Negócios

Aplicação X Investimento Orientador financeiro explica porque o investimento
é um recurso em ascensão

Renato Costa
Colaboração*
03/11/2006

Clique ao lado para ouvir as dicas do o orientador financeiro João Sérgio de Castro sobre o investimento em ações




imagem de uma calculadora Quando se fala em investimento e aplicação, muitos pensam que estão falando da mesma coisa. A questão é que se trata de maneiras completamente diferentes de gerenciar o patrimônio.

Segundo o orientador financeiro João Sérgio de Castro (foto abaixo), a aplicação é uma modalide destinada ao enfraquecimento. "A aplicação se trata de depósito em fundos, CDBs e caderneta de poupança. Com os juros caindo, as pessoas que possuem fundos de aplicação estão ganhando cada vez menos, e a projeção é que cada vez essa taxa diminua, pois o país precisa de juros baixos para poder crescer", explica.

imagem de uma calculadora Para o orientador, a saída para quem quer fazer crescer o patrimônio é o investimento em ações. "A possibilidade de voltar a ganhar da mesma maneira que há alguns anos está no investimento, pois o investidor tem três chances de lucrar, contra apenas uma da aplicação (os juros). Existe a possibilidade de valorização das ações, a participação nos lucros da empresa em que se é acionista e a possibilidade de locar as ações", ressalta João Sérgio. Além disso, existe a isenção de impostos na operação de investimento em ações. Não são cobrados o CPMF e nem o Imposto de Renda, nesse último caso para movimentações de até R$ 20 mil.

Segundo Sérgio, existe uma falsa idéia de que o investimento em ações é difícil, arriscado e demanda muito dinheiro. "Toda a operação pode ser feita pela internet, e existem corretoras que aceitam investimentos a partir de R$ 200. Quanto ao risco, todos os tipos de operações financeiras, inclusive a aplicação, possui seu risco. A questão é saber investir, explica."

Opção em investir exige preparo
imagem de uma calculadora

O investimento em Bolsas é uma tendência nacional. Há dez anos, o nível de investidores individuais era de 10%, e hoje esse número está em 23%. Mas, para adotar esse método de gerência financeira, é necessário preparação e conhecimento.

Segundo João Sérgio, as dicas básicas são buscar conhecimento específico e não seguir dicas de analistas financeiros sobre compra e venda de ações, sem que a análise passe pelo crivo e concordância do investidor. Aprendendo a investir, a pessoa poderá fazer isso sozinha, sem necessidade de um profissional.

O investimento estimula o planejamento financeiro e a gestão patrimonial, considerados essenciais pela Economia moderna. Para os que se preocupam com seu futuro patrimonial, aprender a gerenciar o próprio dinheiro é a saída para que se tenha êxito em suas operações.

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    Renato Costa é estudante do 10º período noturno de Jornalismo da UFJF