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    Pablo Sanábio Ator, produtor, publicitário e roteirista revela a emoção de interpretar um personagem criado por Agatha Christie

    Renata Cristina
    Repórter
    12/01/2007

    Clique no ícone ao lado para assistir a um trecho da peça "A Ratoeira", encenada por Pablo Sanábio, Moacyr Siqueira, Débora Duarte, Tonico Pereira, Dudu Sandroni, Carolina Portes, Gabriel Gracindo e Keli Freitas.

    Veja!


    foto de Pablo Sanábio Ator, produtor, publicitário, roteirista, videomaker e mais um "zilhão" de coisas. Com apenas 24 anos, o juizforano Pablo Sanábio reconheceu, desde muito cedo, a sua paixão pelo mundo das artes cênicas. Começou a carreira aos oito anos de idade, quando passou a integrar o TIA, Teatro Infantil da Academia, e não parou mais.

    Sempre inquieto, agitado, define-se como "um alucinado pela sua arte", o teatro. Sua estréia nos palcos aconteceu em 1990, na peça "Maria Minhoca", de Maria Clara Machado, interpretando o personagem Mister Buldogue. Ainda menino, participou dos clássicos "Romeu e Julieta", "Jenny", "Morte e Vida Severina", todos pela Companhia de Atores da Academia.

    Dotado de um espírito altruísta, Pablo se preocupa com todos os que estão ao seu redor e ainda tem tempo de sobra para espalhar seu sorriso e simpatia ao mundo. É dinâmico, falante, extrovertido, audacioso e sonhador. Seu grande projeto? Ter seu trabalho estampado além das fronteiras tupiniquins, como sinônimo de qualidade. Pela trajetória do ator-produtor, as duas funções que mais exerceu ao logo da carreira, esta tarefa não será tão árdua.

    Na bagagem
    foto de O Cavalinho Azul

    O currículo de Sanábio é de tirar o fôlego. Em Juiz de Fora, ele já interpretou, dirigiu e produziu incontáveis peças. Na memória, estão trabalhos como a direção de "O Reino da Comidolândia contra o Império Diet", com o grupo Teatro de Quintal, as marcações coreográficas de "O Cavalinho Azul" e a grande atuação em "A Ópera do Malandro", quando tinha apenas 15 anos. "Foi difícil, mas naquele momento senti que o que queria era estar no palco", relembra.

    Aos 18 anos, Pablo correu atrás de seu sonho e foi estudar na Casa de Artes de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, considerada pelos críticos como a segunda melhor escola de dramaturgia da América Latina. Paralelamente às aulas de interpretação, o jovem cursou Publicidade na Universidade Gama Filho.

    O ator considera que, na Cidade Maravilhosa, começou a amadurecer seu trabalho. Lá, Pablo atuou em peças de projeção nacional, como "Capitães da Areia", de Jorge Amado, e "Boca de Ouro", com a participação de Felipe Camargo. Gravou, recentemente, o longa-metragem "A justiça dos homens", com Du Moscovis.

    foto de Kiss me Além do teatro, Pablo possui também uma grande paixão, o cinema. Em sua filmografia está o curta "Kiss me" (foto ao lado), em que abocanhou o prêmio de melhor diretor no 9ª Festival de Curtas da Universidade Gama Filho, em 2001.

    O curta concorreu ao Vide Video 2001, a Mostra de Curtas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sendo considerado um destaque em ficção pelo jornal O Globo, da Mostra da Universidade Federal Fluminense, no Festival O Incinerasta e da Mostra Pernambuco.

    Mesmo com tantos prêmios, Pablo revela que foi despretensioso ao rodar o curta: "O filme aconteceu meio que por acaso", relembra. Nos anos seguintes, vieram "Inteiros" (2002), "O Saque" e "Lobotomia" (2003).

    O lado empreendedor do artista se consolidou no ano de 2005, quando Sanábio resolveu se unir aos amigos Carolina Portes, Fabrício Belsoff e Moacyr Siqueira para criar a Ordinárias Produções Artísticas. "Sempre quis e tentei fazer arte, mas no Rio vi que não posso esperar as coisas acontecerem, tenho que agir", revela. A partir daí, os jovens passaram a produzir seus próprios projetos, realizando pesquisa, captando recursos e montando as peças.

    A Ratoeira

    foto de A ratoeira No momento, a menina dos olhos da carreira de Pablo Sanábio é "A Ratoeira". Além de integrar o elenco, ele produz o espetáculo através da Ordinárias Produções Artísticas e conta com o patrocínio da MRS-Logística, Petrobrás e Eletrobrás. Em sua temporada no Rio de Janeiro, a remontagem inglesa ficou em cartaz no Teatro Marília Pêra por dois meses, sob direção de João Fonseca, recém indicado ao Prêmio Shell de Teatro.

    A mega-produção, escrita por Agatha Christie, está em cartaz em Londres há 55 anos e entrou para o livro dos recordes em três categorias. Neste final de semana, a peça está em cartaz no Cine-Theatro Central, nos dias 12 e 13 de janeiro, às 21h.

    A turnê nacional percorrerá as cidades de Niterói, Fortaleza, Brasília, Goiás, São Paulo, Vitória, Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte. "Queremos tentar levá-la a Portugal", diz Pablo. Que os vôos sejam cada vez mais distantes!

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