Nos últimos anos, pode se observar uma explosão de restaurantes de comida japonesa em Juiz de Fora. O empresário Tiago Zambiasi há quatro anos investiu no segmento como um diferencial para seu restaurante.
A possibilidade de aumentar a rentabilidade e também de atrair novos clientes diversificando o serviço oferecido fez com que Zambiasi aliasse o rodízio de carne, especialidade da casa, à comida japonesa.
"As pessoas não estavam acostumadas com o paladar, que é diferente. Para que não
fosse preciso fazer um pedido só da iguaria para experimentar, adicionamos ao rodízio
que já oferecíamos porque elas iam experimentando uma peça ou outra"
.
Ele conta que no início só 10% dos clientes experimentavam e, atualmente,
90% procuram pela comida japonesa. Ele garante que a iguaria oriental combina com
carne. "Os clientes pedem japonês como prato de entrada e depois encaram a carne"
.
A base da comida japonesa é de alimentos naturais, como peixes, legumes, frutas e
algas marinhas e, por isso, é considerada uma culinária equilibrada e saudável.
"O alimento é fresco. Adquirimos até uma máquina para fazer gelo só para armazenar
o peixe. Exige também carinho para ser preparada. Não pode perder a essência artesanal"
.
No restaurante, ele conta com quatro sushimen. No cardápio oferece 13 opções de maquimonos, duas de sashimi e três de sushi e o hot filadelfia.
O administrador Wilmar Lorini afirma que há dois anos foi introduzido
na churrascaria em que trabalha a comida japonesa. "Nossa especialidade é a carne,
mas estamos trabalhando com a iguaria também para atender aos clientes que já pediam
para oferecermos a comida"
.
Para ele, as churrascarias e os self-services contribuíram para a divulgação da culinária
japonesa. "Ela chega para o consumidor sem agregação de valor"
. O sushiman
Marcelo Pereira também resolveu apostar no mercado de comida japonesa.
Há onze anos, ele veio do Rio de Janeiro para trabalhar no restaurante especializado e
há quatro montou o próprio negócio. "Tenho 23 anos de experiência e quando cheguei
na cidade as pessoas não comiam sushi. Atualmente, a aceitação é muito boa. Dá fila
no restaurante. Atendemos uma média de 70 pessoas por noite"
.
O carro chefe do estabelecimento de Pereira é o rodízio. "Os clientes podem escolher
à vontade o que querem degustar. Oferecemos 46 itens. Há opção à la carte também"
.
O sushiman afirma que quando abriu o restaurante trabalhava com seis funcionários,
hoje teve que dobrar para atender a demanda.