Os juizforanos que saem às compras já observaram o aumento nos preços não só dos alimentos, como também dos produtos de higiene pessoal e dos materiais de limpeza. A cada semana um item se destaca no ranking dos que mais encarecem.
No Guia do Consumidor, divulgado pela Prefeitura de Juiz de Fora, os produtos que lideraram nesta última semana, 12 a 15 de maio, foram a batata inglesa lisa, que sofreu um aumento de 101,01%. O iorgute de poupa de fruta, 95,80%, o aparelho de barbear 131,82% e o saco de lixo, 95, 65%.
Na semana anterior, 05 a 10 de maio, os vilões foram o palmito, com o aumento de 140,08% e o fósforo, 93,02%. O papel higiênico pacote com quatro, subiu 109,47% e novamente, a batata inglesa apareceu. Desta vez, o índice foi de 82,57%.
Segundo o economista Guilherme Ventura, o país passa por um processo
de aumento da inflação. "No varejo os juros estão contidos, mas no agronegócio,
na indústria e no comércio a taxa chega a 15% ao ano"
, explica.
Em relação à alta nos alimentos, Ventura dá outra explicação. "Há uma inflação
no cenário mundial, pois no setor agropecuário a procura está maior do que a oferta.
Problemas na Austrália e na Ásia fazem a demanda crescer. O estoque está baixo e,
por isso, a pressão nos preços"
.
Ventura afirma que o consumidor já sente os aumentos. "O índice de inflação era
de 4,5% e nos últimos 12 meses já chega a 5%. "Se as pessoas não tiverem um reajuste
salarial, há uma corrosão no orçamento. As perdas são reais"
.
A proprietária de um mercado Maria Inês Freire Resende disse que o preço
dos hortifrutigranjeiros têm aumentado bastante. "Os clientes vêm aqui e reclamam.
Acham que somos culpados. Mas, temos que repassar o preço de acordo com o Ceasa.
Eles perguntam: o que está acontecendo? Você está ficando doida?"
.
Guilherme Ventura aconselha o consumidor a pesquisar os preços e sempre que possível
substituí-los por marcas mais baratas. "Os juizforanos devem evitar os hortifrutigranjeiros
que são sazionais"
. Entretanto, para Maria Inês, há alimentos que são insubstitíveis.
"A alimentação vêm em primeiro lugar"
, revela.
Já a auxiliar de serviços gerais, Maria Conceição de Almeida, dá
aulas de como economizar. Ela afirma que percebe a diferença nos preços diariamente
e que nunca faz compras em um só lugar. "Se tem promoção de farinha em um estabelecimento
vou buscar, se a oferta é de queijo em outro lugar passo lá também
.
Maria da Conceição conta que com a alta do pão, passou a fazer broas e bolos em casa. Ela garante que é uma boa solução. Ela diz que parou de consumir carne bovina e que só compra frango. O consumidor pode também optar por outro concorrente, como o peixe e ovo.