Fernando Agra
13/10/2008
Economizar algum dinheiro, na situação em que se encontra o mundo consumista atual, é uma missão difícil, porém é possível. Entretanto, há alguns pontos que devem ser discutidos para que se estabeleça uma relação estável de poupança.
Algumas dicas dadas por especialistas da área são válidas, como não ir ao supermercado com fome. Caso o consumidor esteja com vontade de comer, o melhor é fazer uma refeição antes, pois a probabilidade de gastar com alimentos supérfluos diminui e o mesmo pode economizar um dinheiro que com certeza será útil mais tarde. Enxugar os gastos com salão de beleza, reduzir as idas ao shopping, evitar andar de ônibus em trajetos muito curtos (que podem ser feitos a pé) são exemplos que podem ser adotados de modo a organizar um orçamento doméstico.
Não se está dizendo para você deixar sua auto-estima de lado, nem dispensar seu lazer, e muito menos se arrastar pela cidade a pé todos os dias, sem drama. O que se que dizer é, de vez ou outra, fazer seu próprio penteado, ficar em casa assistindo à TV ou lendo um bom livro, com a família, e quando der, ir ao trabalho a pé, por que não? Você aproveita e cuida da sua saúde, ainda perde algumas calorias etc.
Evite usar cheque especial e utilize racionalmente cartão de crédito, ou seja, pague a fatura em dia e o valor total, pois os juros do rotativo são elevadíssimos. Tem administradora que chega a cobrar 15,99% no próprio rotativo, o que equivale a 492,99% ao ano. A regra básica é fugir de pagar juros. Eles são vilões no orçamento. Tais se tornam mocinhos quando trabalham a nosso favor ao remunerar nossas aplicações.
Essas são atitudes que, na maioria das vezes, podem ser tomadas por qualquer pessoa. São essas pequenas economias diárias que no final do mês vão fazer a diferença para o seu bolso. Alguns especialistas afirmam que o ideal é que você economize 15% do que ganha, para que tenha uma poupança futura agradável.
Por exemplo, quem ganha o salário de R$ 415 mensais e pode economizar (pois o salário mínimo pode ser pouco para quem recebe, mas pode ser muito para quem paga, devido aos encargos sociais outros tributos), deve poupar mensalmente R$ 62,25. Ao fim de um ano economizando os 15%, você terá uma poupança de R$ 747 acrescidos dos rendimentos da aplicação. Já ao fim de cinco anos você terá uma economia de R$ 3.735 (mais os rendimentos) e assim sucessivamente, enquanto você tiver disposição para economizar, seu dinheiro só vai aumentar.
Para quem ganha salário mínimo e precisa sustentar uma família, é praticamente impossível poupar. Mas para quem possui poucos compromissos financeiros, pode, aos poucos, educar-se financeiramente e criar o hábito de poupar.
Enfim, tudo parte de um objetivo, tudo parte de uma meta, você pode economizar os 15%, assim como pode economizar o quanto quiser e puder. O importante é ter o controle sobre o que você gasta, sobre o que é supérfluo. Pense, reflita e economize em busca de um futuro melhor.
* É aluna do 3° período de Jornalismo da Faculdade Estácio de Sá, campus de Juiz de Fora/MG
Fernando Antônio Agra Santos é Economista pela UFAL (Universidade Federal
de Alagoas), Doutor em Economia Aplicada pela Universidade Federal de
Viçosa (UFV) e professor universitário das faculdades Vianna Júnior, Estácio de Sá e
Universo e do curso de Formação Gerencial do Instituto Educacional Machado
Sobrinho, sendo todas a instituições em Juiz de Fora - MG.
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