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    Pipoqueiro de Juiz de Fora supera crise com ações promocionais

    Gerente Regional do Sebrae-MG dá dicas para microempreendedores alavancarem seus negócios


    7/05/2016

    De segunda a sexta-feira, de 15h às 20h, se você passar pela rua Marechal Deodoro, no Centro de Juiz de Fora, notará uma movimentação incomum em frente ao prédio dos Correios. Mas basta uma olhada mais atenta para reparar um carrinho vermelho de pipoca, com vendedores usando blusas amarelas e uma longa fila aguardando para comprar o produto.

    Ali está a Gula da Pipoca, marca criada pelo pipoqueiro Vitor Couto, 38, o Vitinho. Ele explica como decidiu investir no ramo. "Nós fizemos uma análise do mercado, observando o que ele tem, em relação à pipoca. Em toda esquina de Juiz de Fora tem uma carrocinha, por exemplo. Minha esposa deu a ideia da pipoca e eu abracei a causa. Pensamos em fazer algo totalmente diferente dos nossos colegas de profissão e começamos a investir em marketing", explica.

    Entre as ações para atrair mais cliente, Couto revela que cria campanhas digitais, inserções publicitárias em veículos de comunicação da cidade, atendimento diferenciado e parcerias com empresas de outros ramos. "Independente de sermos uma carrocinha de pipoca ou não, nós temos que manter a qualidade e o atendimento de qualidade. Tudo hoje vive de mídia, então decidimos investir no marketing. A gente percebe que a Gula da Pipoca está cada vez mais forte no mercado. Todo esse investimento que fizemos traz retorno. Só é lembrado quem é visto, então, procuramos sempre trabalhar nessa forma", comenta.

    Tamanho é o investimento do pipoqueiro no próprio negócio que a empresa hoje tem até um departamento de marketing, voltado para fechar parcerias e cuidar da rede social da carrocinha. "Eles cuidam da nossa página, fazem nossas artes e publicam. Tenho seis funcionários, contando comigo."

    O gerente regional do Sebrae-MG, João Roberto Lobo, explica que o pipoqueiro encontrou uma oportunidade na crise econômica vivida pelo país. "Ele tem uma série de promoções, como fidelização. Enquanto algumas pessoas focam muito na crise, outras focam na oportunidade. Ele foi muito feliz quando adotou essas medidas promocionais e conseguiu manter a clientela bem grande. Desde o início, o negócio dele é bem estruturado. Uma empresa bem estruturada, acaba tendo menos riscos dentro de uma crise como estamos enfrentando agora", afirma.

    Para Lobo, o fato da pipoca ser um produto de valor reduzido não influencia na decisão de compra do consumidor. "Acredito que, independente do produto ter um baixo custo ou não, se o empresário tem ações promocionais que vão ao encontro dos interesses da clientela do estabelecimento, ele é fidelizado. Por mais que o movimento caia na crise, não é o suficiente para dificultar o funcionamento da empresa", opina. 

    Além disto, o gerente fala da importância de se planejar antes de criar o negócio. "Essas ações fazem o empresário trabalhar, financeiramente, de forma mais homogênea e linear. Sem essa preparação, sem o contato próximo da clientela, numa primeira crise ou decepção, ele pode não retornar mais", conclui.

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