia um
que trazia "pensamentos filosóficos" contemporâneos de um " dito cujo" que,
no mínimo, deve ter algum grau de parentesco com o famoso seu Creysson.
Entre os pensamentos, alguns impublicáveis neste espaço, um me chamou
bastante a atenção. Dizia: "O importante não é saber, mas sim ter o telefone
de quem sabe". Por mais que a intenção tenha sido debochar, a citação traz
em seu cerne um conceito muito importante para o profissional atual:
Networking - rede de trabalho ou rede de contatos ou ainda rede de
relacionamentos.Nunca em outro momento da história da humanidade as mudanças foram tantas e tão rápidas. Assustados e sem saber onde tudo isto vai dar, não temos tempo para ficarmos pensando em muitos destes aspectos. A cada momento novos conceitos são formulados. O que era novo fica velho. No meio de tudo isto, lá estamos nós, sempre tendo que nos atualizar. Ou seja, para tentarmos reagir temos a cada dia buscado um upgrade de tecnologia e de fontes de informação como a internet, revistas, jornais - hoje já não basta ler apenas um. Fazemos vários cursos de aperfeiçoamento e atualização. Tudo isto tem muito valor. Porém há um outro recurso que poucos usam devidamente.
Na maioria, aqueles que o praticam o fazem sem saber, ou de maneira pouco
"especializada". Este recurso são as redes de relacionamentos, ou seja,
aqueles nossos contatos que podem nos manter informados, que abrem
oportunidades a termos acesso rápido à possíveis soluções.O assunto é tópico
fundamental em qualquer curso ou palestra de Marketing Pessoal. As redes de
relacionamentos são onde multiplicamos nossas possibilidades dando e
recebendo informação, conhecimento e oportunidades, pode ser descrita com
base no antigo conceito de sinergia onde o todo é maior que a soma das
partes.
Você tem uma rede de contatos e relacionamento que contribua eficazmente para o seu sucesso profissional? A maioria responderá que não. E entre estes há aqueles que o fazem sem se dar conta. Então o que é preciso para você estruturar e usar esta poderosa ferramenta? Normalmente faltam: a) dar conta do que realmente isto significa e o que pode agregar à sua vida profissional e b) como fazê-lo adequadmente.
Vamos então à primeira parte: significado e valor. Em seu livro Inteligência
Emocional, Daniel Goleman coloca como um dos "ingredientes" essenciais de
sua teoria a aptidão social (ou habilidades sociais).Ele define o termo como
"a bela arte dos relacionamentos que nos permitem moldar um encontro,
mobilizar e inspirar outros, vicejar em relações íntimas, convencer e
influenciar , deixar os outros à vontade". Coloco esta questão, visto que
ilustrativamente, Goleman conta uma pesquisa feita na Universidade de
Harvard, sobre os alunos mais bem sucedidos profissionalmente. Para surpresa
dos pesquisadores, os mais bem sucedidos não eram os alunos de melhor
aproveitamento acadêmico. Em nova pesquisa para descobrir os motivos desde
resultado, verificou-se que um dos fatores de sucesso era a capacidade de
formar uma rede de relacionamentos que abria a estes acadêmicos um maior
número de oportunidades. Acredito que um fato endoce o outro. Nossa
capacidade de formar esta Network e é claro, mantê-la é um fator muito
importante que nos permitirá projeção, informação e, até mesmo, bons
programas (entretenimento, embora isto não venha ao caso aqui). Como o
ditado nos diz, ninguém é uma ilha. Para conseguirmos manter-nos no
"circuito" é preciso construir uma rede de amizades e relacionamentos, onde
podemos ajudar e ser ajudados. Devido a crescente complexidade das tarefas é
difícil uma única pessoa reunir todos os requisitos ou conhecimentos
necessários à sua execução.
Vamos a alguns exemplos práticos. Quem ainda não passou pela situação de ver
algo realmente importante, se não urgente, entravado na burocracia de alguma
repartição pública ou privada. E se nesse caso tivessemos um contato, uma
pessoa que pudesse influenciar em nosso favor. Ou mesmo alguém que possa
interceder por nós junto a outro conhecido naquele setor. Imagine agora você
em outra circunstância delicada e não menos urgente. De repente você liga
para aquele amigo que você, em outra ocasião, tão solicitamente o ajudou.
Não é uma questão de troca. Mas, se você ajudou e foi útil a alguém, mesmo
que desinteressadamente, é muito provável que haja reciprocidade por parte
dele. Aí então... problema resolvido ou ao menos bem encaminhado. Podemos
citar também aquele integrante de nossa rede que nos avisa de uma
oportunidade (trabalho, contrato, promoção, etc.), ou mesmo aquele que "dá
um toque" no conhecido que fará a entrevista de emprego ou a triagem dos
currículos para "aquela" vaga. Ou ainda, aquele contato que pode dr a
referência ou o " empurrão que faltava para fecharmos aquele grande negócio.
Creio que estes exemplos já lhe deram o significado e o convenceram do real
valor de estruturar e manter uma rede de contatos.
Mas, cuidado. O Networking não deve ser confundido apenas como um
agrupamento para troca de favores e interesses. Não é a personificação do QI
(leia-se quem indica). É nesse ponto que muitos profissionais pecam
grosseiramente. Se é ou era isto que você pensava, bem, me permitam o
plágio, mas está na hora de você rever seus conceitos. Quem leva a prática
do Networking para este lado corre sérios riscos de vêla, em determinado
momento, trabalhando contra a sua imagem e não a favor. E é isso que
abordaremos em nosso próximo artigo. Será nosso tópico nº 2: o passo a passo
para montar e manter sua rede de relacionamentos. Até lá tente enumerar por
escrito sua rede atual. Isto servirá como um ótimo exercício e adiantará
bastante nossa próxima etapa.
Não espere. Faça melhorar.
Eduardo Santos é psicólogo e consultor
formado pelo
Centro de Ensino Superior
de Juiz de Fora
e Pós-Graduado em Consultoria em RH.
Saiba mais clicando aqui.
esclareça sua dúvida sobre mercado de trabalho com
o consultor Eduardo Santos.

