Negócios


Artigo
Prepare-se para o futuro!
:::08/12/2003

Que mudanças radicais poderemos esperar para os próximos anos? Onde está indo a empresa moderna?

As mudanças e as diferenças de captação e uso dos recursos tecnológicos, cada vez mais faz distanciar os países desenvolvidos dos países pobres, afetando o surgimento e o crescimento das empresas.

Também é importante levar em conta a localização geográfica da empresa, ou seja, em um grande centro, cidade de médio ou pequeno porte.

As empresas entenderam que não podem mais depender exclusivamente dos governos e devem atender aos clientes personalizando o relacionamento, satisfazendo seus sonhos e experiências. Deixar para os governos as providências quanto à saúde, educação, saneamento, a infraestrutura necessária e incentivando mais as pesquisas.

A mudança está cada vez mais veloz devido à capacidade de inovação, do conhecimento e da globalização.

A globalização pode ser entendida como um fenômeno psicológico, pois os valores e o desenvolvimento ocorrido no lado ocidental, foram aceitos e absorvidos em todo o mundo o que torna os países emergentes possuidores de um grande mercado interno para ser atendido em todos os segmentos. Observa-se que são três as correntes que englobam as empresas existentes no mundo dos negócios e que têm sido objeto de muita discussão:

Uma delas, prega que as empresas hoje estão empenhadas em realizarem fusões com a finalidade de manterem-se vivas no mercado altamente competitivo, tornando-se verdadeiros gigantes, imbatíveis;

A segunda vertente, diz que não pode mais existir a grande empresa, apenas para ser a maior do mercado, e sim estarem vivas pelo ‘core competence’ muitas vezes culturais, que não podem ser adquiridas no mercado. Aceita-se a idéia de adquirir um fornecedor se esta for a melhor solução para manter a sua posição no mercado;

A terceira idéia é que o futuro está nas “redes” de grandes empresas inter-relacionadas como uma forma de resposta à concorrência externa e dando liberdade aos trabalhadores qualificados.

Porém, o que se observa é que nenhuma destas correntes é a verdade que as empresas esperam para o seu futuro, pois, de acordo com publicação do importante The Economist, “a moda das redes coincidiu com uma ênfase maior no foco; o período de fusões e aquisições coincidiu com o surgimento de inúmeras pequenas empresas; a moda do capitalismo de acionistas achatou as hierarquias”.

Então, qual é o caminho a seguir? A tecnologia e a globalização cada vez mais abrem oportunidades para profissionais e empresas colham informações e realizem atividades econômicas de formas não habitualmente estruturadas.

Assim, encontramos os consumidores com muito mais opções de escolha para compra, produtores com muito mais fornecedores dos mais diversos produtos e serviços e mais opções de escolha para as aplicações financeiras.

De acordo com estudos feitos conduzidos por Stern Stewart, a empresa mais bem sucedida no mundo, graças à sua boa administração, nos últimos cinco anos tem sido um enorme e complicado conglomerado dos mais diversos e diferentes negócios, muitos dos quais não estão “na moda”, ou seja, as lâmpadas elétricas (e cita como exemplo a General Eletric).

Nota-se que empresas deste grupo, destacam-se das demais por quatro requisitos importantes como:

Reputação no mercado
Um dos principais desafios que as empresas enfrentam atualmente é manter o respeito e reputação de sua marca, muito mais do que os seus valores econômicos (ativos) que ela possui. Manter a confiança na mente dos clientes é um desafio que deve ser enfrentado pelas empresas como uma forma de diferenciação de mercado.

Talento dos recursos humanos
Hoje, o que é um fator diferenciador de empresas é a inovação e a capacidade de criar que cada uma delas demonstra perante o mercado. A consultoria McKinsey afirma que o grande duelo das empresas é contratar e manter os melhores talentos, as melhores pessoas.

Capacidade para ser ágil
Ser grande, não significa ser ágil. Toda organização deve, à medida que utiliza tecnologia, aumente o número de empregados que um só responsável pode gerenciar de maneira eficaz. Quanto mais equipes específicas para resolver os problemas na empresa melhor, equipes estas, com liberdade suficiente para decidir o que fazer e como.

Ser flexível O executivo deve ter a capacidade de não só aumentar, como reduzir a força de trabalho da empresa com a finalidade de enfrentar as intempéries que o mercado apresenta.

Uma vez que a competitividade é fator fundamental nos dias de hoje, a economia é baseada no domínio do conhecimento, logo, a educação continuada é o caminho a seguir pelos empresários/executivos. O que deve ser modificado para alcançar os melhores resultados? A sua empresa está seguindo a concorrência, está no mesmo nível ou está em um estágio superior?

Conclusão
Conforme Peter Drucker declarou:

  • Saber lidar com a informação: como obter e processar adequadamente a informação e em que formato esta informação poderá ser mais útil para a empresa. Atenção para a ‘inside data’ (informações internas da empresa armazenadas nos computadores) e as ‘outside data’ (informações do mundo exterior que não estão armazenadas). Logo, é importante olhar para fora da empresa.
  • Como lidar com os novos profissionais do conhecimento? Conforme foi salientado acima, os executivos devem saber como se portar na luta para conquistar e manter os talentos, ou seja, deve saber em que momento deve ser o chefe, quando deve ser parceiro e quando deve ser parte da equipe.
  • Desenvolvimento: Com a velocidade das mudanças da tecnologia, as empresas e seus executivos devem estar preparados para adquirir rapidamente conhecimentos que permitam ser aplicados com rapidez no encaminhamento dos negócios da empresa.
  • Podemos resumir que existem duas grandes verdades a respeito das empresas: existirão as corporações com atuação mundial e as empresas especializadas. E a sua empresa e você estão preparados para fazer parte do bloco das empresas do futuro?

    Sucesso em seus negócios!


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    o consultor Roberto Monti.

    Roberto Monti é consultor de Marketing.
    Co-autor do livro (IN)Fidelidade , Uma Questão de Qualidade
    Clientes Sonham, Empresas Concretizam.
    Editora Virgo - São Paulo, 09/2000