De acordo com um levantamento feito pelos agentes de investimento Luciano Castanon e Henrique Castanon, Juiz de Fora é uma cidade propensa a ter grande número de investidores na bolsa de valores.
Os fatores primordiais para se chegar a essa conclusão são o crescimento da economia local e a renda
per capita alta, se comparada a outras cidades. "Em Juiz de Fora há cerca de
R$ 200 milhões investidos em poupança"
, diz Luciano.
Além disso, o fato de a cidade ser pólo na região e estar no eixo Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte
também foi levado em consideração. "Com cerca de 530 mil habitantes, a cidade é pólo e
abrange quase um milhão de pessoas na região"
, acrescenta Luciano (foto abaixo).
Apesar de o número de investidores estar crescendo, os brasileiros ainda investem pouco na bolsa. De acordo com Henrique, em 2006 eram 250 mil investidores comprando e vendendo ações diretamente na bolsa. No ano passado, o número subiu para 500 mil. Em 2008, apenas 0,2% da população brasileira recorre a este investimento, enquanto nos Estados Unidos são 50% e no Japão 98%.
O motivo de os números do Brasil estarem tão abaixo dos de outros países pode ser
explicado pela falta de informação. "Os brasileiros não conhecem esse tipo de
investimento"
, explica Henrique, que enumera os benefícios para economia.
"Quando há investimento em uma empresa, ela utiliza esses recursos para sua expansão,
como aumento das instalações e contratação de mão-de-obra, o que faz girar a economia"
.
A bolsa de valores é um investimento a longo prazo e de risco, pois é do tipo renda variável, ao
contrário da poupança, denominado renda fixa. Para se dar bem
é necessário que a pessoa tenha paciência, estratégia e disciplina. Em se tratando de
investimento a logo prazo, paciência é fundamental. "Às vezes, a pessoa entra em uma operação
que demora a dar retorno. Então, tem que esperar, pois se tirar vai perder dinheiro"
, explica Henrique.
Estratégia é saber lidar com as situações e não se basear somente nos
"achismos" para decidir se vende ou não a carteira de ações. "É possível até ganhar quando a bolsa está caindo"
,
garante. E disciplina é a capacidade de seguir as estratégias.
"Quando a pessoa consegue poupar, tem mais rentabilidade"
, completa.
Apesar dos riscos, os profissionais garantem que há vantagens em investir em ações.
"É a possibilidade de ganhar mais rentabilidade na sua carteira do que em outros
tipos de investimento"
, diz Henrique, garantindo que há riscos na poupança
e nos outros investimentos de renda fixa. "A diferença é que nesse tipo, já se sabe de quanto vai
ser o rendimento e na bolsa, não"
.
O acompanhamento da bolsa de valores é importante, pois através dele toma-se a decisão de vender
ou comprar. Porém, somente a cotação não diz nada. "Associadas a ela estão as notícias
do mundo. É preciso acompanhar isso também"
, diz o agente de investimento Henrique, que trabalha
para evitar as perdas de seus clientes.
Apesar de não haver uma maneira de saber o comportamento da bolsa de valores,
ela emite sinais, que são analisados pelos profissionais. "Acompanhamos a análise dos gráficos,
tendências, da história e do tempo"
.
Os profissionais garantem que não há um valor mínimo para investir na bolsa. Por isso,
qualquer um pode optar pela quantia que quer começar a operar. Para que as pessoas físicas
possam comprar e vender suas ações diretamente na bolsa,
é necessário que tenha o intermédio de uma corretora.
Para ter a garantia de que
está escolhendo um profissional adequado, é interessante conferir se os agentes são
credenciados pela
Comissão de Valores Mobiliários (CVM). "É só entrar no site e procurar pelo
nome"
, aconselha Henrique (foto acima).
Henrique explica a diferença entre fundo de investimento em ações e aplicação direta na bolsa.
"No primeiro caso existe uma comunhão entre vários investidores atrelados a um gestor.
O investidor não tem o poder de decidir quando vai comprar ou vender sua carteira.
No segundo caso, a pessoa administra diretamente suas ações, através de uma corretora,
e decide quando quer vender ou comprar"
.