Fernando Agra
14/01/2008
Colaboração: Flávia Maria Mafia Rigueira Agra*
Como podemos utilizar racionalmente
a água e a energia elétrica?
Recentemente, discussões sobre uma possível crise energética têm ganho destaque
na mídia. E junto com isso, surge uma preocupação com relação ao
comprometimento do crescimento econômico. Sendo assim, será que realmente
estamos na iminência de um novo "apagão"? E o que cada um de nós pode fazer, já
a partir do momento em que terminar de ler este artigo, para utilizar de modo
mais racional a energia elétrica?
O tema é polêmico. Enquanto de um lado, o governo afirma que não haverá problema na geração de energia elétrica para os próximos anos. De outro lado, alguns técnicos insistem em afirmar que a necessidade de racionamento de energia, de modo a evitar um "apagão" é latente. E aí, em quem acreditar? Independente de quem diz a verdade, cada um de nós pode e deve colaborar para um melhor usufruto da nossa energia elétrica. É uma pena que a população despenda mais atenção nesse assunto somente no momento em que uma crise "bate à porta".
Assim como a educação financeira, tema que discuto constantemente nos artigos em que escrevo, a disciplina na utilização dos recursos naturais deveria ser abordada nas escolas desde os anos iniciais de estudo para todas as crianças. Uma vez que parcela considerável da nossa energia vem das hidroelétricas, é indispensável que todos nós utilizemos de modo parcimonioso a água. E aí eu pergunto a você, caro leitor: você utiliza cautelosamente água e energia elétrica, seja na sua casa, no seu ambiente de trabalho ou em qualquer outro lugar?
A pergunta que encerrou o parágrafo imediatamente anterior parece óbvia e ululante, mas merece uma pausa para reflexão. Uma vez que há necessidade de investimentos em infra-estrutura para a geração de energia na matriz energética atual, bem como é necessário também ampliar as fontes alternativas, como a energia eólica (obtida a partir do vento), a energia solar (vale ressaltar que o Nordeste é uma das regiões com maiores incidências de raios solares do mundo) e até energia gerada a partir da onda do mar, as nossas atitudes individuais podem até não conseguir evitar uma crise no curto prazo, mas podem contribuir para amenizar a necessidade de racionamento e de sobra ainda auxilia no orçamento doméstico.
Visto tudo isso, vale à pena lembrar a importância de economizar água e
energia elétrica nos banho que utilizam chuveiro elétrico. Conheço vários
testemunhos de pessoas que gastam de meia até uma hora para tomar banho. Parece
que é a última coisa que fará na vida ou que não tomam banho há mais de uma
semana. Será que existe a necessidade de gastar todo esse tempo em um banho?
Sei que mudanças radicais não funcionam, sendo assim, conclamo a quem é adepto de banhos dessa natureza, reduza um minuto por dia o tempo do mesmo e dentro em breve alcançará o tempo racional que deve ficar embaixo de um chuveiro. E tem mais: que tal passar uma maior quantidade de roupas de uma só vez? Ao fazer isso, você economizará energia e ainda aumentará a vida útil do ferro elétrico.
Que tal também utilizar os aparelhos eletroeletrônicos somente quando houver necessidade. Tem pessoas que deixam o televisor ligado o dia todo para que os sofás e as cadeiras da sala assistam aos programas. Outra questão importante é desligar da tomada esses aparelhos (exceto geladeira), pois o modo de espera (stand by, aquele que deixa uma luzinha vermelha acessa nos aparelhos) consome energia e de quebra ainda diminui a durabilidade dos aparelhos. Assim também acontece com as lâmpadas da casa. Há indivíduos que deixam cômodos, que são iluminados por natureza, com lâmpadas ligadas que desperdiçam energia.
Enfim, faltaria espaço para dicas de economia que todos nós conhecemos e que de fato precisamos de disciplina para colocar efetivamente em prática. Com isso, caro leitor, retorno a indagação inicial: o que eu posso fazer para economizar água e energia elétrica, em busca de um mundo melhor?
*Mestra em Economia Doméstica pela Universidade Federal de Viçosa (UFV)
Fernando Antônio Agra Santos é Economista pela UFAL (Universidade Federal
de Alagoas), Doutor em Economia Aplicada pela Universidade Federal de
Viçosa (UFV) e professor universitário das faculdades Vianna Júnior, Estácio de Sá e
Universo e do curso de Formação Gerencial do Instituto Educacional Machado
Sobrinho, sendo todas a instituições em Juiz de Fora - MG.
Sobre quais temas (da área de economia) você quer ler novos artigos nesta seção? O economista Fernando Agra aguarda suas sugestões no e-mail negocios_economia@acessa.com.
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