Aparecido Galdino
No início uma carrocinha de churrasco e sanduíches, hoje um
dos restaurantes mais movimentados de Juiz de Fora
Repórter
29/11/2007
Quem não conhece o Mexidão do Galdino? O sucesso começou há mais de 20 anos e idéia foi oferecer alimentação de madrugada, com a lanchonete aberta 24 horas, algo que faltava em Juiz de Fora. Com fartura e qualidade, o mexidão ficou famoso e deu a Aparecido Galdino (foto ao lado) o retorno para ter um negócio de sucesso.
Tudo começou com uma barraca de sanduíche e churrasquinho na Avenida dos
Andradas. "Sempre trabalhei com muita fartura e bom atendimento. O cliente
gosta disso e vira freguês. Trabalhava de madrugada e com alguns anos ganhei
uma freguesia fixa"
, recorda Galdino.
A partir daí, o primeiro passo foi comprar o Açougue que ficava em frente a sua carrocinha
e transformar em lanchonete. A clientela aumentava e o trabalho também.
"A melhor propaganda que existe é a do boca a boca. Pessoal vem gosta e fala
para outra pessoa que chama outra e assim por diante. Mas estava ficando muito
trabalhoso, resolvi vender e voltei a trabalhar com carrocinha só que dessa
vez no bairro São Mateus"
, lembra.
Vendendo sanduíches e churrasquinho, Galdino não se manteve muito
tempo afastado de um restaurante e mais uma vez abriu uma casa.
"Foram dois locais antes de chegar nesse aqui. Um local espaçoso e
onde a gente recebe em média mil pessoas por dia"
, conta Galdino.
E se você acha que Galdino apenas administra seu restaurante, não imagina que
na cozinha ele também dá seus pitacos. "Eu faço de tudo aqui. Apertou na cozinha
vou para lá, dou uma olhada em como as porções e pedidos estão saindo e coloco a
mão na colher também. Faço o corpo a corpo com o cliente aqui embaixo e ainda trabalho
a parte administrativa. Vivo o dia inteiro dentro desse restaurante"
, conta.
Galdino acredita que essa participação direta em todos os setores do restaurante
é o que ganha o cliente. "O freguês tem que sentir a presença do dono, que está
sendo bem servido e que ele é importante no restaurante. Por isso, quando posso vou a
mesa e cumprimento o cliente. Na cozinha só deixo sair pratos 100%, porque é olho
do dono que engorda o porco"
, brinca.
O caminho do sucesso
Para obter o sucesso três palavras norteiam os trabalhos de Galdino:
qualidade, preço e quantidade. Esse tripé é eleito por Galdino
como o responsável pela fama do carro
chefe de seu restaurante. "Tem muita gente que abre negócio e não fica
mais de seis meses, um ano na ativa. É porque não tem amor pelo que faz"
,
relata.
O primeiro conselho para quem quer investir é gostar do que faz. "Você tem que
ter amor por aquilo em que vai empregar seu dinheiro, senão o negócio não vai
para frente"
. Palavra de quem já foi torneiro mecânico, empregado da Embraer,
de fábricas, siderúrgicas, garçom, entre outras profissões, mas que encontrou sucesso
quando entrou em sua área.
A paixão pela culinária vem de família e as refeições que agradam os clientes
não têm segredo guardado a sete chaves.
"Não adianta economizar em produtos. Desde o começo compro
o melhor arroz e feijão, uma carne boa. Tem gente que pensa que fazer
mexido é só misturar os produtos, mas não é bem assim.
Tem que saber como fazer e ter qualidade em cada um dos ingredientes"
.
Depois disso é hora de primar na quantidade e preço. "As pessoas vem aqui e
pedem um mexido para três, comem e saem satisfeitas. Tem lugar que você paga
caro e vem pouca coisa. Cliente não vai querer voltar, todo mundo gosta é de fartura
e se pagou bem, ele quer ser bem servido"
, avalia Galdino.
Para o empresário quem trabalha em restaurante tem que pensar em movimento rotativo.
"Não adianta jogar o preço lá no alto e deixar seu espaço vazio.
A casa aqui está sempre cheia, com gente entrando e saindo. Com preço bom você
atrai o freguês"
, ressalta.
Para o futuro Galdino espera abrir franquias em Juiz de Fora e por que não,
em outras cidades. "Vamos fixar nesse espaço e depois quem sabe espalhar nossa
marca. Já estou moldando um gerente agora, para que ele possa fazer esse papel
de corpo a corpo com o cliente. Aos poucos a gente chega lá"
, completa.
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