Roberto Monti
07/07/2008
Vamos repensar o relacionamento com o Cliente
O que encontramos no mercado
Os especialistas em marketing têm se deparado com métodos cada vez mais mirabolantes
para entender a cabeça do consumidor. Num mundo de opções infinitas, o trabalho mais
difícil não é produzir idéias fantásticas, mas saber se elas vão chamar atenção e,
principalmente, funcionar a ponto de afetar o comportamento de compra. Como afirmou
Peter Drucker: "O propósito de um negócio é conquistar e manter Clientes".
Como é feito este relacionamento?
Muito se fala a respeito do relacionamento com o Cliente o que pode causar
uma incerteza na cabeça do empresário quanto ao procedimento que deve ser adotado
principalmente com o uso cada vez maior da Internet, não só pelas empresas como também
pelos consumidores já que é possível a conexão, em tempo real, de fornecedores,
consumidores, pontos de venda etc.. Estamos no século da Revolução da Informação.
Não se trata de deixar o Cliente perdido na frente do computador sem saber o que
escolher e sim, conhecer melhor este novo Cliente, mais informado, mais ansioso para
resolver suas necessidades e procurar criar um relacionamento que espelhe esta realidade
e que traga bons resultados para ambos.
Então a pergunta que surge é: "Como identificar, diferenciar, interagir e personalizar
produtos e serviços para que este relacionamento seja proveitoso?"
O marketing de relacionamento está na pauta das empresas há mais de 20 anos e até
agora muitas têm sido as aplicações e tentativas de perenizar esta união. É claro que
não se trata de apenas mais uma iniciativa de um só setor da empresa e sim, da empresa
como um todo. Ele é empregado como parte fundamental na pesquisa de mercado, pois,
não só ouve o que o Cliente tem a dizer como também acompanha a sua reação com relação
às ações da empresa.
Na era participativa em que nos encontramos - no final do último mês registramos
40 milhões de usuários da Internet no Brasil - dado que o Brasil tem aproximadamente
184 milhões de habitantes, o número de internautas já equivale a 22,5% da população
(Informação veiculada em um portal de jornalismo online no dia 27 de junho de 2008).
O relacionamento está presente em diversas fases do processo de venda e compra:
-
O contato entre a empresa e o consumidor é feito pelo atendente, que pode ser
um vendedor, representante ou por um serviço de atendimento ao Cliente (centrais
telefônicas), esse contato exige um preparo da organização e das pessoas envolvidas
nesse processo. É natural que algumas empresas não se preocupem com o atendimento,
talvez não seja seu foco ou falte o conhecimento da especialização no contato com
o consumidor e as vantagens que podem vir quando este ponto de conexão direta com
o Cliente funciona de maneira adequada.
-
Durante esta relação direta, pode-se compreender de maneira mais clara os desejos e
necessidades do consumidor, o que gera um feedback para o profissional de Marketing
e deve ser compartilhado com toda a organização.
-
Circunstancial - com certeza muitos já passamos por esta experiência ao chamar
o número 0800 de qualquer empresa. Este momento deve ser bem aproveitado pela empresa
já que o contato é muito próximo mais ainda se a iniciativa partiu do Cliente que
está interessado em pedir ajuda para resolver o problema. Toda a equipe deve estar
envolvida e motivada para este atendimento, desde o atendente, o caixa, a assistência
técnica, pois é uma oportunidade ímpar que não pode ser desperdiçada. Se não for aproveitado
convenientemente, não haverá uma segunda chance. Recomendamos um programa de treinamento
de recepção e atendimento telefônico como forma de instruir ao colaborador de como
atingir a excelência e qualidade quanto à satisfação do Cliente da empresa.
-
A presença virtual é fornecida pela tecnologia de rede que proporciona às empresas
a mobilidade e capilaridade suficiente para atender às necessidades onde quer que
elas se apresentem. Um exemplo disto é o caixa eletrônico comum e acessível, em vários
locais, 24 horas por dia. Esperamos encontrar um caixa eletrônico sempre que necessário
e que ele funcione de forma rápida e confiável. Se a experiência com a marca (de
qualquer produto) estiver acompanhada pela confiança do consumidor, proporcionará
uma forte e inesquecível experiência na sua mente.
-
A presença física é muito utilizada por empresas como a Starbucks que opera mais
de 3.000 pontos de presença - termo muito usado por empresas de fast-food:
"A lealdade
do consumidor é mais uma questão de conveniência geográfica do que qualquer outra
coisa"
, diz Merlin Stone professor de Marketing da Surrey European Mananagement School.
-
Atualmente as empresas têm uma grande responsabilidade diante do Cliente, preocupar
somente com o produto exposto no mercado e não dar atenção exclusiva ao seu Cliente,
provavelmente esta empresa não vai fica muito tempo no mercado. Uma empresa para crescer
e ter estabilidade precisa adotar uma política de marketing de relacionamento. Não
importando seu tamanho, sendo de pequeno ou grande porte, é preciso alcançar a satisfação
total dos Clientes.
-
O Marketing de Relacionamento permite a empresa lançar e projetar todas as suas
ações, buscando dessa forma uma aproximação e uma maior integração entre Cliente-empresa.
Se a organização se preocupa com o bem estar do Cliente e atende prontamente suas
necessidades, ele certamente reconhece o valor e o esforço a ele disponibilizado,
e possivelmente vai se tornar fiel a esta organização.
-
Existem diversas formas de mensurar a fidelidade do Cliente e de prever a probabilidade
deste Cliente permanecer e aumentar seus negócios com a empresa. Uma instituição internacional
de pesquisa afirma que no setor bancário a percepção de que o banco trabalha como um defensor
de seus Clientes contribui para aumentar a fidelidade. O Analista Bill Doyle, autor
do relatório "Como os Canadenses Classificam seus Bancos em Relação à Defesa do Cliente",
avalia a questão da fidelidade sob a perspectiva do Cliente e afirma que a simplicidade
é a chave para tornar-se uma empresa "defensora" - informa uma empresa de consultoria.
Para conquistar a fidelidade em curto prazo, Johnn Goodman reforça a importância do primeiro
contato. "Esse assunto está relacionado com os fundamentos do marketing. O primeiro
contato com o Cliente e a primeira experiência deste devem entregar o que a marca
promete, de maneira que o Cliente queira contar isso aos outros", observa ele. Goodman
também se refere à recente pesquisa da consultoria, que afirma algo que a maioria
das empresas já sabia: que elas tratam os Clientes de maneira mais superficial do
que faziam há alguns anos: "Se não há engajamento na linha de frente da empresa, esqueça
a fidelidade - em curto ou longo prazo".(Matéria publicada numa revista especilizada
em 09/05/2007).
-
O marketing de relacionamento está na pauta das empresas há mais de 20 anos e até
agora muitas têm sido as aplicações e tentativas de perenizar esta união. É claro
que não se trata de apenas mais uma iniciativa de um só setor da empresa e sim, da
empresa como um todo. Ele é empregado como parte fundamental na pesquisa de mercado,
pois, não só ouve o que o Cliente tem a dizer como também acompanha sua reação com
relação às ações da empresa. Na era participativa em que nos encontramos - no final
do último mês registramos 40 milhões de usuários da Internet no Brasil - dado que
o Brasil tem aproximadamente 184 milhões de habitantes, o número de internautas já
equivale a 22,5% da população (Informação veiculada em um portal de jornalismo online
no dia 27 de junho de 2008).
Empresário: analise os comentários acima e veja como a sua empresa está preparada
e acompanhando a evolução do mercado e a liberdade de escolher com inúmeros fornecedores,
preços, variedade de escolha e comodidade para comprar produtos e serviços.
Clique aqui e mande sua
pergunta,
esclareça sua dúvida com relação
aos assuntos de marketing com
o consultor Roberto Monti.
Roberto Monti é consultor de Marketing.
Co-autor do livro (IN)Fidelidade , Uma Questão de Qualidade
Clientes Sonham, Empresas Concretizam.
Editora Virgo - São Paulo, 09/2000